Farmacêutica retira pedido de vacina contra dengue nos EUA; decisão não altera oferta no Brasil

“A retirada do pedido ocorreu porque a agência reguladora americana [FDA] considerou a necessidade de algumas informações adicionais —que não faziam parte do protocolo anterior— e a análise não poderia ser concluída dentro do atual ciclo de revisão do pedido de registro”, disse em nota.

A empresa ressaltou que a decisão “não impacta a comercialização no Brasil” e que não tem “nenhuma relação com a segurança ou eficácia do produto, que passou por um robusto e rigoroso programa de pesquisa clínica”.

Em nota enviada à reportagem na última segunda (17), a Anvisa informou que realizou uma reunião com representantes da Takeda e que, “até o momento, a decisão da retirada do pedido junto à FDA não altera a decisão da Anvisa de registro da Qdenga, que permanece autorizada no Brasil”.

J&J terá que pagar US$ 18 mi por talco com amianto

A J&J foi condenada a indenizar em US$ 18,8 milhões um jovem que alega ter desenvolvido câncer devido à exposição ao talco com amianto da companhia. A decisão foi tomada por um júri na terça-feira, dia 18, em mais um revés para a companhia, que busca resolver milhares de processos semelhantes relacionados ao uso do Talco Johnson’s Baby nos Estados Unidos. As informações são da CNN.

Farmacêuticas crescem 17% e lideram avanço da indústria

As farmacêuticas figuram como o setor que encabeçam o crescimento da indústria nacional. Há dois trimestres seguidos o segmento supera a evolução da indústria de transformação como um todo.

No primeiro trimestre de 2023, os laboratórios atuantes no país registraram crescimento a uma taxa de dois dígitos, passando de 16,9% registrado no quarto trimestre de 2022 para 17,2%. Enquanto isso, a produção da indústria de transformação encolheu 1%.

Os indicadores constam de um estudo da LF Novais, encomendado pelo Grupo FarmaBrasil, que representa 12 indústrias farmacêuticas nacionais, com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a pesquisa, um dos fatores que justificam essa evolução é que a produção doméstica está ocupando mais espaço no mercado. Isso porque as importações de farmacêuticos e farmoquímicos, em quantidade, recuaram 17,6% no primeiro trimestre de 2023 frente ao mesmo período do ano passado.

“Os dados mostram que a indústria nacional está preparada para o aumento da produção desejado pelo governo federal, reduzindo a dependência da importação de insumos e medicamentos”, comenta Reginaldo Arcuri, presidente do FarmaBrasil.

Wegovy atrasa e chega às farmácias somente em 2024; preço será de até R$ 2.484

Wegovy, a primeira injeção semanal para tratamento de obesidade aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), só deve chegar às farmácias do país em 2024, de acordo com a fabricante Novo Nordisk.

Nas maiores doses, o medicamento custará até R$ 2.484 em estados que o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é de 21%, como o Piauí. Em São Paulo a droga deve chegar a R$ 2.383, uma vez que a alíquota do estado é de 18%.

Nas menores doses, a partir de 0,25 mg, o preço fica entre R$ 1.220 e R$ 1.290 nos estados brasileiros.

Os preços foram definidos pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). Segundo a Novo Nordisk, porém, “possivelmente não serão os preços encontrados pelos pacientes nos pontos de vendas quando os produtos chegarem ao mercado”.

Tratar Alzheimer cedo pode reduzir avanço da doença

Tratar os pacientes de Alzheimer o mais cedo possível, quando os sintomas e a patologia cerebral são mais leves, oferece uma melhor chance de retardar o declínio cognitivo, sugere um grande estudo de uma droga experimental para a doença apresentado na segunda-feira (17).

O estudo com 1.736 pacientes relatou que a droga, donanemab, produzida pela empresa farmacêutica Eli Lilly, pode retardar modestamente a progressão dos problemas de memória e pensamento nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, e que a desaceleração foi maior para os pacientes quando eles tinham menos quantidade da proteína que cria emaranhados no cérebro.

Para as pessoas no início da doenças, o donanemab pareceu retardar o declínio da memória e do pensamento em cerca de 4,5 a 7,5 meses, num período de 18 meses, em comparação com os pacientes que tomaram placebo, segundo o estudo publicado na revista Jama.