Retenção de talentos inspirada nas empresas do Vale do Silício

Conheça a trajetória de Renata Spallicci, presidente executiva da Apsen, e suas percepções sobre a retenção de talentos nas empresas.

A nossa entrevistada de hoje é Renata Spallicci, cuja história e os big numbers impressionam. Além de todo o seu caminho profissional que conheceremos melhor a seguir, Renata é autora do best-seller “Sucesso é o resultado de times apaixonados” e influencia mais de 1,5 milhão seguidores nas redes sociais. Ela também atua como presidente executiva da Apsen, uma empresa familiar, que completa 54 anos em 2023.

Seu pai, Renato Spallicci, é o presidente da empresa, na qual começou aos 16 anos. Renata também começou muito cedo. Então, ela pôde fazer um processo de trainee, passando por todos os departamentos da empresa. Essa experiência auxiliou na construção da sua visão de negócio, e também trouxe a compreensão sobre as maneiras como as informações chegavam a cada área e o conhecimento a respeito de como as pessoas mais estratégicas pensavam.

Assim, ela pôde, a partir desse rico repertório, trazer mais fluidez para a comunicação na empresa. Além disso, ela também tem a preocupação em colocar em pauta e em prática discussões sobre a temática das mulheres, sua inclusão e representatividade a fim de ajudar as mulheres a alcançarem cargos de liderança em grandes empresas.

Negócios acelerados no mercado de medicamentos biológicos

Considerados medicamentos que apresentam bons resultados em tratamentos de enfermidades complexas, como o câncer e doenças autoimunes, os remédios biológicos e biossimilares conquistam espaço crescente no Brasil. No ano passado, apenas as vendas de biossimilares no mercado privado totalizaram R$ 702 milhões no país, alta de 9,24% em relação a 2021. Para este ano, a projeção da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos) é de avanço superior a 10% no faturamento, em relação a 2022.

Indústria deve ganhar fôlego com parcerias para o desenvolvimento produtivo

A mudança de governo e a intenção de criar políticas industriais para fortalecer alguns setores, como o de saúde, poderão dar um novo fôlego para as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), que têm se tornado uma ferramenta de desenvolvimento da indústria nacional de medicamentos e fortalecimento de laboratórios, movimento intensificado com os desdobramentos da pandemia.

Hora de reorganização da saúde

No caso da saúde pública, a emenda da transição conseguiu recuperar R$ 22 bilhões para a área. Assim, o orçamento total para 2023 do Ministério da Saúde é de R$ 189,3 bilhões, ante R$ 166,4 bilhões no ano passado. A maior parte dos recursos vai para ações e serviços em saúde: R$ 170,4 bilhões. Este valor, em 2022, foi de R$ 153,2 bilhões.

Negócios em desaceleração no setor de saúde

Na liderança das negociações, operadoras de planos de saúde como Hapvida e NotreDame Intermédica se uniram. A Rede D’Or ficou com 70 hospitais, além de adquirir a SulAmérica. O Fleury comprou o Hermes Pardini e a Dasa, a Oncoclínicas, bem como Kora Saúde, Mater Dei, Qualicorp e Odontoprev ampliaram suas operações. Mas o cenário macroeconômico mudou de meados de 2022 para cá, com alta da inflação e taxa Selic em 13,75%, elevando o custo de capital para novas transações. Além disso, a sinistralidade das operadoras de saúde saiu de 77,74% em 2020 para 89,21% ao fim de 2022. O resultado é que as empresas do setor estão entre as que mais perderam valor de mercado nos últimos 24 meses encerrados em 12 de junho de 2023. Liderando a lista estão Kora Saúde, Dasa, Qualicorp e Hapvida, que caíram 86%, 81%, 81% e 72%, respectivamente, segundo cálculo da Capital IQ.

Telemedicina avança no país

Segundo Renato Camargo, vice-presidente de clientes da Pague Menos & Extrafarma, a empresa pratica teleinterconsulta em suas farmácias com plataforma da Conecta e, em breve, fará isso com outros parceiros. As duas redes somam 1.650 farmácias no país, sendo a maioria no Nordeste, região carente de instituições públicas e privadas de saúde. Camargo diz que a teleinterconsulta amplia o acesso à saúde, especialmente para a chamada classe média expandida B2, C e D, lembrando que há cidades de 20 mil habitantes em que, às vezes, há apenas um único posto de saúde.

“A farmácia do futuro é a nova velha farmácia, recuperando o protagonismo que as farmácias tinham no passado”, diz Camargo. Por meio de um farmacêutico e um médico a distância, é possível dar um primeiro atendimento em casos de baixa complexidade. Como há testes rápidos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Beta HCG, H Pylori, aferição de pressão e glicemia –, o médico pode solicitar o exame, o farmacêutico aplica o teste e envia o resultado para o médico, que avalia e manda a prescrição para o celular do paciente, para ele fazer a compra.