Resultado trimestral da Hypera (HYPE3) foi “pior do que o esperado”, diz Safra

O Safra considera que o resultado do quarto trimestre de 2023 da Hypera (HYPE3), divulgado na última quarta-feira (13), após o fechamento do mercado, foi “pior do que o esperado”, com perda de faturamento de 4% comparado às previsões do banco e de 6% no consenso das estimativas, o que equivale a uma queda anual de 13%.
No entanto, o Safra destaca que, embora enxerguem os resultados do quarto trimestre como negativos, principalmente em termos de crescimento. “O novo guidance implica um crescimento decente de 9% no faturamento e um resultado final de R$ 1,85 bilhão, o que está estritamente em linha com o consenso e apenas 2% abaixo da nossa estimativa”, afirmam, no documento.

A recomendação, portanto, permanece como compra (outperform), com preço-alvo dos papéis da farmacêutica fixado em R$ 44,00, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 29% sobre o preço do fechamento da ação ontem.

O Safra adiciona, ainda, que a Hypera aumentou em 20% ao ano seus investimentos em P&D (R$ 618 milhões em 2023), o que o banco avalia como “fundamental para sustentar o crescimento futuro da empresa e expansão de mercado endereçável”.

Cenário setorial: um giro pelos segmentos de farmácias, moda e shopping centers

Um dos segmentos de comércio mais resilientes no país e no mundo, o varejo farmacêutico fechou o ano passado com expansão bem acima do Produto Interno Bruto (PIB) e deve voltar a repetir a mesma taxa de aceleração neste ano, apesar da base alta de comparação de 2023.

É um crescimento sustentado pela abertura de lojas, já que, ao se considerar as unidades em operação há mais de 12 meses (“mesmas lojas”), as cadeias sentiram efeito da alta concorrência e canibalização, e as vendas perderam força no ano passado.

Mas ao se analisar a venda total em 2023, o avanço no faturamento foi de 10%, segundo a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), para um reajuste de medicamento de até 5,6%, segundo determinação do governo federal, que libera os aumentos a partir de abril.

Para 2024, a federação projeta alta nesta faixa de 10% novamente, para um reajuste de medicamento que deve ficar abaixo do estipulado em 2023.

O aumento máximo permitido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), responsável pela regulação econômica do segmento de medicamento no país, será de até 4,5%, a ser aplicado nas tabelas no dia 1º de abril.

Em 2023, o PIB cresceu 2,9% e, para este ano, a estimativa do Ministério da Fazenda é de avanço de 2,2%. Essa alta de 10% no varejo de farmácias está alinhada com as previsões de fabricantes. O mercado da indústria farmacêutica projeta crescimento de cerca de 9,7% em 2024.

A expectativa tem sido, portanto, novamente positiva — nos últimos anos, o segmento lidera a taxa de expansão do comércio, ao lado de atacarejo —, mas a federação entende que há mercados com maiores dificuldades, e isso pode se estender em 2024.

Segundo Edison Tamascia, presidente da Febrafar, “alguns subcanais enfrentaram desafios significativos”, disse ele, em artigo recém publicado sobre projeções e tendências para este ano. Tamascia cita o setor independente com crescimento muito abaixo da média do mercado, assim como as redes regionais.

O ano de 2023 foi marcado também por mais recuperações judiciais, especialmente no varejo e na distribuição de medicamentos, disse ele, “indicando que empresas com dívidas elevadas e sustentadas por altas taxas de juros” enfrentaram problemas.

“Esse cenário é preocupante, pois sugere que o setor está com certas dificuldades”, afirmou. “Além disso, estamos passando por uma significativa transformação no comportamento do consumidor, nos meios e formas de compra e na concorrência, impulsionada por um processo acelerado de digitalização”.

Um outro ponto de receio refere-se a um novo aumento em impostos, que pode afetar a demanda neste ano. Dez estados brasileiros e o Distrito Federal decidiram elevar a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2024, com efeito direto sobre as tabelas dos produtos.

RD Saúde – Comunicado ao Mercado

A Raia Drogasil S.A., empresa líder no varejo farmacêutico brasileiro, comunica ao mercado a mudança de sua marca corporativa, que passará a ser denominada RD Saúde. Alinhada à sua ambição de se tornar o grupo que mais contribui para uma sociedade mais saudável no Brasil, a nova marca reforça o conceito de empresa voltada para a saúde integral, com uma atuação que vai além do varejo farmacêutico e com um papel importante na promoção de saúde e de bem‑estar para a sociedade.

Como parte deste projeto, a identidade visual das bandeiras Raia e Drogasil, além da 4Bio e demais empresas e unidades de negócios, também será revista para endossar e reforçar a nova identidade do grupo.

O grupo tem atualmente 3 mil farmácias em todos os estados, emprega 57 mil pessoas e atende a mais de 1 milhão de vidas todos os dias.

A mudança se torna efetiva a partir deste mês de março de 2024.

EMS planeja novos investimentos em OTC

A EMS adquiriu, este ano, a marca global de sabonetes íntimos Dermacyd, pertencente à empresa francesa Sanofi, por € 66 milhões (cerca de R$ 366 milhões).

