Anvisa aprova nova vacina que protege contra doenças meningocócicas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a vacina pneumocócica 20-valente conjugada indicada a casos graves de doença pneumocócica.

A vacina, chamada Prevenar 20, foi produzida pela farmacêutica Pfizer e protege contra casos graves da doença, que pode levar a pneumonia e meningite, por exemplo. O registro foi publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira.

A vacina estará disponível para comercialização depois do processo de definição de preço, que é realizado junto à CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). Após a submissão do pedido por parte da Pfizer, a câmara terá 90 dias para definir o preço aprovado.

Novas drogas contra Alzheimer são avanço para tratamento

A aprovação de novos fármacos para o tratamento do Alzheimer pela FDA (Food and Drugs Administration), agência que regulamenta drogas e alimentos nos Estados Unidos, é um sinal de que as drogas antiamilóides podem ser uma esperança para quem tem o diagnóstico da doença e seus familiares.

Consideradas no ano passado como um banho de água fria, as primeiras drogas antiamilóides, nome dado à classe de fármacos que retira o acúmulo da proteína beta amilóide, principal responsável pelo declínio cognitivo, chegaram ao mercado ainda em 2021, com a aprovação do aducanumab, da farmacêutica Biogen. As apostas dos especialistas eram altas: acreditava-se que a remoção da proteína beta amilóide no cérebro de pacientes seria capaz de reverter os sintomas da doença.

Entretanto, não foi isso que os estudos clínicos mostraram na prática. Mesmo com a remoção da proteína, os medicamentos não reverteram as perdas cognitivas de quem já sofria com o Alzheimer.

Mas agora, com as expectativas moderadas, os médicos reconhecem a utilidade desses fármacos como forma de conter a progressão da doença e evitar a perda de cognição. No estudo clínico de fase 3 do lecanemab, outra droga também da Biogen, os resultados, que foram publicados na revista científica Nejm (The New England Journal of Medicine), mostraram a capacidade da substância em reduzir a progressão da doença de forma significativa.

Fitch Atribui Rating ‘AAA(bra)’ à 6ª Emissão de Debêntures da Eurofarma

A Fitch Ratings atribuiu, hoje, o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AAA(bra)’ à sexta emissão de debêntures quirografárias, no montante de BRL500 milhões e com vencimento final em 2027, da Eurofarma Laboratórios S.A. (Eurofarma, Rating Nacional de Longo Prazo ‘AAA(bra)’/Perspectiva Estável). Os recursos da emissão serão integralmente utilizados para reforço de caixa, incluindo os negócios de gestão ordinária da emissora.

Os ratings da Eurofarma refletem o seu forte perfil de negócios na defensiva indústria farmacêutica do Brasil, suportado por relevante posição competitiva, robusta geração de fluxo de caixa operacional (CFFO) e adequado fluxo de caixa livre (FCF) antes dos dividendos, ambos testados em diversos ambientes econômicos adversos. A internacionalização dos negócios da companhia, que atua em 22 países, é positiva e se reflete em aumento de escala e diversificação geográfica e de produtos, posicionando-a entre as principais empresas do setor. A estrutura de capital é historicamente conservadora. Um aumento moderado da alavancagem deve ocorrer em 2023, em razão das aquisições realizadas, com retorno aos patamares históricos a partir de 2024.

A Perspectiva Estável do rating corporativo reflete a expectativa de que a Eurofarma continue registrando robusta geração de caixa operacional e mantenha sua estrutura de capital e sua liquidez em patamares conservadores nos próximos anos, mesmo diante de aquisições relevantes.
Estrutura de Capital Conservadora: A alavancagem líquida da Eurofarma deverá aumentar temporariamente em 2023, próxima a 3,5 vezes pelas métricas da Fitch, e a expectativa é que se reduza para 2,0 vezes a partir de 2024, à medida que a empresa fortaleça sua geração de caixa operacional. Nos últimos cinco anos, o índice dívida líquida ajustada/EBITDA ficou, em média, abaixo de 1,0 vez. A capacidade de a companhia preservar reduzida alavancagem deve sustentar sua estratégia de crescimento nos próximos anos, financiada com um mix de geração de caixa própria e novas dívidas, com pressões gerenciáveis na estrutura de capital. A Fitch estima um aumento da dívida líquida da companhia para BRL6,0 bilhões ao final de 2023, de BRL3,2 bilhões ao final de 2022.

Hypera deixará o patrocínio máster do Corinthians; Augusto promete camisa mais valiosa em 2024

O Corinthians não terá mais a Neo Química como patrocinadora máster em 2024.

