Alta demanda faz fábrica de repelente trabalhar 3 turnos

De acordo com dados da Linx, empresa especializada em softwares para o varejo, a venda de repelentes aumentou 26,4% nas farmácias nos primeiros dois meses do ano (até o último dia 23), em comparação ao mesmo período de 2023, em volume. Em faturamento, alta foi de 45,5% no intervalo, com uma variação média de 15% nos preços.

Mas os maiores fabricantes não estavam preparados para um aumento acima do previsto e temem que falte produto no ponto de venda: isso porque a matéria-prima é importada e sua chegada ao país pode demorar entre 30 e 150 dias.

Existem três princípios ativos usados nos repelentes, todos vindos do exterior: icaridina, um ativo de origem natural e de maior eficácia, que proporciona até 10 horas de proteção; deet (dietiltoluamida), o ativo mais antigo, de origem química e inflamável; e o IR 3535, ativo da multinacional Merck
reportagem esteve em farmácias da zona oeste de São Paulo e não encontrou algumas marcas à base de icaridina. Em uma das lojas, havia até reserva do produto.

“O icaridina é o mais procurado, porque não só garante mais tempo de proteção, como também pode ser usado por grávidas e crianças menores de 12 anos”, diz o engenheiro químico Norberto Luiz Afonso, presidente da Henlau Química, de Garça, no interior paulista. Com faturamento na casa dos R$ 50 milhões, a Henlau fabrica as marcas próprias das redes Drogaria São Paulo (Ever Care) e Raia Drogasil (Needs), além da sua própria marca, Sanlau –todos à base de icaridina.
A Cimed, fabricante do brilho labial Carmed, também viu a procura pela linha de repelentes Xô Insetos disparar. As linhas de produção da fábrica mineira de Pouso Alegre passaram de dois para três turnos. Foram 1 milhão de unidades produzidas em janeiro, 1,3 milhão em fevereiro e devem sair 1,5 milhão em março.

“A demanda é muito maior do que nós conseguimos suprir”, diz o diretor comercial da Cimed, Adibe Marques. “O princípio ativo do nosso produto é o deet, inflamável, só consigo trazê-lo dos Estados Unidos de navio, em uma viagem que pode demorar de 90 até 150 dias, com os trâmites alfandegários”, afirma. Segundo Marques, as compras do ativo só vão garantir produto até o fim de março.

Farmacêutica Eli Lilly tem novo presidente no Brasil

A farmacêutica Eli Lilly acaba de anunciar o canadense Daniel Binette como novo presidente e gerente-geral das operações no Brasil. As informações são do Futuro da Saúde.

O executivo, que está há 23 anos na companhia, era vice-presidente da unidade de biomedicinas da empresa no Japão. Ele assumirá a função no lugar de Karla Alcázar, que é a gerente-geral da empresa para a América Latina e estava ocupando o cargo interinamente.

Na filial japonesa, Binette participou do lançamento naquele mercado de duas moléculas que estão no pipeline brasileiro: donanemabe, para tratamento do Alzheimer, e lebrikizumabe, voltado para dermatite atópica moderada a grave.
Em nota, o executivo lembrou que a Lilly vem crescendo dois dígitos ano a ano no Brasil e em 2024 celebrará 80 anos no país. “Meu maior objetivo é contribuir para acelerarmos os lançamentos de medicamentos inovadores no país para podermos continuar melhorando a vida de milhares de pessoas que precisam de nossos tratamentos”, afirma.

Dez maiores laboratórios do Brasil têm 55% do mercado

Os dez maiores laboratórios do Brasil faturam mais com a venda de medicamentos de prescrição do que cerca de 440 indústrias farmacêuticas. A negociação de remédios para farmácias somou R$ 74,3 bilhões em 2023, um avanço de 11% sobre o ano anterior. O setor mostra resiliência, mas a excessiva concentração indica um sinal de alerta. Os ovos estão em poucas cestas.

As indústrias do mercado farmacêutico que ocupam o top 10 movimentaram R$ 40,8 bilhões em transações para o varejo, de acordo com dados da Close-Up International baseados em R$ desconto. O montante equivale a 54,9% do fatutamento total no segmento de Rx.
Na lista dos maiores laboratórios do Brasil, a liderança segue nas mãos da EMS, que ampliou de cerca de R$ 300 milhões para R$ 700 milhões a distância em relação à Eurofarma. O investimento vigoroso em propaganda médica ajuda a explicar esse cenário.