A compra visa fortalecer a presença da companhia no mercado de medicamentos isentos de prescrição (OTC) e expandir sua atuação no cenário internacional.

1ª Turma do STF nega pedido da Bayer para prorrogar patente

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou, por unanimidade, o pedido da farmacêutica Bayer para modular a decisão que limitou o prazo de patentes de medicamentos a 20 anos. Com isso, os ministros deram vitória ao laboratório brasileiro EMS, que disputa o direito pela produção de um anticoagulante. A ação não é vinculante a outros processos, mas pode servir de precedente para casos similares.

Record fecha patrocínio para o reality show “A Grande Conquista”

A empresa farmacêutica Hypera Pharma é a primeira patrocinadora confirmada de “A Grande Conquista“. A nova temporada do reality show, que começa em abril, será apresentada por Rachel Sheherazade, que vai encarar o desafio de comandar um programa de entretenimento.
O formato original da RECORD mistura famosos e anônimos numa competição fora do comum, cheia de surpresas, emoção e reviravoltas. Nesta edição, a novidade será que todos os 100 participantes vão encarar um período de desafios na “Vila” do programa e apenas 20 deles, após decisão soberana do público, terão a oportunidade de entrar juntos na fase da “Mansão“, onde ficarão confinados e disputarão um prêmio milionário.

Farmarcas atinge visão estratégica e dobra de faturamento um ano antes do planejado

A Farmarcas, impulsionada pela força do coletivo, surpreendeu o mercado ao alcançar suas metas de crescimento previstas para 2025 de forma antecipada. O anúncio foi marcado por um faturamento recorde de R$ 7,6 bilhões, superando as expectativas em um ano. Essa conquista destaca não apenas o poder da visão estratégica da empresa, mas também a eficácia de seu modelo de associativismo.

Estabelecida em 2020, a meta ambiciosa de dobrar o faturamento de R$ 3,5 bilhões até 2025 inicialmente parecia desafiadora. No entanto, a Farmarcas sempre manteve a convicção de que essa meta era alcançável, graças ao comprometimento e à integração das redes associadas com a missão da empresa.

Os números impressionantes não param por aí. Entre 2019 e 2023, a Farmarcas registrou um crescimento excepcional de 121,6% acima da média de mercado, solidificando ainda mais sua posição como referência no modelo de associativismo.

Fábio Chacon, Diretor Comercial da Farmarcas, enfatiza que esses resultados não apenas beneficiam a empresa, mas também oferecem uma oportunidade única para todo o mercado. “A Farmarcas proporciona para os parceiros da indústria e distribuição uma condição de chegar em seus objetivos”, destaca Chacon.

Atualmente, a Farmarcas administra 11 redes de farmácias, incluindo AC Farma, Bigfort, Drogarias Maestra, Maxi Popular, Mega Popular, Ultra Popular, Entrefarma, Farma100, Super Popular, Farmavale e Maisfarma. Essas somam cerca de 1.600 farmácias. Essa diversificação de marcas e a integração das lojas ao projeto Esquinas Sensacionais têm contribuído significativamente para o crescimento e a consolidação da empresa no mercado.

A verdade sobre os preços de medicamentos: como a regulação não impede valores abusivos

Essa regulação coloca os consumidores, especialmente aqueles que dependem de tratamentos contínuos, em uma situação muito desfavorável, criando um aspecto alarmante do mercado farmacêutico: nunca sabemos verdadeiramente o valor real daquele produto diante de uma variação de preços tão significativa, sem uma justificativa clara para o consumidor.

Além disso, mesmo em farmácias da mesma rede, fatores como comprar online, pessoalmente ou fornecer o número do CPF para obter um desconto podem influenciar no valor final pago. O preço que pagamos na farmácia é determinado pelos descontos supostamente aplicados pelas empresas, possibilitando que os valores variem consideravelmente, ainda dentro dos limites da lei.

“A hipótese do Idec é que as farmácias propositalmente colocam o preço no teto da regulação para coagir o consumidor a fornecer o CPF para um desconto que, na verdade, é artificial”, afirma a analista.

Por exemplo, verificamos que o Cetoprofeno, medicamento anti-inflamatório, possui um preço máximo para o consumidor de R$ 50,76, conforme estabelecido pela tabela da Cmed. Contudo, ao compararmos os preços em diferentes farmácias, observamos variações significativas. Na Paguemenos, por exemplo, o valor é de R$ 45,92, mas com o desconto do CPF, o preço cai para R$ 21,45, mais de 50% de abatimento. Na DrogaRaia, o preço com desconto é de R$ 31,39. Já na Drogaria São Paulo, ao fornecer o CPF, o preço inicial de R$ 47,03 é reduzido para R$ 17,19.

Preço dos remédios terá dois aumentos nos próximos dias

O principal reajuste que deve aumentar o valor dos medicamentos no Paraná e no restante do Brasil é o definido pela CMED, que deve ocorrer no dia 31 de março. De acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o reajuste deve ser de 4,5%.

“A CMED estabelece os novos preços com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e em variáveis que levam em conta a reposição dos custos da indústria e do varejo, aumentos salariais, despesas com aluguel de lojas, entre outros fatores”, afirma a Abrafarma.

O reajuste envolve todos os medicamentos comercializados no Brasil, com ou sem receita.