Walmart: quem usa Ozempic compra menos comida que a média

Não foi só o Walmart que se pronunciou sobre o impacto de Ozempic, Wegovy e semelhantes nos hábitos de consumo da população.

Um relatório do banco britânico Barclays de terça (3) apontou que a alta demanda pelos medicamentos pode prejudicar as vendas de redes de fast food, de fabricantes de salgadinhos, refrigerante e álcool e até de empresas que vendem cigarros.

Os analistas também disseram que o efeito pode ser o contrário em outros setores, como o de saúde. Estariam entre as beneficiadas as redes de farmácias e as operadoras de planos de saúde.

Laboratórios americanos vão negociar preços com governo

Segundo anúncio feito pela Casa Branca na última terça-feira, dia 3, os laboratórios americanos aceitaram negociar os preços de dez medicamentos, em atitude que pode servir de exemplo para a indústria farmacêutica brasileira. As informações são do Estado de Minas.

Os remédios em questão são destinados ao tratamento de problemas como câncer no sangue, coágulos sanguíneos, diabetes, problemas cardíacos e psoríase.

A ação do governo dos Estados Unidos visa baratear fármacos cobertos pelo Medicare, programa de seguro saúde para pessoas com mais de 65 anos no país.

Consumer health cresce 10,7% no varejo farmacêutico

O segmento de consumer health (CH) ganha relevância no volume de negócios do varejo farmacêutico e cresceu 10,7% em faturamento nos últimos 12 meses até julho de 2023. É o que indica estudo da IQVIA, que apontou também que a categoria já representa 47% das vendas em farmácias – quatro pontos percentuais a mais em relação a 2015.

De acordo com a pesquisa, a constante ida do consumidor à farmácia tem uma relação direta com a conveniência e a variedade disponível nos PDVs. O mercado de consumer health, em 2019, movimentava R$ 56,2 bilhões e 3,3 bilhões de unidades comercializadas. Já no intervalo de agosto a julho de 2023, a movimentação foi de R$ 94,2 bilhões, crescimento de13,9%. Foram 4,4 bilhões de unidades comercializadas no período.

Taxa de exames positivos para covid está em alta

Pela primeira vez desde dezembro do ano passado, a taxa de exames positivos para covid-19 atingiu a marca de 30%. Um levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) divulgado no dia 29 de setembro, confirmou um crescimento de cinco pontos percentuais nos últimos 15 dias. As informações são da Folha de São Paulo.

A taxa de testes com resultado positivo chegou a 30,2% entre os dias 17 e 23 de setembro, e confirmou uma alta que já era acompanhada há mais de dois meses.

A análise incluiu exames realizados pelos laboratórios privados Dasa, DB Molecular, Fleury, Hospital Israelita Albert Einstein, Hilab, HLAGyn e Sabin.

Meio termo para JCP pode avançar na Câmara

Há possibilidade de uma substituição do JCP pelo mecanismo similar ao ACE — Allowance for Corporate Equity, uma outra forma de benefício fiscal cujo impacto nas empresas seria reduzido. Além disso, é discutida a manutenção do JCP para o setor financeiro, uma vez que é visto como uma exceção pela necessidade de manter alta liquidez.

Relatório da tributação das offshore não terá proposta para mudanças na JCP

O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) desistiu de incorporar mudanças no mecanismo dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) ao projeto de lei (PL) da tributação das offshore. A equipe econômica do governo foi pega de surpresa pela sugestão do parlamentar e não conseguiu elaborar uma proposta “calibrada”, que não causasse ruídos para aprovar o restante das medidas de ajuste fiscal.

O parecer ao projeto foi protocolado na noite dessa terça-feira, mas sem a JCP. O texto contém a tributação dos investimentos de pessoas físicas no exterior (offshore) e dos fundos de investimentos exclusivos (com poucos cotistas).
A ideia de Pedro Paulo de incorporar as mudanças na JCP ao projeto agradava a ala política do governo, que viu na medida uma forma de acelerar a tramitação, mas o assunto era considerado “muito complexo” no Ministério da Fazenda diante das críticas à proposta inicial de extinguir o mecanismo, utilizado pelas grandes empresas (do regime do lucro real) para se capitalizarem e pagarem menos impostos ao remunerarem seus acionistas.