Mas a maior novidade é a estreia de uma indústria farmacêutica no top 3. Fora do top 10 antes da pandemia, a Novo Nordisk desbancou parte da concorrência e saltou mais uma posição no ano passado. A farmacêutica dinamarquesa está em empate técnico com o Aché, mas ligeiramente à frente. O motivo é claro e atende pelo nome de Ozempic.

O carro-chefe do laboratório foi o único medicamento de prescrição a movimentar mais de R$ 1 bilhão em vendas para farmácias no ano passado. Ou melhor: acima de R$ 3 bilhões. Mas um detalhe importante é que o remédio´contra diabetes responde por 67% do valor negociado pela Novo Nordisk.

Remédio para asma pode prevenir riscos de alergias alimentares, diz estudo

Um medicamento usado tradicionalmente para tratar a asma pode ajudar a proteger as pessoas dos riscos, inclusive fatais, das alergias alimentares, segundo um estudo publicado no domingo (25) na revista especializada New England Journal of Medicine.

A pesquisa aleatória, financiada em parte pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, submeteu a testes o remédio Xolair (omalizumabe) em 118 crianças alérgicas a amendoim e ao menos a outro alimento, como leite ou ovos.

O teste, realizado em dez centros médicos americanos, revelou que, após o tratamento, 67% das crianças foram capazes de tolerar sem sintomas uma pequena quantidade da proteína do amendoim. Das outras 59 crianças que receberam um placebo, apenas 7% conseguiram tolerar.

Chikungunya, confundida com dengue, é mais mortífera

A epidemia de dengue em curso no Brasil tem chamado muita atenção da imprensa em geral, mas pouco tem se falado sobre a febre chikungunya, que está causando epidemias em várias regiões do país.

Nos últimos anos, o avanço da chikungunya nas Américas, e em particular no Brasil, tem suscitado preocupação crescente entre as autoridades sanitárias de diferentes países.

Os documentos oficiais da Organização Mundial de Saúde (OMS) destacam apenas as “fortes dores nas articulações, que muitas vezes são debilitantes”, afirmando que “sintomas graves e mortes por chikungunya são raros e geralmente estão relacionados a outros problemas de saúde coexistentes”.

Takeda fecha parceria para ampliar vacina da dengue

A Takeda fechou uma parceria com a farmacêutica indiana Biological E. Limited (BE) para acelerar a produção da vacina da dengue QDENGA. Os frascos multidoses serão disponibilizadas para aquisição pelos governos dos países endémicos até 2030, o mais tardar, para apoiar os Programas Nacionais de Imunização.

Os frascos multidoses oferecem vantagens econômicas e logísticas para os Programas Nacionais de Imunização, minimizando as despesas de embalagem e armazenamento, ao mesmo tempo que reduzem os resíduos médicos e ambientais. A BE aumentará a capacidade de produção para até 50 milhões de doses por ano, acelerando os esforços da Takeda para fabricar 100 milhões de doses por ano dentro de uma década.

A parceria se baseará na capacidade de fabricação existente da vacina nas instalações da Takeda em Singen, Alemanha, e na parceria de longo prazo da Takeda com a IDT Biologika GmbH.

Domina Farma lança suplemento infantil e mira 35 mil PDVs

A linha de Suplementos da Dorinha, disponível a partir de março nos distribuidores de todo Brasil, levará para farmácias e drogarias um conceito de suplementação infantil inédito, e que proporcionará alto valor agregado e maior rentabilidade ao PDV.

A família infantil terá um portfólio voltado para as necessidades da infância, e inovará trazendo para o mercado a exclusiva forma farmacêutica para esse público, em comprimidos mastigáveis com formato de ursinho, divertido e gostoso de comer, como as crianças adoram. Entre os SKUs da linha, se destaca a Maletinha da Dorinha, que virá com dois produtos e caderno de atividades.

“A proposta é estimular a suplementação das crianças e promover atividades lúdicas sobre alimentação saudável. E a mascote Dorinha, design exclusivo da Domina, promete muito carisma e diversão”, acrescenta Marina.

