Prejuízo da Natura triplica no 4º trimestre de 2023, para R$ 2,662 bilhões

O Ebitda ficou negativo em R$ 55,7 milhões no último trimestre do ano passado, ante Ebitda positivo de R$ 65,3 milhões no mesmo período de 2022.
No consolidado de 2023, a companhia apurou lucro líquido de R$ 2,973 bilhões, ante prejuízo de R$ 2,859 bilhões em 2022; a receita somou R$ 26,737 bilhões (diminuição de 8,5%) e o Ebitda totalizou R$ 1,433 bilhão (aumento de 18,2%).

Medicamentos contra o câncer são nova aposta da Pfizer

No evento em questão, a Pfizer afirmou aos investidores que, após a compra da Seagen, o foco principal da companhia será integrar o negócio de ambas as empresas.

Com a chegada da fabricante de medicamentos contra o câncer, a farmacêutica somou 60 programas experimentais ao seu pipeline de medicamentos oncológicos.

Para fazer tal aquisição, a indústria desembolsou US$ 43 bilhões (cerca de R$ 214 bilhões). A expectativa é que a fabricante traga US$ 10 bilhões (quase R$ 50 bilhões) em vendas até 2030.

Venda de cannabis medicinal nas farmácias mais que dobra em 2023

Em comparação com 2022, a comercialização cresceu 127% no último ano, segundo levantamento da BRcann com base nos indicadores do IQVIA.

Segundo o estudo, de janeiro a dezembro do ano passado, 356,6 mil unidades foram comercializadas no varejo farmacêutico. A título de comparação, no ano retrasado, 157 mil unidades foram vendidas.

Outro indicador que apresentou um crescimento acelerado foi o faturamento do setor, que foi 119% maior. No período, o segmento chegou à marca de R$ 143 milhões.

“Ao mesmo tempo, tudo caminha para um maior amadurecimento regulatório do setor, o que fortalece a operacionalidade das empresas que atuam localmente “, comemora a diretora executiva da entidade, Bruna Rocha.

Fabricante pede que famosos parem de usar medicamentos para emagrecer

Enquanto a Eli Lilly desestimula o uso estético dos medicamentos para emagrecer, novos players tentam entrar em um dos mercados mais valiosos dos últimos tempos. É o caso da Zeeland Pharma e da Viking Therapeutics.

A primeira, uma companhia de biotecnologia dinamarquesa, está disposta a entrar na briga, mesmo sabendo do domínio de mercado da concorrência. Para tal, trabalha junto com a Boehringer Ingleheim no desenvolvimento do remédio.

E a segunda causou alvoroço no mercado pois os resultados de ensaio de Fase II de um de seus fármacos indicaram uma perda média de 14,7% do peso em 13 semanas, contra 68 semanas dos medicamentos atuais.

Cimed lança hidratante labial da Barbie e prevê receita de R$ 80 milhões

Após o sucesso dos últimos lançamentos de hidratantes labiais, a Cimed está investindo em uma nova parceria para impulsionar as vendas do Carmed. Agora, a colaboração é com a Barbie, e a expectativa é gerar um faturamento de R$ 80 milhões. O acordo com a Mattel vem em meio às comemorações de 65 anos da boneca mais famosa do mundo.

O anúncio foi feito ontem (10), durante um congresso promovido pela fabricante de medicamentos e produtos de higiene e beleza em um navio. O evento contou com a participação de 4 mil executivos das principais farmácias de todo o país.

Saúde aumenta teto para emendas e tenta aliviar pressão

O Ministério da Saúde elevou o valor que estados e municípios podem receber em emendas parlamentares em 2024.

Técnicos da pasta calculam que a soma do teto de emenda de cada estado e município passou de cerca de R$ 55 bilhões, em 2023, para mais de R$ 100 bilhões.

O aumento reflete mudanças no critério de cálculo para definir este limite, além de regras especiais para municípios mais pobres ou da Amazônia Legal.

CBD chega ao SUS em maio

Passado mais de um ano da sanção da lei estadual paulista de fornecimento da Cannabis medicinal no Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria Estadual da Saúde finalmente fixa prazo para disponibilizar o extrato de Canabidiol (CBD, substância derivada da planta) na rede pública. O medicamento tão esperado por milhares de pacientes deve chegar em maio. O compromisso foi fechado com o deputado Caio França (PSB), autor da lei 17.618/23, durante reunião com o Grupo de Trabalho Canabidiol, formado no ano passado.

A comissão é constituída por representantes de associações médicas, membros de conselhos, de faculdades e do Ministério Público, entre outros, para dar subsídios tanto na regulação da lei como no protocolo de manipulação da Cannabis para os médicos –espécie de manual, que até essa semana estava em revisão na Secretaria. E sem ele, o processo de distribuição fica parado.

A Ease Labs Pharma, empresa mineira vencedora da licitação realizada pelo governo no ano passado, está com o primeiro lote de CBD pronto, aguardando o sinal verde da entrega. “A disponibilidade do medicamento no SUS significa uma economia de seis vezes aos cofres públicos”, diz o CEO da empresa Gustavo de Lima Palhares. Atualmente, o Estado paga o tratamento apenas em casos de judicialização. E quando isso acontece, o extrato de Cannabis sai pelo preço do balcão da farmácia. A Ease Labs ganhou a licitação cobrando R$ 0,04 o miligrama.