Biolab toma R$ 240 milhões com BNDES para remédios inovadores — veneno de aranha contra impotência está nos planos

A Biolab, farmacêutica nacional da família Marques que é a décima maior em faturamento no país, recebeu aval para tomar R$ 240 milhões junto ao BNDES para financiar seus projetos de pesquisa e desenvolvimento. Os recursos, liberados por meio do programa BNDES Mais Inovação, serão usados na criação de novas moléculas e no desenvolvimento de novos genéricos para tratamento de diabetes e hipertensão.

Entre os medicamentos inovadores perseguidos pela Biolab está uma molécula sintetizada a partir de substância encontrada no veneno da aranha armadeira. Resultados preliminares indicam que há nela potencial para tratamento da disfunção erétil. Segundo a Biolab, o medivamento está sendo desenvolvido com parceiros e vem apresentado resultados “promissores e seguros” nos testes.

Já na categoria que o BNDES chama de “inovações incrementais”, a Biolab quer aprimorar processos associados a medicamentos já existentes, como anti-hipertensivos e anestésicos.

Daniela Cerqueira admite interesse por diretoria da Anvisa

A secretária-executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), Daniela Cerqueira, afirmou ter interesse em assumir um cargo na diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que terá três vagas em aberto até o fim do ano. Desde o ano passado, seu nome é cotado para a nova composição do colegiado. “É algo que deslumbro com certeza. Mas sabemos que é uma situação política, e muita coisa pode acontecer”, declarou ao JOTA, durante o evento Diálogos da Saúde, realizado na última quarta-feira (30/10), em Brasília.

Questionada sobre críticas do setor produtivo sobre a publicação dos preços negociados em compras públicas, a secretária-executiva da CMED reconhece interesse por cargo de diretoria da Anvisa

Planos de saúde coletivos empresariais têm marca recorde de vínculos no País

As adesões a planos médico-hospitalares seguem em ritmo de crescimento continuo, especialmente nos últimos quatro anos. Em agosto de 2024 atingiram 51,4 milhões de vínculos no País, novo recorde histórico para o setor, puxado principalmente, pelo tipo coletivo empresarial, que soma a maior parte dos contratos 36,7 milhões. As informações são da Análise Especial da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) nº 98, desenvolvida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

O estudo mostra que esse tipo de contratação, ofertada por empresas a seus colaboradores, cresceu 3,4% apenas nos últimos 12 meses encerrados em agosto deste ano, resultando em acréscimo de 1,2 milhão de vínculos – via de regra, esses planos estão interligados a criação de empregos formais. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o estoque de oportunidades passou de 45,5 milhões para 47,2 milhões, no mesmo período, alta de 3,9% com 1,8 milhão de novos postos de trabalho.

STF inclui cooperativas médicas em regime de recuperação judicial

O Supremo Tribunal Federal (STF) finalizou o julgamento de uma ação de relevância para as cooperativas médicas em todo o Brasil. A Corte entendeu, de forma favorável às cooperativas médicas, que a inclusão delas em processos de recuperação judicial é constitucional.

A recuperação judicial é um instrumento legal que permite, com validação do Poder Judiciário, que entidades empresariais possam reestruturar dívidas, seguir operando e evitar a falência. Empresas de diversos setores e perfis consideram a recuperação judicial como caminho para soerguimento em cenários desafiadores.

Pressão do modelo de desenvolvimento está levando à extinção em massa da vida na Terra

Dentro do espectro do 8j, a decisão mais difícil é sobre a repartição de benefícios dos produtos obtidos com as sequências digitais de recursos genéticos, o DSI. Se antes laboratórios farmacêuticos precisavam de uma amostra física de uma planta para criarem um analgésico (e de um indígena que apontasse aos pesquisadores qual planta no meio da floresta tinha essa propriedade), o avanço da tecnologia mapeou biomas, colocou os dados em bancos nos EUA, na Europa e no Japão, e a origem do recurso natural se perdeu.

Ocorre que um dos pilares da Convenção da Biodiversidade é a repartição de benefícios obtidos com seu uso econômico. Este é ponto nevrálgico dos embates em Cáli. O governo brasileiro e dos países em desenvolvimento com biodiversidade entendem que a COP 16 deve criar um mecanismo para que o setor privado (indústrias de alimentos, medicamentos e cosméticos, por exemplo), paguem pelo uso dos recursos naturais com sequenciamento genético.

A reguladora antitruste que corre o risco de perder o emprego

Suas investigações sobre a indústria de inaladores descobriu que há patentes no setor cuja função é, unicamente, barrar os genéricos e inibir a competição. Numa entrevista recente, Lina Khan disse que, desse embate, resultou que nenhum inalador hoje custa mais de US$ 35.

Sob sua gestão, a FTC advertiu mais de 700 empresas, de todos os setores: Sanofi (medicamentos), Pioneer (petróleo), Corteve (agro), Lockeed Martin (armas), Endivia (semicondutores), Airbnb (locação imobiliária), Kroger (varejo), Carmax (revendedora de veículos), WCas (private equity), Mastercard (finanças) e outras “big techs” além da Amazon, como Meta e Microsoft.

CEO da Natura diz como integrar social, econômico e ambiental

Sustentabilidade e lucro podem morar debaixo do mesmo teto. Quem garante é João Paulo Ferreira, CEO da Natura, multinacional brasileira que adota um relatório único, com dados financeiros e de sustentabilidade, desde antes da abertura de capital, em 2004. “Não existe incompatibilidade em gerar progresso econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental ao mesmo tempo”, diz o executivo, em depoimento a Stela Campos, editora de Carreira do Valor, e Juliana Prado, da CBN, no novo episódio do podcast CBN Professional.

Além da caminhada da gigante de cosméticos na jornada de descarbonização das operações, Ferreira relata episódios importantes da carreira, como a passagem de 20 anos pela Unilever, e o que precisou mudar ou aprender no comando da Natura a fim de realizar uma gestão centrada no cuidado com o social e o meio ambiente.

Na empresa desde 2009 e CEO a partir de 2016, ele conta que a trajetória no mundo corporativo não foi planejada. “Sou engenheiro e imaginei que ia projetar softwares e computadores”, lembra o ex-aluno de engenharia elétrica da Universidade de São Paulo. “Antes de me formar, trabalhava com desenvolvimento de sistemas e, ao chegar à Unilever, a intenção era atuar na área técnica.”