Tendência é revogar JCP em agosto, abrindo a possibilidade de aperfeiçoá-lo

Criado nos anos 1990, o JCP permite que a empresa se remunere pelo uso de recursos próprios. Foi uma forma encontrada para igualar as condições tributárias dessa opção de financiamento em relação a um empréstimo bancário ou no mercado de capitais. Nessas duas últimas hipóteses, os juros pagos na operação são abatidos como despesa, de forma que reduzem o lucro da empresa e, consequentemente, o Imposto de Renda a pagar.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já declarou algumas vezes que há abuso no uso do JCP. Ele comentou que empresas lucrativas não pagam IR porque fazem uma “engenharia tributária” com base no mecanismo.

Assim, o fim do JCP passou a ser uma opção para a equipe econômica compor o pacote de medidas que dará base a um Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024 em que será projetado resultado primário zero para as contas do governo federal. É a meta prevista no novo arcabouço fiscal. Todo o conjunto seguirá para o Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.

Medicamento surge como opção para parar de fumar

Parar de fumar é uma necessidade para muitos pacientes, mas não quer dizer que se já uma atitude fácil. Mas agora um medicamento experimental surge como esperança. As informações são da Veja.

O remédio em questão é a citisiniclina (ou cistina), que está na última fase de testes. Nos estudos, o fármaco mostrou-se bem tolerado, eficaz e seguro. Caso aprovado pelas agências reguladoras, esse medicamento pode se tornar a principal opção para aqueles que querem parar de fumar.

Biogen planeja corte de mais de 1 mil empregos

O laboratório espera economizar, até 2025, US$ 1 bilhão com as demissões. Desse total, US$ 300 mil serão reinvestidos e empregados em produtos chave, como o Leqembi, medicamento para o Alzheimer aprovado pelo FDA no começo do mês.

Mas foi exatamente o tratamento da doença que começou essa crise.

Falando em números, o período superou a expectativa dos especialistas em US$ 89 milhões, mas mesmo assim apresentou uma queda de 5% na receita do laboratório, US$ 2,46 bilhões.

No Brasil, a Biogen ocupa a 93ª colocação no ranking de faturamento das indústrias farmacêuticas. E o viés de queda se repetiu por aqui. No primeiro semestre de 2023, sua receita recuou 11,5% em comparação com o mesmo período do ano passado – de R$ 115,3 milhões, as vendas caíram para R$ 102,1 milhões.

Startup e-Doctor reduz custos com propagandistas

Uma plataforma 100% digital que conecta, em tempo real, indústrias, prescritores, farmácias e drogarias. Esse é o objetivo da e-Doctor, startup que propõe uma nova forma de otimizar a propaganda médica convencional. Trata-se de uma solução integrada de ponta a ponta, que facilita a apresentação, prescrição e positivação de medicamentos.

A e-Doctor funciona como uma rede social especializada, que interliga as três esferas de toda a cadeia farmacêutica por meio de ferramentas que aprimoram a propaganda e reduzem em até 90% o custo com visitação.

O projeto surgiu quando o farmacêutico Rico Sales (foto) trabalhava com visitação médica para uma farmácia de manipulação e percebia que muitos médicos mal tinham tempo para atender a demanda de seus pacientes. Como consequência, havia filas de espera de propagandistas nos consultórios.
Na plataforma, os laboratórios têm a possibilidade de postar vídeos de curta duração para divulgar seus lançamentos, campanhas e disponibilizar seus portfólios de produtos, bulas digitais e atualizações de mercado para todos os profissionais de saúde.

Paracetamol é principal causa de falência do fígado

Disponível livremente em farmácias, sem necessidade de receita médica, o paracetamol está entre os medicamentos mais consumidos de todo o mundo.

Para ter ideia, algumas estimativas apontam vendas de 49 mil toneladas desse medicamento ao ano nos Estados Unidos –o que significa 298 comprimidos por americano a cada 12 meses. No Reino Unido, a média é de 70 unidades desse fármaco por pessoa durante o mesmo período.

E o mais curioso dessa história é que, apesar de ser conhecido há mais de um século, o paracetamol ainda está cercado de mistérios: o mecanismo de ação dele ainda não foi completamente desvendado pelos cientistas.