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A EMS acaba de anunciar o lançamento de uma plataforma digital que tem como objetivo ampliar o acesso à bula de medicamentos e às informações de produtos farmacêuticos e serviços de saúde, auxiliando na adesão e segurança do tratamento.

A solução, que é gratuita, foi criada pela NC Tech, hub de inovação do Grupo NC, e já está disponível para o usuário por meio do QR Code presente nas caixas de medicamentos da farmacêutica.

Por meio da plataforma Sara, que conta com layout personalizado e intuitivo, o paciente pode consultar informações sobre medicamentos da EMS ou de qualquer outro laboratório farmacêutico, acessar a versão eletrônica de bulas e fazer autogestão de cuidados.

Dentre as funcionalidades, estão, por exemplo, o envio de lembrete por WhatsApp na hora de tomar a sua medicação, a criação de listas dos medicamentos em uso para pacientes polimedicados e, ainda, a possibilidade de consultar alerta de recalls, informando o lote do medicamento que será recolhido. A plataforma conta também com conteúdos exclusivos de saúde, garantindo informações sempre atualizadas para o consumidor.

Para Diego Neufert, CTO da EMS e do Grupo NC, a digitalização da bula é apenas um dos benefícios fornecidos pela plataforma, dentre outros serviços, já que o sistema de QR Code está em todas as embalagens de medicamentos fabricados pela EMS.

“É algo inédito. Estamos falando sobre uma inovação que irá humanizar, universalizar e garantir mais acessibilidade às informações que devem ser consideradas ao se fazer o uso de medicamentos”, detalha o executivo.

A bula também poderá ser consultada antes da aquisição do medicamento e sem a abertura da caixa, apenas apontando a câmera ao QR code da embalagem, servindo também de auxílio a balconistas e farmacêuticos em casos de dúvidas. “O resultado é uma melhora na experiência do paciente e na adesão ao tratamento, mais segurança na ingestão de medicações, administração da dosagem e menor risco à saúde”, acrescenta.

Startup de IoT para indústria farmacêutica levanta R$ 10 milhões

A Cogtive, startup que potencializa a produtividade da indústria farmacêutica por meio de tecnologias de IoT, Digital Twin e inteligência artificial, recebeu investimento de R$ 10 milhões da Indicator Capital, gestora early-stagede venture capital especializada em Internet das Coisas (IoT).

Este é o nono aporte do Fundo Indicator 2 IoT e tem como objetivo ajudar a empresa a resolver um desafio importante no setor industrial: garantir que as fábricas estão operando em sua capacidade máxima, mapeando ineficiências no processo de produção, e entregando ferramentas para otimização.
No caso de empresas com nível mais elevado de governança industrial, como a Apsen Farmacêutica e a Ourofino Saúde Animal, a solução permite ter uma visão completa do chão de fábrica – end to end – analisando não somente a eficiência das máquinas de maneira individual, mas compreendendo todo o fluxo de produção, gargalos, lead times e níveis de estoque, visando otimizar o processo de produção aonde de fato importa.

A Apsen conseguiu reduzir em 46% o tempo de fabricação dos seus produtos, e a Ourofino aumentou em 29% a performance média dos seus equipamentos.

Montes Claros investe em infraestrutura para atrair empresas

A indústria também possui grande relevância em Montes Claros, especialmente o setor farmacêutico. Nomes como Novo Nordisk, MDS, Hipolabor, Cristália, Eurofarma e Vetbras estão entre as marcas com operações fabris na cidade. E conforme o secretário, pelo menos outras duas grandes companhias do segmento negociam, neste momento, a instalação de fábricas no município.

“Tem também alguns fornecedores. Fabricantes de embalagens e bula, por exemplo, que também negociam via Invest Minas para integrar o cinturão de fornecedores do polo na cidade”, revela.
No segmento, a principal empresa a atuar em Montes Claros é a multinacional Eurofarma, que está concluindo uma fábrica na cidade com investimentos da ordem de R$ 2 bilhões e geração de mil postos de trabalho. A planta deve iniciar as operações no fim deste ano em uma área de 280 mil metros quadrados.

A nova unidade vai produzir sólidos orais, hormonais e antibióticos. E atenderá demandas do Brasil e da América Latina onde o laboratório atua. A companhia mantém operações próprias na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, além de mercados da América Central como Costa Rica, Panamá e República Dominicana.