Poder público paga mais caro por medicamentos sem prescrição, aponta pesquisa

Desde 2020, entes públicos pagam mais caro pelos remédios isentos de prescrição médica. Segundo o levantamento Procuremed, os preços de medicamentos básicos, adquiridos via pregão, subiram em níveis acima da inflação. O estudo foi realizado em parceria com a economista Juliana Aliberti, afiliada à Universidade de Greifswald, e acompanha a variação dos preços de fármacos negociados nos pregões do Portal de Compras do Governo Federal, utilizado também por estados e municípios, desde 2018.

Em relação aos medicamentos que exigem prescrição médica, os dados indicam que preços acompanham as variações do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e da lista de preços da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A pesquisa analisou mais de 420 mil transações, divididas em aproximadamente 3.800 medicamentos diferentes, num total de R$57,7 bilhões em compras pela plataforma Compras.gov.

Copom prevê novos cortes de 0,5 ponto percentual na taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reforçou ontem, na ata de sua última reunião, a estratégia de manter o ritmo de cortes da Selic em 0,50 ponto percentual “nas próximas reuniões” e explicou que optou por manter a “comunicação recente” sem retirar o plural na indicação futura, porque “já embute a condicionalidade apropriada em um ambiente incerto, especificando o curso de ação caso se confirme o cenário esperado”.

Na quarta-feira da semana passada, o colegiado reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 12,25% ao ano pela terceira vez seguida. Segundo o Copom, os seus integrantes “concordaram unanimemente com a expectativa de cortes de 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões e avaliaram que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário”.

Como funciona pílula para prevenir câncer de mama

Dezenas de milhares de mulheres na Inglaterra podem se beneficiar de um medicamento que ajuda a prevenir o câncer de mama. O anastrozol, utilizado durante muitos anos para tratar a doença, foi agora licenciado como opção de prevenção à doença.

Estudos recentes mostram que o medicamento pode reduzir a incidência de câncer de mama em quase 50% em mulheres que já passaram pela menopausa com risco moderado ou elevado da doença.

As instituições de saúde da Inglaterra disseram que a autorização foi “um grande passo em frente” para mulheres com um histórico familiar significativo de câncer.

Cristália tem novo diretor

O Laboratório Cristália acaba de contratar Julio Rocha para o cargo de diretor de unidade de negócios. O profissional tem uma extensa bagagem no mercado farmacêutico, com 29 anos de experiência e expertise na gestão de novos negócios, vendas, marketing e promoção médica.

O executivo atuava como diretor comercial da Zydus Brasil. Seu currículo inclui também funções de gerência na Bayer e na Merck, em áreas como as de vendas, demanda e marketing de produto. É bacharel em administração, negócios e marketing, com MBA executivo pela Fiji National University.

Por que as drogarias americanas estão fechando as portas

Em uma época diferente, a drogaria da esquina era o modelo de conveniência, o lugar não só para aviar receitas médicas, mas também para comprar lanches, cartões de aniversário e produtos básicos para a casa. Na década de 1990 e no início dos anos 2000, a CVS e a Walgreens começaram a criar raízes em todo o país, superando as independentes. Hoje, as duas maiores redes de farmácias do país têm mais de 9.000 e 8.700 estabelecimentos, respectivamente, e um total de US$ 455,2 bilhões em vendas em 2022.

Mas agora os consumidores têm mais opções, dizem os analistas, muitas das quais são mais baratas e mais convenientes. Eles também estão mais cautelosos, pois a inflação – que atingiu o maior nível em 40 anos em 2022 e continua elevada – pesa sobre os gastos discricionários.

“Agora temos empresas que se mudaram para cá, como a Dollar General; temos a expansão dos supermercados; e o Walmart como mais um destino em muitas dessas áreas. Portanto, isso realmente eliminou parte do comércio dessas lojas”, disse Saunders.

E o fato de colocar mais mercadorias atrás de barreiras de plexiglass para desencorajar o roubo e a violência deu um ar distópico a alguns locais. As vendas na frente da loja da Rite Aid caíram 4,4% no último trimestre. A CVS registrou um declínio de quase 2% nas vendas.

Enquanto isso, gigantes do varejo, como a Amazon e o Walmart, aumentaram suas ofertas de farmácias e tratamentos médicos e, normalmente, oferecem preços mais competitivos em itens domésticos essenciais, como pasta de dente, papel toalha e sabão em pó.

Arábia Saudita está de olho na indústria farmacêutica do Brasil, diz diplomata à CNN

O diplomata e representante do Ministério de Investimentos da Arábia Saudita, Abdulrahman T. Bakir, disse em uma entrevista à CNN que o país está estudando fortes investimentos na indústria farmacêutica brasileira.

“O Brasil é um dos países mais avançados em produtos farmacêuticos, e a Arábia Saudita desenvolve novas tecnologias e vem desenvolvendo inovações farmacêuticas. É definitivamente um elemento que estamos procurando e também para adicionar no nosso radar, junto a investimento a cuidados à saúde”, revelou a autoridade saudita.
Segundo ele, o Brasil tem instalações muito boas, hospitais de última geração e médicos qualificados. Para o diplomata, o ecossistema de saúde brasileiro é bastante forte e a Arábia Saudita está procurando fazer parcerias diferentes com unidades de saúde no país.

Questionado sobre valores e quais empresas poderiam estar envolvidos, Bakir explicou que o país ainda está realizando estudos e conversando com empresários, mas que ainda não há nada fechado.

Em julho deste ano, desembarcou em São Paulo a maior comitiva saudita da história, com cerca de 100 membros do governo, empresários e gestores de fundos. Em reuniões com representantes de vários setores da economia brasileira, Paulo Moll, da Rede D’Or, estava presente em uma delas.

Pague Menos tem prejuízo de R$ 23,7 milhões no 3º tri, mas receita e geração de caixa avançam

O serviço de saúde Clinic Farma somou 1,3 milhões de atendimentos em consultórios farmacêuticos no último trimestre, alcançando adesão de 11,4% da base de clientes. Já a conversão de vendas — clientes que realizam compras na rede no mesmo dia do atendimento de saúde — alcançou patamar recorde de 78%. A Pague Menos afirma ainda que registrou ganho de participação acima da média de mercado, mesmo sem abrir novas lojas no trimestre.

Dívida da Pague Menos chega a R$ 23,7 milhões

A aquisição da Extrafarma ainda segue pesando na dívida da Pague Menos. O conglomerado farmacêutico fechou o terceiro semestre com um prejuízo de R$ 23,7 milhões. As informações são da Exame.

Tirando da conversa os efeitos não recorrentes, o prejuízo fica em R$ 400 mil, o que não seria um montante alarmante se, no mesmo período de 2022, o total não fosse de lucro milionário: R$ 14,4 milhões.

Para Luiz Novais, vice-presidente financeiro do grupo, os efeitos do aumento de capital realizado no segundo trimestre só devem ser sentidos no último trimestre do ano. “Se não fosse o aumento da despesa financeira, teríamos apresentado R$ 80 milhões de lucro”, afirma.