Grupo Boticário cresce 31% em 2022, com vendas de R$ 23,6 bilhões

O Grupo Boticário alcançou vendas de R$ 23,6 bilhões em 2022, o que representa alta de 31% em relação ao ano anterior. De acordo com o grupo, os lançamentos feitos há menos de 12 meses foram responsáveis por cerca de 30% do montante.

A companhia conta com cerca de 4 mil lojas — a maioria delas, franquias — e é dona de marcas como Boticário, Eudora, Quem Disse Berenice e Beautybox. Além de lojas exclusivas, parte dos portfólio é distribuído no varejo multimarcas e farmácias. Ao todo, o grupo colocou produtos em mais de 66 mil pontos de venda em todo o país no ano passado.

Os investimentos em 2022, de acordo com O Boticário, somaram mais de R$ 1 bilhão. Para a diretoria da companhia de cosméticos, a desaceleração da inflação e a queda de juros devem ocorrer em 2023, melhorando o ambiente de negócios.

Após realizar sete aquisições desde 2018, o grupo continua buscando outras possibilidades de compra. O negócio mais recente foi a aquisição da marca de produtos profissionais para cabelos Truss, anunciada em novembro de 2022 e concluída em janeiro deste ano. Também no ano passado, a companhia adquiriu a marca de produtos para barba Dr Jones.

O CEO do Grupo Boticário, Fernando Modé, diz que as aquisições são vistas como a principal forma de acelerar o desenvolvimento de novas competências. “Agregamos gente com conhecimentos que eu não tenho ou não tinha até então, gente com relacionamentos que eu não tenho ou não tinha, e são habilidades muito mais difíceis de serem conquistadas organicamente”, afirmou o executivo ao Valor.

Cimed lança edição especial da vitamina Lavitan A-Z em parceria com o Cruzeiro

Produto teve embalagem repaginada, com predominância da cor azul e aplicação do símbolo do time mineiro

A Cimed, patrocinadora do Cruzeiro, anunciou o lançamento de uma edição especial da vitamina Lavitan A-Z (homem e mulher), desenvolvida em parceria com o time mineiro. O produto já está disponível nas redes de farmácias Araújo e Indiana, e também pode ser adquirido pelo e-commerce da farmacêutica.

Cada embalagem contém uma pulseira do clube, azul na edição da vitamina para homens e colorida na edição para mulheres. Porém, quem comprar a vitamina também poderá encontrar a versão branca da pulseira, que dará prêmios para os torcedores.

Aqueles que receberem a pulseira premiada terão direito a um ingresso de camarote com acompanhante para um jogo do Campeonato Brasileiro, além de ganhar uma camisa oficial do Cruzeiro.

Renato Camargo, da Pague Menos: ‘Queremos mostrar que somos um hub de saúde’

Pague Menos está falando de saúde na televisão e no digital. Estreou no BBB 23, movimentando assuntos relevantes sobre o tema nas redes. Mas, mais do que awareness, essas ações, segundo Renato Camargo, vice-presidente de marketing, digital e relacionamento com o cliente da rede, integram uma estratégia central: mostrar que a experiência de consumo na rede Pague Menos envolve um hub de saúde.

O executivo chegou à Pague Menos, há quase um ano, com a missão de tornar a consumer experience (CX) um valor estratégico para o negócio. Segundo ele, as lojas da marca sempre tiveram um relacionamento forte com o cliente, com calor e acolhimento, mas não de forma estruturada.
A jornada que o executivo adota para alinhar a consumer experience em várias frentes segue três etapas. Um: ajustar a experiência de compra tirando fricções em todos os canais de venda. Dois: atrair mais público com um canhão de awareness e intensa produção de conteúdo. Para, então, reter os clientes oferecendo uma experiência de consumo completa, em hubs de saúde que envolvem serviços como exames, vacinas e até direcionamento para consultas em telemedicina.
A farmácia como oferta de serviços, realizados em consultórios farmacêuticos da Pague Menos, cresceu muito na rede a partir de 2020, durante a pandemia. “As pessoas ficaram com medo de ir ao hospital e chegavam à farmácia. E como 80% da demanda dos postos de saúde podem ser resolvidos por telemedicina, acabamos sendo um grande receptor do primeiro atendimento, direcionando as pessoas para a telemedicina. A farmácia virou um centro de saúde”, diz.

Brasil tem risco de apagão de insulina a partir de maio

O TCU (Tribunal de Contas da União) alerta que pode faltar insulina para diabetes nos estados porque o estoque do Ministério da Saúde acabará em abril. A informação consta de processo votado pelo órgão nesta quarta-feira (29), de relatoria do ministro Vital do Rêgo.

