Queda da cobertura vacinal ameaça produtividade, alertam especialistas

A baixa cobertura vacinal no Brasil atualmente virou motivo de preocupação onipresente na comunidade médica e científica, que alerta que o cenário pode ir além da saúde e causar impactos econômicos. Até por isso, especialistas têm convocado as empresas a participar dos esforços para reverter a situação.

A taxa de vacinação no país, que era de 95% em 2015, hoje é de 40%, segundo o DataSUS (dados oficiais do governo).

‘Desmemória da Covid é perigosa’, diz Margareth Dalcolmo

A pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo, 67, diz estar preocupada com a desmemória da sociedade brasileira em relação à pandemia Covid-19 e afirma que “não temos o direito” de esquecer o que passamos.
A médica diz ter ficado surpresa com a eleição de parlamentares que, durante a pandemia, agiram contra o conhecimento científico, como o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o segundo deputado federal mais votado do Rio de Janeiro.

Decreto pode cassar regulação do CFM para Cannabis

Nesta segunda-feira, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) protocolou um decreto legislativo para cassar a nova regulação sobre a prescrição da Cannabis medicinal do CFM (Conselho Federal de Medicina). A norma 2324/2022 foi publicada na última sexta-feira, 14, pelo órgão regulador, que orienta e fiscaliza o exercício médico. O CFM atualizou a regulação criada em 2014, ano do início da importação individual do óleo da Cannabis pelo paciente no Brasil. Essa matéria tinha o prazo de dois anos para ser reescrita, mas só agora foi objeto de mudança.

Segundo o deputado, a atualização da norma do CFM “ameaça e limita o acesso e o direito dos pacientes de serem acompanhados por médicos prescritores”. O órgão regulador pode orientar a respeito do tratamento da Cannabis medicinal, por classificá-lo como método experimental, o que Teixeira refuta. Vai além, diz que o CFM “extrapola seu poder regulamentador”, ao proibir que médicos só possam divulgar seus trabalhos em congressos.

Indústria farmacêutica chinesa cresce 126 vezes em cinco anos

Um estudo da McKinsey endossa a transformação de patamar da indústria farmacêutica chinesa nos últimos cinco anos. Segundo a análise, o faturamento das companhias do setor que estão no mercado de ações pulou de US$ 3 bilhões para mais de US$ 380 bilhões.

Até pouco tempos atrás focadas nos genéricos, as empresas locais ganharam fôlego ao investir em medicamentos de especialidades, áreas terapêuticas mais rentáveis como a oncologia e doenças metabólicas. No ano passado, uma licitação do governo da China abriu ainda mais portas para essas companhias ao exigir uma redução de 48% nos custos de aquisição de 42 produtos à base de insulina, o que afastou da concorrência gigantes como Eli Lilly, Novo Nordisk e Sanofi.

Outra explicação para esse salto está atrelada ao foco na produção de insumos, processo que teve início nos anos 1990 e pavimentou o primeiro ciclo de desenvolvimento da indústria farmacêutica chinesa. “A globalização acelerou a abertura comercial nos países em desenvolvimento. Mas não houve uma programação para todos os setores no Brasil, inclusive para o de IFAs. A vinda de insumos do Exterior quebrou o mercado nacional porque chegaram produtos mais baratos de empresas com portfólios mais robustos”, comenta Norberto Prestes, presidente executivo da Abiquifi.

AboutMe debate oportunidades em pesquisa clínica

Um dos aspectos mais relevantes da pesquisa clínica no setor de saúde é que, por definição, essa área objetiva promover a melhoria da saúde e salvar a vida dos pacientes. “Para tanto, os responsáveis pelos projetos de pesquisa trabalham incessantemente na tentativa de descobrir novos medicamentos, metodologias e procedimentos médicos”, explica Newton Velloso, CEO da AboutMe.

CFM restringe uso de cânabis medicinal, mas uso cresce

Uma nova resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina), publicada nesta sexta (14), tornou ainda mais restritiva a indicação do canabidiol (CBD) para uso medicinal em relação à norma anterior, de 2014. Ao mesmo tempo, cresce o uso desses produtos no país
Agora, o conselho só autoriza os médicos a prescrever o CBD, feito a partir da planta Cannabis ativa (maconha), para tratamentos de epilepsias bem específicas de crianças e adolescentes e apenas em casos em que não houve bons resultados com tratamentos convencionais.