Cmed autoriza liberação de preços de remédios com risco de desabastecimento
Medida é temporária; governo também estuda ampliar a lista de medicamentos livres de regulação
Medida é temporária; governo também estuda ampliar a lista de medicamentos livres de regulação
“O paracetamol injetável já é utilizado fora do Brasil há mais de 15 anos. Temos o registro da Anvisa para esse medicamento há aproximadamente dois anos, contudo, o valor determinado pela CMED o torna inviável”, explica a gerente de Unidade de Negócios Farma da B.Braun, Julia Medeiros (foto) em entrevista exclusiva ao Panorama Farmacêutico durante a Hospitalar.
Acordo encerrará a investigação, o que torna a ação menos arriscada e mais adequada para investidores preocupados com a governança da empresa
Segundo os especialistas da XP, o acordo resolve uma questão de longa data e o efeito líquido do valor da indenização é zero, pois a empresa será ressarcida (e o valor seria equivalente a apenas 0,5% do valor de mercado da empresa). “A nosso ver, o comunicado retira uma carga significativa de incerteza quanto às obrigações da Hypera, além de tornar a ação um ativo mais atrativo para investidores preocupados com a governança.”
“São medicamentos importantes, para diferentes momentos da doença. O impacto é grande para os pacientes, que passam a ter mais opções terapêuticas. São procedimentos de alto custo. Por isso, há uma grande pressão das operadoras de planos de saúde para incorporá-las, até porque o uso é por longos períodos”, afirma a médica oncologista.
A Abrace está submetida a cumprir a Resolução da Diretoria Colegiada RDC 16/2014, que determina um controle rigoroso sobre o destino dos extratos de cannabis, produzidos mediante o cadastro de todos os pacientes devidamente registrados. Ainda há um outro recurso no Supremo Tribunal Federal, mas ainda não foi repassado para nenhum ministro.
Em comunicado, a GSK informou nesta quarta-feira, dia 1º, que está desmembrando a Haleon, que fabrica a pasta de dente Sensodyne e os analgésicos Advil, para que possa se concentrar em vacinas e medicamentos prescritos. A farmacêutica britânica rejeitou uma oferta de 50 bilhões de libras (US$ 63 bilhões) pela Haleon no ano passado, alegando que a proposta subvalorizou a empresa.
O Grupo DPSP, dono das drogarias Pacheco e São Paulo, inicia neste fim de semana a venda e aplicação de vacina contra a Covid-19 em lojas estrategicamente localizadas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A novidade torna a companhia pioneira do segmento farmacêutico na oferta dessa conveniência ao público.
O Zinnat, fabricado pela GSK, apresentou resultados insatisfatórios em estudos de estabilidade. Em novembro do ano passado, a farmacêutica comunicou que havia submetido à Anvisa a descontinuação temporária do Zinnat Suspensão 70 ml. Já o Cefagel, produzido pela Multilab, apresentou erros no processo de embalagem primária do medicamento.
As mudanças começaram pela liderança. O imunológico Humira, da Abbvie, perdeu o reinado de nove anos como remédio líder em vendas, mesmo tendo ultrapassado a bagatela inédita de US$ 20 bilhões. Quem tomou o primeiro lugar foi o consórcio entre Pfizer e BioNTech, com a comercialização da vacina contra a Covid-19 – a Comirnaty faturou US$ 36 bilhões.
Três outros fármacos para o combate ao coronavírus entraram pela primeira vez no top 20. O imunizante de mRNS da Moderna, o Spikevax, chegou à terceira posição. Já o REGEN-COV, tratamento com anticorpos da Roche e da Regeneron, figurou no 13º posto, enquanto o 19º foi ocupado pelo antiviral da Gilead Sciences. Ambos registraram receita acima de US$ 5 bilhões.