Roche pretende investir mais em pesquisas clínicas no país, diz a nova CEO

A subsidiária brasileira do grupo suíço Roche, com 92 anos de existência, tem desde abril a primeira mulher nomeada presidente executiva – Lorice Scalise. A executiva está na companhia desde 2000, onde construiu grande parte de sua carreira. Começou como representante de vendas na área de negócio Diabetes Care.

“Os presidentes sempre eram estrangeiros. Sou a primeira brasileira e a primeira sul-americana”, afirmou a executiva ao Valor. Ela recebeu a reportagem acomodada em uma grande bola azul, usada na prática de Pilates (método de exercícios terapêuticos).

Farmacêutica formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), na cidade de Araraquara, a executiva passou os últimos seis anos na Argentina, onde comandou a divisão Diagnóticos – um dos braços de negócios da Roche – durante quatro anos e a divisão farmacêutica a partir de 2021.

Farmacêutica atrasou remédio contra HIV para aumentar lucros

Um remédio contra HIV teve seu lançamento atrasado por uma indústria farmacêutica para maximizar os lucros. É o que aponta o New York Times após ter acesso a documentos internos da companhia. As informações foram reproduzidas pelo jornal O Globo.
Mas o que explica o atraso do remédio contra HIV? Na época, a Gilead Sciences já comercializava duas versões do tenofovir para o combate ao HIV. Uma delas perderia a patente em 2017. A extensão dessa proteção, porém, permitiria a manutenção dos preços altos desses medicamentos.

Mesmo com os benefícios comprovados do remédio que estava em desenvolvimento, os executivos concluíram que a nova versão poderia criar uma concorrência com os produtos do seu próprio portfólio. Mas o atraso no lançamento até as vésperas do vencimento das patentes ajudaria a farmacêutica a assegurar a lucratividade por um período mais prolongado.

Apenas em 2015 a farmacêutica lançou o novo tratamento e suas patentes estão garantidas até 2031.

Farmarcas e L’Oréal fecham parceria

Para levar produtos de beleza acessíveis a todos os seus pontos de venda, a Farmarcas fechou uma parceria com a L’Oréal. O objetivo do trabalho conjunto é ampliar a participação das redes associativistas na venda de cosméticos e dermocosméticos no mercado nacional.

Anteriormente, esse setor estava concentrado em poucos players, sendo que 82% das vendas ocorriam nas redes corporativas de farmácias.

Confira quem lidera venda via PBM nas farmácias

O ranking das farmacêuticas líderes em vendas via programas de benefício de medicamentos (PBM) teve importantes mudanças.
O Aché perdeu a liderança conquistada no ano passado, ficando na segunda colocação, com R$ 228,3 milhões – crescimento de 7,07% e 12,55% de participação. Fechando o top 3 vem a GSK, que apresentou R$ 224,6 milhões de receita.