O acordo atual, até o fim de 2025, será quebrado pela atual diretoria, que recebeu proposta mais vantajosa e chegou a um acordo de rompimento amigável com a Hypera Pharma. A empresa abriu mão do contrato sem indenização.

As negociações de saída com a Hypera começaram pelo fato de o Corinthians achar que os valores para o patrocínio máster estavam defasados. Em 2021, o Timão fechou com a empresa por R$ 18 milhões anuais (R$ 22 milhões na correção para 2024). Atualmente, outras empresas pagam mais caro por outras propriedades da camisa.

9 patentes de medicamentos que acabam em 2024

Venvanse – Takeda
O dimesilato de lisdexanfetamina do laboratório japonês detém duas patentes que se encerram em 2024. A primeira, para uso adulto, vence em fevereiro. Já a segunda, para o uso pediátrico, perderá exclusividade em agosto.

O medicamento é uma anfetamina oral indicada para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O fármaco gerou mais de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,2 bilhões) para os cofres da companhia, o que fez com que laboratórios como Mylan, Sandoz e Teva planejem fabricar sua versão genérica.

Eraxis – Pfizer

A situação do antifúngico intravenoso Eraxis, da Pfizer, é um pouco mais complexa. A patente original do remédio venceu em 2020, mas uma cláusula de exclusividade para o tratamento de um novo público estendeu esse período para até setembro do próximo ano.

No Brasil, já é possível encontrar alguns genéricos com o princípio ativo, mas, nos Estados Unidos, essa ainda não é a realidade.

Stelara – Johnson & Johnson

Aplicado no tratamento da doença de Crohn e da psoríase, o Stelara, da Johnson & Johnson, perderá a patente de uma das moléculas presentes em sua composição na segunda quinzena de setembro.

Isentress – Merck

Utilizado no tratamento do HIV, o antirretroviral Isentress, da Merck, arrecadou US$ 633 milhões (R$ 3,1 bilhões) em 2022, mesmo com as vendas em queda com o iminente acirramento da concorrência

Algumas das patentes que protegiam o raltegravir já se encerraram no começo do ano e outras duas vencem no próximo mês de outubro. Um genérico produzido pela Hetero Labs já recebeu, inclusive, uma aprovação provisória.

Zonkinvy – Eiger/Merck

A californiana Eiger Biopharmaceuticals tinha como carro-chefe o Zokinvy, tratamento inédito contra progéria – síndrome rara que causa o envelhecimento acelerado.

O laboratório vendeu o medicamento para a Merck, que faturou US$ 12 milhões (R$ 58,7 milhões) em 2022 e US$ 4,1 milhões (R$ 20 milhões) no primeiro semestre deste ano.

Entresto – Novartis

Combinando sacubitril e valsartan, o Entresto, da Novartis, é destinado ao tratamento da insuficiência cardíaca. Suas patentes começaram a expirar no começo do ano e, até o primeiro semestre de 2024, todas terão vencido.

Otezla – Amgen

Voltado ao tratamento da psoríase, o Otezla, da Amgen, viveu um 2023 difícil, com várias patentes se encerrando em março e uma perda de exclusividade em dezembro. Com tal cenário, vários genéricos de apremilast começaram a receber aprovações provisórias, mas o laboratório conseguiu bloquear as comercializações até 2028.

Victoza e Saxenda – Novo Nordisk

Entre o final de 2023 e o primeiro semestre de 2024, as patentes que protegem as injeções recombinantes de liraglutida da Novo Nordisk chegarão ao fim.

Em 2022, tanto o Victoza, quanto o Saxenda, registaram arrecadação bilionária, respectivamente US$ 1,8 bilhão (R$ 8,8 bilhões) e US$ 1,5 bilhão (R$ 7,3 bilhões).

Reforma poderá reduzir a carga tributária de medicamentos

A Câmara aprovou nesta sexta-feira, dia 15, a PEC da reforma tributária, e um dos setores que mais pode se beneficiar é o de medicamentos. As informações são do Estadão. Atualmente, o imposto sobre esses produtos no Brasil (31,3%) é cinco vezes maior que a média mundial (6%), segundo levantamento do Sindusfarma.

Com a aprovação da reforma tributária, o sistema seria simplificado por meio da substituição de cinco impostos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) por dois Impostos de Valor Agregado (o Imposto sobre Bens e Serviços, IBS, e a Contribuição sobre Bens e Serviços, CBS) e um Imposto Seletivo.

Segundo a PwC, a mudança já diminuiria a carga tributária que incide sobre os remédios. A incidência do IBS, por exemplo, faria com que a média de imposto caísse de 31,3% para 26,9%, segundo a consultoria.