Reinventar o foco das operações é saída para conseguir sobreviver
O Grupo Votorantim, com receita consolidada de mais de R$ 48 bilhões no ano passado, está em constante reinvenção. Iniciou as atividades em 1918, com uma fábrica de tecidos em Sorocaba, interior de São Paulo. Entre a fundação e a década de 1950, passou a atuar na indústria química, de cimento, de aços longos e de alumínio. Nas quatro décadas seguintes, a Votorantim entrou nos setores de energia, zinco, papel e celulose, suco de laranja e financeiro. A partir dos anos 2000, partiu para a internacionalização, com a aquisições na América do Norte e Europa.
O período de 2015 a 2022 foi marcado pela evolução da governança e do posicionamento do grupo. “Tivemos novos movimentos, como a abertura de capital da Nexa [mineração e metalurgia], da CBA [alumínio] e da Auren [energia], bem como importantes parcerias com o CPP Investiments, em energia renovável, e a CDPQ, em cimentos, na América do Norte”, lembra João Schmidt, diretor-presidente do Votorantim.
Schmidt conta que a diversificação não parou por aí. Entre 2021 e 2022, houve a entrada em novas áreas, com a Altre (mercado imobiliário), CCR (infraestrutura), 23S Capital (private equity, em parceria com o Temasek), Hypera (farmacêutica) e Reservas Votorantim (gestão ambiental).
