Alzheimer: Cientistas descobrem mecanismo que leva à morte de neurônios
Descoberta abre mais um caminho para o desenvolvimento de remédios contra a doença nas próximas décadas
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Teste é considerado ‘revolucionário’, mas tem algumas limitações; paciente vai ter que arcar com o custo, já que ainda não há cobertura de convênios
EUA estão oferecendo US$ 369 bilhões em incentivos para empresas que atuam na área; capacidade fiscal do Brasil, porém, limita programa semelhante
Bancos de investimento calibram apostas para operações com melhora no ambiente externo
As estatísticas, porém, são ainda mais preocupantes no Brasil: mais de 50 milhões de brasileiros com idade acima de 30 anos convivem com hipertensão, também chamada de pressão alta.
De acordo com o estudo, no Brasil, a doença atinge 45% da população adulta – 50 milhões de pessoas entre 30 e 79 anos. Destes, 62% estão tratando a doença, mas só 33% estão com a pressão controlada.
O fato da doença quase nunca gerar sintomas é o grande desafio do tratamento. E mesmo após fazer um exame que aponta a pressão alta, muitas pessoas desprezam o resultado.
De acordo com o relatório da Organização Mundial de Saúde, se o Brasil melhorar as taxas de tratamento de hipertensão, o país poderia evitar cerca de 365 mil mortes até 2040.
Com plenas capacidades de ter uma produção de vacinas nacionais mais robusta, o Brasil ainda depende excessivamente do mercado externo. Essa é a visão do presidente da União Química, Fernando de Castro Marques. Em entrevista ao UOL, ele defendeu a indústria privada e nacional de imunizantes.
Para o executivo, esse é um canal que se encontra fechado para as indústrias privadas. Ele vai ainda mais longe e diz que há um “monopólio” de instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan.
“Vacina no Brasil é um monopólio de duas empresas, praticamente: Instituto Butantan e Fiocruz. Se o governo quiser que tenha produção local de vacina no Brasil, ele tem que apoiar a produção da iniciativa privada. A consequência é uma dependência externa desnecessária. O que é lamentável”, afirma.
Em nota enviada à reportagem, o Butantan se defendeu, afirmando ser referência internacional na produção de vacinas e que sua atuação garante a autossuficiência do país nos imunizantes contra Influenza.
Procurada, a Farma Brasil não enviou um posicionamento até a publicação desta matéria.
O faturamento da indústria farmacêutica com vendas no varejo supera a inédita cifra de R$ 200 bilhões. O resultado recorde, no entanto, vem acompanhado ainda de uma excessiva concentração de mercado. Dos cerca de 440 laboratórios atuantes no país, somente dez respondem por quase metade do volume de negócios.
Os dados da Close-Up International consideram a receita obtida pelo setor em farmácias nos últimos 12 meses até agosto deste ano. A movimentação somou R$ 202,44 bilhões, o que corresponde a 12,49% de evolução sobre o mesmo período anterior – quando o desempenho atingiu pouco mais de R$ 179 bi.
Uma categoria está entre as que mais sustentam o avanço percentual do faturamento da indústria farmacêutica. Os medicamentos genéricos registraram alta de 15,03% entre setembro do ano passado e agosto de 2023.
Representando em torno de 1/3 das vendas em farmácias, os genéricos têm potencial para alcançar share de 40% em até dois anos, segundo análise de Tiago Vicente, presidente da PróGenéricos.
A principal pesquisa sul-americana é encabeçada por Bio-Manguinhos, laboratório da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), ligado ao Ministério da Saúde. Cientistas já vinham desenvolvendo uma vacina própria de RNA antes da pandemia, com foco no tratamento do câncer. O projeto foi redesenhado para a Covid-19, mas os inúmeros pedidos de patente apresentados por Pfizer e Moderna dificultam o desenvolvimento.
Desta vez, havia um motivo extra para ele revelar fatos de sua intimidade ao público: Suplicy está se tratando com a Cannabis medicinal. E defende que a sua distribuição seja regulamentada no Brasil, onde apenas pacientes que têm condições econômicas podem adquiri-la com facilidade.
Suplicy, por exemplo, importou um vidro de Cannabis industrializada para poder iniciar o seu tratamento, em fevereiro.
Ele está tomando cinco gotas do medicamento no café da manhã, cinco gotas à tarde e outras cinco no período noturno. Usa também o Prolopa, remédio tradicionalmente administrado contra o Parkinson.
A Cannabis ainda não está disponível no SUS, e pacientes que não têm recursos, em geral, conseguem o medicamento em associações terapêuticas que a fornecem autorizadas por liminares judiciais. O petista e a jornalista Mônica Dallari já visitaram uma delas, a Flor da Vida, que fica em Franca, no interior de SP.
Nesta terça (19), Suplicy vai participar de uma audiência pública na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, convocada por iniciativa da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ). O debate será sobre a proposta que prevê a regulamentação do cultivo e da distribuição da Cannabis do Brasil.
Estandes produtores e importadores de óleos de cânabis para fins medicinais dividiram os corredores da primeira edição da ExpoCannabis Brasil, que aconteceu neste final de semana em São Paulo, com estufas metalizadas para cultivo doméstico, bancos internacionais de sementes, roupas feitas de fibra de cânhamo, cervejas temperadas com terpenos (óleos aromáticos) da maconha, e acessórios para o consumo da planta.