“Queremos um mecanismo para que o JCP cumpra sua função de capitalização das empresas, mas que isso não gere um mecanismo de se beneficiar tributariamente”, disse o relator.

As mudanças na JCP foram debatidas por ele com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, à tarde. O governo ficou de elaborar uma sugestão e enviar ao parlamentar, mas não conseguiu fechá-la a tempo.

Segundo fonte da equipe econômica, a intenção é incentivar o uso do capital próprio da empresa, mas limitar o abatimento de juros sobre o aporte de terceiros como forma de diminuir o pagamento de impostos. O impasse seria qual a “calibragem” adequada para garantir um mecanismo justo.

Eurofarma conclui aquisição na Colômbia e adota marca única em genéricos para LatAm

A Eurofarma, uma das maiores empresas farmacêuticas do país, dá novo passo em sua estratégia de crescimento em mercados externos com a conclusão da aquisição da colombiana Genfar na última sexta-feira (29) e a adoção dela como sua marca unificada para medicamentos genéricos na América Latina, exceto o Brasil, segundo informação antecipada pela Bloomberg Línea.

“A aquisição consolida nossa presença regional e nos permite avançar nos planos de internacionalização, crescendo e reinvestindo continuamente no negócio através de nossa força comercial, inovação e movimentos de fusões e aquisições [M&A]”, disse Marco Billi, CEO Internacional da Eurofarma, em comunicado.

No primeiro semestre, 19% da receita líquida tiveram origem em operações fora do Brasil, com destaque para México, América Central, Colômbia e Chile.

A aquisição da Genfar, que pertencia à francesa Sanofi, havia sido anunciada em março deste ano pelo valor de 299 milhões de euros. A empresa tem presença no país-natal, a Colômbia, e também no Peru e em Equador.

A América Latina, em particular, tem se mostrado um dos mercados mais importantes para farmacêuticas globais, como a própria Sanofi, a suíça Novartis, a alemã Bayer e a americana Pfizer, entre outras, em razão do crescimento acima do de outras regiões.

A Genfar, fundada em 1967, conta com cerca de 350 produtos em 12 classes terapêuticas, uma fábrica e um centro de desenvolvimento em Cali, na Colômbia, e mais de 500 colaboradores. O principal executivo da companhia, o general manager Agustín Vincent, seguirá na liderança.

Em entrevista à Bloomberg Línea, Pasquale Frega ressalta a relevância de novos modelos de distribuição de terapias com a esfera pública e diz que a região tem janela de oportunidade

Até então, antes da adoção da Genfar para a América Latina (menos Brasil), a Eurofarma atuava com a marca Momenta justamente na Colômbia, no Peru e no Equador, além do Chile; e com a marca que leva o nome da empresa em outros mercados da região.

“Vamos trabalhar para levar a marca Genfar a outras geografias e nos manter na rota de liderança na região”, disse Maria del Pilar Muñoz, vice-presidente de Sustentabilidade e Novos Negócios da Eurofarma, em comunicado.

Citi eleva recomendação de Fleury (FLRY3), corta de Hypera (HYPE3) e ações têm sessão de “opostos” na Bolsa

Já para Hypera, os analistas apontam decepção com a tendência de vendas, sendo que elas podem ficar abaixo da meta de receitas para o ano.

A companhia, avaliam os analistas, tem cortado descontos para focar no aumento de margens e melhoria no fluxo de caixa, o que pode prejudicar a receita no futuro.

Já sobre JCP, o banco avalia que os múltiplos das ações já precificam o pior cenário possível. Contudo, sem muitos destaques operacionais, a atratividade dos papéis fica menor. “Não conseguimos ver um catalisador óbvio de curto prazo”, apontou.

Os analistas do banco cortaram o preço-alvo de R$ 51 para R$ 41, ainda uma alta de cerca de 10% frente o fechamento de sexta.