CEO da Cimed diz que Minas tornou-se o segundo maior polo farmacêutico do Brasil

Algumas estratégias de vendas da terceira maior farmacêutica do Brasil, a empresa mineira Cimed, foram reveladas na tarde de última segunda-feira (23/09), durante almoço-debate no Hotel Fasano, em Belo Horizonte. O evento, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais de Minas Gerais (LIDE-MG), contou com a participação de autoridades públicas e empresários. João Adibe, CEO da empresa, disse que Minas é hoje o segundo lugar do setor farmacêutico do Brasil, tornando-se um polo farmacêutico muito forte.

Adibe também reforçou a importância de entender o Brasil em sua diversidade, afirmando que a Cimed é uma empresa nacional com pensamento regional, preparada para atender o “Brasil profundo” em todas as especificidades

Aliança entre SafraPay e Cimed impulsiona setor farmacêutico

O setor farmacêutico, que movimenta R$ 200 bilhões por ano no Brasil, deve passar por uma transformação significativa impulsionada pelo crédito, segundo especialistas do setor que participaram de um painel sobre o tema na J. Safra Brazil Conference, em São Paulo. O tema foi discutido entre João Adibe Marques, CEO da farmacêutica Cimed, e Pedro Coutinho, CEO da Safrapay.

A farmacêutica Cimed trabalha há um ano em parceria com a Safrapay na criação de uma plataforma de crédito, onde a Cimed transacionará com o varejo, que terá suporte de crédito da empresa de adquirência. A parceria representa um passo importante na modernização e fortalecimento do segmento farmacêutico, beneficiando tanto a indústria quanto os varejistas.

Laboratório deverá indenizar trabalhador obrigado a experimentar medicamentos – CSJT2 – CSJT

Uma indústria farmacêutica de Curitiba deverá indenizar um vendedor propagandista em R$ 50 mil por ter submetido o funcionário a “degustações” de medicamentos durante reuniões realizadas na empresa. A decisão, da qual cabe recurso, é da 4ª Turma de desembargadores do TRT do Paraná.

Para os magistrados, a conduta da Eurofarma Laboratórios foi abusiva e ameaçou o direito à saúde e à dignidade do trabalhador, “uma vez que ausente qualquer segurança para o indivíduo quanto aos efeitos posteriores do consumo desnecessário de fármacos”.

Admitido pelo laboratório em agosto de 2011, o trabalhador foi dispensado, sem justa causa, em março de 2015. Durante o contrato, foi obrigado a “degustar” medicamentos de fabricação da própria empregadora e também os de empresas concorrentes, para que, no momento da venda, pudesse indicar aos médicos as diferenças entre os produtos farmacêuticos.

No decorrer do processo, ficou demonstrado que o treinamento do propagandista para vendas incluía análises sobre características e propriedades dos produtos, assim como avaliações do sabor dos medicamentos. Testemunhas confirmaram as informações, relatando ainda que mesmo antibióticos eram testados pelos trabalhadores da área.

Preços mais justos para medicamentos

Além disso, as decisões relativas à adoção de novos medicamentos, infelizmente, não se baseiam em políticas públicas de saúde pré-estabelecidas, como seria de se esperar quando se persegue o máximo de benefícios para a população. Os números atestam o predomínio do interesse mercadológico: em 2022, 83% dos pedidos de incorporação de medicamentos no País foram apresentados pela indústria farmacêutica. Ou seja, a partir da demanda de quem quer vender, uma evidente distorção.

Não estamos falando de alguma nova dipirona, mas de produtos cuja dose única pode chegar a alguns milhões de reais, como é o caso do Zolgensma, utilizado no tratamento de atrofia muscular espinhal e adotado no Brasil com critérios e preços diferentes para o SUS e para a saúde suplementar. Não se trata de exemplo isolado, mas de algo, como vimos, que tende a se tornar cada vez mais recorrente, com impactos crescentes sobre as contas de saúde nacionais.

Além de caras, muitas dessas tecnologias entram no mercado sem evidências científicas robustas. A literatura internacional é fértil em demonstrar que, nem sempre, aos altos custos cobrados pela indústria estão associados benefícios compatíveis. Um exemplo: dois terços das drogas para tratamento de câncer – cujo custo cresceu dez vezes na última década – aprovadas pela agência europeia de medicamentos entraram no mercado sem evidência de aumento de sobrevida ou de ganho de qualidade de vida. Para as que demonstraram algum benefício, a mediana de sobrevida foi de menos de três meses.

França aplica multas milionárias por escassez de medicamentos

Grandes farmacêuticas francesas foram multadas na última terça-feira, dia 24, por infringir termos criados para evitar a escassez de medicamentos. O cenário de falta de fármacos tem se espalhado pela Europa nos últimos anos, motivando os órgãos responsáveis a impôr novas sanções, regras e intensificar suas fiscalizações.

Por meio de uma lei aprovada em 2020, e ampliada em 2022, a Agence Nationale de Sécurité du Médicament et des Produits de Santé (ASMN) anunciou multas de € 8 milhões (R$ 48,8 milhões) a 11 farmacêuticas.

XP vê desafios nas ações do setor farmacêutico

A XP revisou nesta semana as recomendações das ações do setor farmacêutico, segundo reportagem do ADVFN. O head de cobertura da área de saúde da corretora, Rafael Barros, destacou que observa dentro do segmento alguns desafios no curto prazo.

“A gente vê uma desaceleração no crescimento desse mercado, o que afeta mais a Hypera, que produz remédio para o varejo”, afirmou o executivo durante participação no morning call da XP. Segundo o relatório, há uma redução acentuada no potencial de crescimento da receita do setor.

“Na outra ponta, assistimos às clínicas e hospitais pressionando seus fornecedores por melhores preços e condições. Isso acaba estressando os resultados da Blau e da Viveo, que são alguns dos fornecedores do segmento institucional”, explica.

Viracopos busca atrair cargas da indústria farmacêutica

Dentre os pontos benéficos do certificado estão a maior visibilidade no comercio exterior; aumento do fluxo de carga de importação e exportação; enquadramento na padronização de qualidade Anvisa e diferencial competitivo.

Com isso, a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, administradora do aeroporto, obteve duas certificações para os processos de Medicamentos e Produtos para Saúde: 1) Certificado de Boas Práticas de Armazenagem de Medicamentos e Insumos Farmacêuticos e, 2) Certificado de Boas Práticas de Armazenagem de Produtos Para Saúde.

Foram mais de 50 procedimentos verificados durante a auditoria da Anvisa no Terminal de Carga. Entre eles estão, por exemplo, a disponibilidade de gerador ou plano de contingência adequado para situações de ausência de energia elétrica.