Mounjaro pode substituir bariátrica? Especialistas respondem

A cirurgia bariátrica pode levar à perda de 20% a 40% do peso corporal e prevenir doenças crônicas, como câncer e diabetes. Mas será que as canetas emagrecedoras devem substituí-la? O questionamento ganha força com a chegada do Mounjaro, droga para diabetes tipo 2 que recebeu aprovação da Anvisa nesta segunda-feira (25) e é utilizada de modo off label para perda de peso.

Estudos de fase 3 realizados pela Eli Lilly, laboratório responsável pela fórmula, apontaram uma redução média de 26,6% do peso dos participantes durante um ano e sete meses. A marca é superior a de outros medicamentos já disponíveis no mercado. O Ozempic, que tem como princípio ativo a semaglutida e também foi autorizado pela agência para diabetes, causou redução de 15% do peso corporal em pacientes diabéticos após 16 meses. Pesquisas feitas com o Wegovy, aprovado para obesidade, mostraram uma perda de 17,4% em dois anos.

Cortes na gestão são foco do CEO da Bayer

O CEO da Bayer, Bill Anderson, vê em cortes na gestão a possibilidade de uma alavancagem nos negócios da farmacêutica. Segundo a agência de notícias Reuters, há grandes mudanças à vista.

Seus planos iniciais serão apresentados em uma próxima reunião interna de estratégia. O primeiro passo seria, justamente, a redução no volume de cargos gerenciais;

Dois meses antes de o CEO assumir a liderança da companhia, ele deixou claro em seu perfil do LinkedIn que estaria pronto para medidas ousadas para ampliar a lucratividade e acelerar o crescimento. “Mal posso esperar para liberar todo o potencial da empresa”, afirmou.

Ultrafarma terá vendas nos EUA e licenciamento de marca

A Ultrafarma anuncia detalhes de um plano de expansão com a meta de superar R$ 3 bilhões de faturamento ainda este ano. Entre as estratégias está a atuação nos Estados Unidos, a abertura de um processo de licenciamento de farmácias e uma operação de atacado voltada para PDVs independentes.

Os investimentos estimados somam R$ 30 milhões. A estreia no mercado norte-americano será viabilizada por meio de acordo com a Amazon, que acaba de ser assinado e envolverá os produtos da marca Sidney Oliveira. A expectativa é que, em até 60 dias, um portfólio de 200 SKUs de suplementos e vitaminas esteja disponível na loja virtual da gigante do varejo global.

A rede, entretanto, não exportará produtos para os Estados Unidos. “Na verdade, nossas linhas passarão a ser fabricadas nos Estados Unidos e também na Europa, por meio de laboratórios parceiros que já contam com a chancela das agências reguladoras locais – a Food and Drug Administration (FDA) e a European Mediciny Agency (EMA)”, comenta o diretor comercial Mario César.

Senador quer controlar dados em farmácias

O varejo farmacêutico repudia a tentativa de controlar dados em farmácias. Para o CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto, dados de clientes são utilizados em praticamente todos os setores da economia.

“Em qualquer transação comercial ou de serviços, identificar corretamente o usuário é mandatório nos dias de hoje, e não é diferente no setor. Conhecer o hábito de consumo resulta em melhor planejamento de produção na indústria farmacêutica, na redução de ruptura, no planejamento correto de aquisição de estoques e na disponibilização de benefícios que reduzam os níveis de abandono do tratamento, que no Brasil beiram 54%”, ressalta o executivo.

O pedido de CPF nas farmácias também abrange questões regulatórias. Ao contrário de outros setores do comércio, o varejo farmacêutico tem obrigações legais para formalizar a venda de determinados tipos de medicamentos, como aqueles de controle especial. “As informações do CPF têm que ser inseridas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) da Anvisa”, afirma Francisco Celso Rodrigues, diretor-executivo da Abrafarma para a área de coordenação técnica e de comitês.

