Blau investe R$ 31 milhões em pesquisa

A Blau Farmacêutica já investiu R$ 31 milhões neste ano em pesquisa e desenvolvimento, com foco em medicamentos de alta complexidade. O aporte é mais que o dobro do valor destinado a essa área em 2022 e equivale a 12% da receita líquida de R$ 258 milhões alcançada no período.

O pipeline da farmacêutica brasileira até 2026 inclui 49 produtos em desenvolvimento, com mercado endereçável total de R$ 7,8 bilhões. No primeiro trimestre, a fabricante submeteu quatro novos medicamentos para aprovação da Anvisa e seis em outros países da América Latina. E com mais dez aprovações no continente, obteve recorde de produtos registrados.

“Nossa expectativa é lançar 13 produtos, sendo dez oncológicos e três de especialidades que somam um mercado endereçável de R$ 926 milhões. Até abril, nós já disponibilizamos sete dos 13 remédios que serão lançados ao longo do ano”, comenta o CEO Marcelo Hahn.

Ainda em abril, a Blau obteve a licença da Anvisa para iniciar a comercialização dos medicamentos fabricados nas duas novas linhas de produção de injetáveis, da planta P210, localizada na matriz, em Cotia (SP). Atualmente, as linhas operam em dois turnos e devem aumentar em cerca de 30% a oferta de medicamentos da unidade de especialidades, podendo ultrapassar essa perspectiva com a criação do terceiro turno.

Genéricos da Sandoz reconquistam Novartis?

Os genéricos da Sandoz reconquistaram a Novartis? Depois de cogitar o desmembramento da unidade de negócios, a farmacêutica suíça vem reforçando investimentos para transformá-la na maior fabricante mundial dessa classe de medicamentos.

Porém, analistas do mercado acreditam que a Novartis mantém a ideia de se desfazer da divisão de genéricos e transformar a Sandoz em uma empresa autônoma, com prazo até o segundo semestre deste ano. E a ampliação dos aportes daria sustentação para essa estratégia.

Segundo informações do portal Fierce Pharma, a Sandoz obteve o registro exclusivo de seis genéricos da farmacêutica Adalvo, com sede em Malta. Os medicamentos pertencem às áreas de oncologia, antifúngicos/antibióticos e doenças pulmonares, com potencial de mercado total estimado em US$ 3 bilhões.

Em janeiro, a fabricante já havia adquiriu os direitos mundiais do agente antifúngico Mycamine, da Astellas, para o tratamento de candidíase invasiva e candidíase esofágica. A mudança ocorreu semanas antes de o Centro de Controle e Prevenção de Doenças alertar sobre um aumento preocupante de casos dessa infecção.

Venda de MIPs cresce 25% e chega a R$ 27,6 bilhões

No ranking dos produtos campeões de demanda, a Sanofi tem dois de seus carros-chefes da divisão de consumer healthcare nas duas primeiras posições. Com R$ 647 milhões em vendas, o analgésico e relaxante muscular Dorflex encabeça a lista. A marca, cujo incremento chegou a 15%, passou a figurar na seleta lista das 50 marcas mais valiosas do país, com base em análise da Kantar e do Meio & Mensagem.

A Novalgina vem na segunda posição, com R$ 411 milhões e 28% de crescimento. Em terceiro lugar, o descongestionante nasal Decongex Plus, do Aché, movimentou R$ 322,2 milhões nas prateleiras. Foi o segundo MIP com maior crescimento entre os top 10 – 105%. É seguido de perto pelo Allegra, antialérgico da Sanofi, com R$ 317,6 milhões.

O sal de fruta Eno aparece na quinta colocação. A marca faz parte do portfólio da Haleon, farmacêutica 100% focada em consumer health e que iniciou operações em julho passado após cisão com a GSK.

Cimed estreia programa de cashback com a Méliuz

A Cimed, terceira maior farmacêutica do Brasil em volume de vendas, se uniu ao Méliuz, empresa de tecnologia que tem como objetivo impulsionar as vendas das lojas parceiras, para criar um programa de cashback para o consumidor inédito no setor farmacêutico. A iniciativa será destinada para a compra dos produtos do multivitamínico Lavitan, além da linha de higiene e beleza da farmacêutica, oferecendo de 10% a 30% de cashback para o cliente. Com a ação, a Cimed espera alavancar em 30% as vendas.A parceria foi pensada para que mais pessoas tenham acesso aos produtos Lavitan – quem comprar a marca em qualquer farmácia do Brasil, só precisa escanear o QR code da nota fiscal no aplicativo do Méliuz. O valor do cashback será creditado automaticamente no extrato do Méliuz e, ao completar R$ 20 de saldo confirmado, o cliente pode receber o valor direto na conta bancária.

Cimed e Ronaldo Fenômeno podem ser os futuros donos do PAFC

A Cimed, gigante do setor farmacêutico e que mantém duas fábricas em Pouso Alegre, está em negociações avançadas para a compra da maior parte das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do PAFC, o time local que este ano disputa a Série C do Campeonato Brasileiro. A transação é acompanhada por Ronaldo Fenômeno, dono majoritário do Cruzeiro, agremiação que conta com patrocínio da Cimed.

Cimed se prepara para alta demanda de inverno com aumento de 50% na produção

Em 2023, farmacêutica espera movimentar R$ 2 bilhões no mercado em produtos para o período

O inverno é uma das épocas que mais demandam atenção com a saúde devido às doenças respiratórias e resfriados típicos do período, que fazem aumentar a demanda por antigripais e antialérgicos nas farmácias. A Cimed, terceira maior farmacêutica do Brasil em volume de vendas, já está se preparando para esse aquecimento e aumentou em 50% a produção dessas linhas, trabalhando com três turnos em sua fábrica. Além disso, 90% dos lançamentos de medicamentos previstos para o ano terão conexão com as doenças respiratórias.

Atualmente, a farmacêutica possui em seu portfólio 126 produtos entre OTCs (medicamentos isentos de prescrição) e genéricos direcionados ao tratamento de doenças de inverno, e espera movimentar no mercado 2 bilhões de reais em produtos para o período. Os principais medicamentos já existentes e com alta demanda para a sazonalidade do inverno são o Cimegripe (Gripe e Resfriado), Aceviton (vitamina C), Cifloglex (dor de garganta), Loratadina, Loratamed e Fexofenadina (alergia) e Ambroxmel (xarope para tosse).

O Cimegripe, principal marca da categoria e líder do segmento de antigripais com 43% de market share em volume de vendas em 2023, amplia sua presença na jornada do paciente com mais três lançamentos. Já no segmento de alergia, o Loratamed é líder do mercado de loratadina, com 60% de market share em volume. Ambos estão entre os produtos que tiveram sua produção ampliada.

Sanofi diz que não é com ela e Hypera não responde

Desde a publicação da matéria “Medicamento sem lacre anti-adulteração. É perigoso?”, em 17 de abril, se passaram 18 dias sem que um dos maiores laboratórios do país, a Hypera, tenha se manifestado ao Jornal 140. A Sanofi, cujo nome aparece no medicamento AS Infantil, diz que o problema não é com ela. Entenda.

A Sanofi, via assessoria de imprensa, informou ao Jornal 140 que o medicamento AS Infantil não integra mais o seu portofólio desde julho de 2021 quando houve a venda da marca para a Hypera. Ocorre que a data do medicamento – falso ou verdadeiro – é de 07/2022