Preços de macacos de laboratório disparam nos EUA

Os preços dos macacos de laboratório nos Estados Unidos aumentaram cerca de 15 vezes em relação aos níveis pré-covid depois que a China bloqueou as exportações e uma nova fonte estável ainda não foi encontrada.

A escassez pode atrasar o desenvolvimento dos fabricantes farmacêuticos americanos, tornando o problema uma questão de segurança econômica nacional. Os macacos são considerados indispensáveis para o desenvolvimento de novas drogas. Os Estados Unidos há anos exigem testes de segurança em animais antes dos ensaios clínicos em humanos.

Os preços de espécies comumente usadas em testes de laboratório, como macacos de cauda longa e macacos rhesus, subiram entre US$ 55 mil e US$ 60 mil em abril, segundo Elizabeth Anderson, analista da Evercore ISI. Em janeiro o valor oscilava entre US$ 35 mil e US$ 40 mil, bem acima do nível pré-vírus, que ficava entre US$ 4 mil e US$ 7 mil.

Saúde, o próximo salto da economia

Há uma trilha a ser aberta que pode fazer da cannabis um item bastante relevante na composição do PIB.
Esse salto, por sua vez, demandará integração e articulação entre Ministério da Saúde, Anvisa e BNDES. Porque a cannabis pode ser objeto de pesquisa científica que explore seu potencial – o canabidiol (ou CBD) é só uma das mais de 700 substâncias que se pode extrair da cannabis e que têm valor terapêutico, e o potencial medicinal da planta ainda está aberto a mais exploração. As autorizações do órgão regulador podem ser agilizadas sem perda de rigor ou flexibilização de critérios; desburocratizar seria um excelente primeiro passo.

Isso vai demandar, claro, uma despolitização do tema. Como diz uma expressão em inglês (numa tradução livre), é preciso manter o olho na bola – e a bola é o crescimento econômico. Basta ver dados da Anvisa – que mostram que a demanda cresceu nada menos que 9.300% desde 2015 – para se ter uma ideia de como há potencial para crescer. Naquele ano, foram 850 autorizações para importar medicamentos derivados; no ano passado, essas autorizações beiraram 80 mil. Ainda sem normas e regulações para cultivo, não são poucos os locais em que já se cultiva a planta para dar conta dessa demanda.

Não há por que manter essa produção nesse nível quase artesanal. Aí entra o BNDES, para estimular os avanços de um parque fabril farmacêutico que no Brasil já é bem estabelecido. Mais investimentos em pesquisa na academia e mesmo na iniciativa privada podem servir de cartaz para mostrar à indústria que sim, há uma trilha a ser aberta e seguida que pode fazer da cannabis um item bastante relevante na composição do PIB (Produto Interno Bruto). Associações de pacientes que fazem uso desses medicamentos realizam um trabalho de divulgação e conscientização. Mas é preciso uma escala muito maior.

OMS faz alerta sobre adoçante e risco aumentado para diabetes tipo 2

Quando for tomar o seu próximo cafezinho no escritório, é bom pensar duas vezes antes de adoçá-lo. É que a Organização Mundial de Saúde (OMS) fez um alerta, nesta segunda-feira (15), de que os adoçantes não conferem benefício na redução da gordura corporal e ainda podem provocar efeitos indesejáveis a longo prazo, como um risco aumentado de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e até mortalidade em adultos.

A lista inclui acesulfame K, aspartame, advantame, ciclamatos, neotame, sacarina, sucralose, estévia e derivados de estévia. De acordo com o estudo da OMS, esses adoçantes podem alterar o percentual da glicose, fazendo com que o indivíduo passe a ter os efeitos da diabetes tipo 2.

Principal ativo farmacêutico do CBD será produzido no país

A FarmaUSA Life Science será a primeira empresa a produzir, no Brasil, o IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) do CBD (Canabidiol, substância derivada da Cannabis). Atualmente o setor precisa importar o ingrediente para fabricar o produto final. Essa mudança é muito positiva, pois pode diminuir os preços para o paciente em no mínimo 30%, segundo o produtor. Se de fato os planos da empresa se consolidarem no segundo semestre, a implantação da distribuição do Canabidiol pelo SUS (Sistema Único de Saúde) será mais sustentável.

Mercado farmacêutico da Índia receberá missão brasileira

O mercado farmacêutico da Índia receberá uma delegação brasileira durante a nona edição da International Pharmaceutical Exhibition (IPHEX). A feira acontecerá entre os dias 1º e 8 de julho na cidade de Hyderabad. Os interessados podem se inscrever no site oficial.

O evento é uma iniciativa do Ministério de Comércio e Indústria do Governo da Índia e organizada pela Pharmexcil, parceira da Câmara de Comércio Índia-Brasil. Além da participação na feira, os empresários e executivos brasileiros terão acesso a uma agenda complementar, que abrange reuniões institucionais e visitas a players do setor farmacêutico no país. A organização prevê reembolso de até US$ 1.500 para custos de passagem aérea e hospedagem nos dias da feira.

Para promover genéricos, Cimed aposta em “pague um, leve dois” no dia 20

Terceira maior farmacêutica do país em volume de vendas, a Cimed está investindo R$ 20 milhões em uma ampla campanha para promover os medicamentos genéricos, que no ano passado foram responsáveis por quase metade das vendas da empresa.

Com abrangência nacional, a campanha “Caixinha amarela – da nossa família para sua família” será lançada amanhã, no programa Domingão com Huck, pelo presidente e acionista da farmacêutica, João Adibe Marques.

“No Brasil, infelizmente, apenas 20% do consumo de medicamentos é de genéricos”, diz em nota o empresário. “Eu garanto que a caixinha amarela da Cimed traz a mesma qualidade que os remédios de marca disponíveis no mercado e com preços que cabem no bolso de todos os brasileiros”.

No dia 20, quando é celebrado o Dia do Genérico, a farmacêutica se propõe a dar uma caixa de medicamento genérico de seu portfólio para cada compra do mesmo produto, em estabelecimentos vinculados à Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), parceira da empresa na iniciativa.

Receita líquida da Biomm avança 34,8% no trimestre

Em comparação com o 1T22, a receita líquida da Biomm apresentou um avanço de 34,8%. No total, a biofarmacêutica acumulou R$ 34,4 milhões no período. O aumento das vendas nos segmentos de diabetes e oncologia foi o principal motor desse crescimento.

A demanda da rede pública foi determinante para o resultado, com destaque para o Herzuma, voltado ao tratamento do câncer de mama e com 52% de avanço no faturamento; e o Glarglin, para pacientes com diabetes e que teve alta de 437%

“No primeiro trimestre deste ano, o Herzuma atingiu 19,2% de market share, crescimento expressivo ao compararmos com o mesmo período de 2022, quando a participação de mercado era de 13%”, comenta o CEO da Biomm, Heraldo Marchezini.

Os números mostram um avanço ainda mais expressivo no market share do Glargin de 5,1% para 23,6%.