Para atender à demanda de empresário próximo ao governo, Lula ataca a Anvisa que o protegeu ao validar as vacinas da Covid-19

O presidente leu um discurso escrito onde criticou o governo Bolsonaro e saudou o presidente da empresa contando um pouco da trajetória da empresa que cresceu a partir de 2003.

Mas a coisa começou a complicar quando decidiu falar de improviso quando disse que ouviu uma demanda do “amigo Sanchez” que fez “uma provocação à ministra da Saúde, ao vice-presidente da República e ao presidente da República: de que é preciso a Anvisa andar um pouco mais rápido para aprovar os pedidos que estão lá, porque não é possível o povo não poder comprar remédio porque a Anvisa não libera”.

Ele assumiu um compromisso com o “amigo Sanchez”. E avaliou que se tratava de uma demanda que “nós vamos tentar resolver”. E completou: “Quando algum companheiro da Anvisa perceber que algum parente dele morreu porque o remédio que poderia ser produzido aqui não foi produzido, porque eles não permitiram, aí a gente vai conseguir que ela seja mais rápida e atenda melhor os interesses do nosso país.”

Para atender a demanda do “amigo Sanchez” , o presidente não precisava atacar a Anvisa, seus funcionários e a história da mais respeitada agência de controle do Brasil internacionalmente pelas boas práticas.

‘Eu senti desconforto e medo ao assumir a cadeira de CEO’

Convidada do podcast esta semana, Giovana Pacini, da Merz Aesthetics, fala sobre a síndrome de impostora e outros desafios.
Foi dentro de casa que o interesse pelo setor farmacêutico surgiu para Giovana Pacini. Filha de um executivo da área, ela acompanhava a vida profissional do pai com admiração. “Eu cresci escutando o meu pai falar das experiências dele no trabalho, e achava lindo porque ele viajava muito”, comenta a CEO da Merz Aesthetics. “Ao mesmo tempo, ele sempre foi muito presente na nossa família”, recorda.

A referência paterna foi seguida por Pacini. Formada em administração pela PUC e com MBA em marketing pela ESPM, ela acumulou mais de 20 anos de experiências em companhias como Eurofarma, Cristália e Neo Química, até migrar para a Galderma. Lá, passou cinco anos até ir para a Merz Aesthetics, empresa global de medicina estética, como diretora de marketing do Brasil. Logo assumiu a diretoria para a América Latina e, em janeiro de 2020, se tornou country manager da empresa no Brasil.