Marca própria potencializa ganhos do varejo

A marca própria é uma ferramenta que pode ajudar as farmácias a performarem melhor. Esse foi o insight retirado de um relatório produzido pelo Santander Research, em parceria com a Amicci. As informações são da Exame.

Devido ao maior poder de negociação com os fabricantes, as varejistas podem atingir uma margem de lucro até 30% maior com a comercialização de produtos de marca própria.

Outro ponto destacado pelos pesquisadores diz respeito ao preço. Segundo eles, a drogaria consegue praticar uma precificação até 20% menor nesses itens, o que serve de porta de entrada para o consumidor.
Para os pesquisadores, quando o assunto é o canal farma, quem melhor trabalha com o conceito de marca própria é a RD. De acordo com dados de 2022, os rótulos da varejista têm uma penetração de 9% nas vendas.

Sindusfarma Monthly Prescription (Aug.23): Gradually Evolving

Sindusfarma data from Aug.23 showed a continued improvement on sales trends, with sell-in sales growth reaching 12% y/y (or 15% y/y LTM), mainly driven by higher price (+9% y/y), albeit also with improving volume trends, with (+3% y/y) after two months of decrease/stability of volumes (-3% in June and flat in July). Generics sell-in sales also accelerated slightly to 20% y/y (or 15% y/y LTM) when compared to Jul.23 (19% y/y and 14% y/y LTM), also driven by higher prices (11% y/y). Moreover, sell-out sales (i.e., using PMB as a proxy) continued to evolve and reached +10% y/y in Aug.23 (vs. +8% y/y in July.23). Sales trends continue to gradually evolve, likely driven by easier volume comps (e.g., as high volume comps from 2022 flu season), although we note that sell-out growth continues in the single-digit range, which naturally remains an area of attention going forward.

Focus mantém IPCA, Selic e dólar sem alteração para 2023, 2024 e 2025

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial brasileira de 2023 permaneceu em 4,86%, segundo o Relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (25) com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

Para 2024, a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 3,86%. Para 2025, ficou parada em 3,50%.

Para a taxa básica de juros (Selic), a mediana das estimativas manteve-se em 11,75% no fim de 2023, 9,00% no de 2024 e 8,50% em 2025.

As mediana das estimativas para o dólar também permaneceram inalteradas nos três vencimentos: em R$ 4,95 neste ano, R$ 5,00 no próximo e R$ 5,10 no seguinte.
Mediana das projeções do mercado para o crescimento do PIB de 2023 voltou a subir, agora de 2,89% para 2,92%, para 2024, manteve-se em 1,50%, e para 2025, caiu de 1,95% para 1,90%

Cifras da pobreza nos EUA dependem da metodologia que se usa

Medir as privações conta uma história mais heterogênea do que qualquer das duas taxas de pobreza. Uma pesquisa anual do Centros de Controle e Prevenção de Doenças concluiu que o número de pessoas que demoraram para buscar cuidados médicos ou deixaram de tomar medicamentos prescritos por causa de seu custo caiu de 2020 para 2021 e ficou inalterado de 2021 para 2022. Isso soa como uma melhora constante, e conflita com a narrativa de que a pobreza despencou e depois disparou.

Entenda o que é Mounjaro, remédio usado no emagrecimento aprovado pela Anvisa

Os três medicamentis simulam efeitos de hormônios intestinais que atuam na sensação de saciedade e no metabolismo do corpo humano. A diferença é que o Mounjaro, nome comercial da tirzepatida, imita a ação do peptídeo semelhante a glucagon 1, ou GLP-1, e o peptídeo insulinotrópico dependente de glicose; já Ozempic e Wegovy simulam apenas o GLP-1.

Um estudo publicado no The New England Journal of Medicine comparando essas drogas descobriu que o uso de tirzepatida leva a reduções maiores nos níveis de açúcar no sangue e a uma perda de peso maior que os outros produtos.