Há risco de ocorrer o desabastecimento porque não houve propostas nos pregões abertos em agosto do ano passado e em janeiro deste ano. Assim, dados do Ministério da Saúde encaminhados para a corte de contas apontam para a existência de estoque de insulina análoga de ação rápida somente até o próximo mês.

O Ministério da Saúde disse ao TCU que, diante do insucesso das licitações realizadas na gestão do governo Bolsonaro, optou por realizar a compra direta emergencial do produto, em janeiro deste ano, para impedir o desabastecimento. O chamamento público consta do Diário Oficial do último dia 8 de março.

Custo de tratamento de trauma no crânio dobra no SUS

Os traumatismos cranioencefálicos (TCEs) graves representam hoje o principal motivo de morte prematura e de incapacidades física, psicológica e social de adultos no Brasil e têm crescido entre os homens jovens.

Nas cinco unidades da rede Lucy Montoro, ligada ao governo paulista, os casos tiveram alta de 52% entre 2020 e 2022 (de 27 para 41). Os homens representam 87% dos pacientes, com maior incidência na faixa etária entre 21 a 30 anos (30%).

Embora haja muita subnotificação dessas lesões no país, as estatísticas apontam que são cerca de 131 mil internações por TCEs, com os jovens entre 20 e 29 anos respondendo, em média, pela maior fatia desse volume (21%).

Artigo publicado na Revista Brasileira de Terapia Intensiva, a partir dados do DataSUS, mostra que as despesas públicas com tratamentos saíram de US$ 23,5 milhões (R$ 123,7 milhões), em 2008, para US$ 52,8 milhões (R$ 278 milhões) em 2019. A projeção para 2020 foi de um gasto de US$ 54,5 milhões (R$ 287 milhões).

Desses valores, mais de 80% são com custos hospitalares. Os dados não incluem despesas ambulatoriais, de reabilitação, de medicamentos, de tratamento domiciliar, de cuidadores, de transporte e de dias não trabalhados pelo paciente ou por familiares.Do trauma cranioencefálico à reabilitação

CVM aceita proposta de termo de compromisso com executivo da Hypera S.A.

Processo apura suposta realização de operações em período vedado.
Breno Toledo Pires de Oliveira, na qualidade de diretor presidente da Hypera S.A., apresentou proposta de termo de compromisso para encerramento do PA CVM 19957.011788/2022-22, previamente à instauração de processo administrativo sancionador (PAS).

A Procuradoria Federal Especializada junto à Autarquia (PFE-CVM) concluiu não existir impedimento jurídico para realizar o acordo.

Após negociações com o Comitê de Termo de Compromisso (CTC), o proponente se comprometeu a pagar à CVM R$ 204.000,00.

Sendo assim, o CTC entendeu ser oportuna e conveniente a aceitação do acordo.

Medicamento da Janssen inaugura nova classe terapêutica

A Janssen, divisão farmacêutica da Johnson & Johnson, anuncia que a Anvisa aprovou o Tecvayli (teclistamabe), um anticorpo biespecífico, primeiro de sua classe, para o tratamento de pacientes adultos com mieloma múltiplo recidivado ou refratário.

O medicamento é indicado para pacientes que receberam pelo menos três terapias anteriores, incluindo um inibidor de proteassoma, um agente imunomodulador e um anticorpo monoclonal anti-CD38. O teclistamabe redireciona células T CD3-positivas para as células do mieloma que expressam antígeno de maturação de células B (BCMA), induzindo a morte das células tumorais.

O mieloma múltiplo continua sendo um câncer de sangue incurável, com quase todos os pacientes apresentando recaída e necessitando de uma terapia subsequente. À medida que a doença progride, as recidivas se tornam mais agressivas a cada nova linha de tratamento e as remissões ficam progressivamente mais curtas.

“Essa aprovação traz esperança para os pacientes, que apesar do importante progresso científico, têm opções terapêuticas limitadas e muitas vezes enfrentam resultados ruins após terem sido expostos às três principais classes de medicamentos”, afirma Fernando Pericole, médico hematologista responsável pelo ambulatório de Gamopatias Monoclonais do Hemocentro Unicamp. “Teclistamabe tem o potencial de fornecer benefícios clínicos substanciais, com altas taxas de respostas profundas e duráveis para pacientes que necessitam de uma nova opção de tratamento, e a conveniência de ser um medicamento pronto para uso”, explica o especialista.