A enxuta J&J colocou um ponto de exclamação nas mudanças na quinta-feira, lançando uma reformulação da marca e adotando um novo logotipo corporativo [ a letra cursiva deu lugar à letra de forma, melhor percebida pelos olhos do consumidor, acostumado a ler textos em celular e computador].
No entanto, a empresa de 137 anos enfrenta questões mais profundas que não podem ser resolvidas apenas com uma mudança de logótipo. É o caso da concorrência com medicamentos mais baratos e o desafio de sustentar uma recuperação nas vendas de dispositivos médicos.
Prevê-se que medicamentos como o Stelara, que trata doenças intestinais e cutâneas, enfrentem concorrência de remédios mais baratos nos próximos anos devido à queda de patentes. Já na área de dispositivos médicos, a expectativa é de que o mercado volte à difícil realidade, à medida que os hospitais concluem as cirurgias que os pacientes adiaram durante a pandemia.
Além disso, a J&J perde a proteção que a sua estrutura de conglomerado proporcionava contra recessões num determinado setor, tornando-se mais vulnerável a turbulências se seus esforços de desenvolvimento e aquisição não produzirem novos medicamentos e dispositivos bem-sucedidos.