A hora de eliminar a malária é agora

Portanto, a eliminação da malária não representa um custo e, sim, um investimento cujo retorno impacta o desenvolvimento social e econômico e libera recursos que podem ser utilizados em outras prioridades sanitárias.

O Brasil pode (e deve) dar passos importantes em direção à eliminação utilizando estruturas e tecnologias existentes. Por exemplo, a incorporação de agentes comunitários de saúde como um apoio adicional ao controle da malária é fundamental para a agilidade no diagnóstico e tratamento. Além disso, a recente aprovação do medicamento Tafenoquina é um enorme avanço já que reduz um tratamento de até 14 dias para apenas uma dose.

Fórum no Brasil debate advento dos biossimilares

Os medicamentos biossimilares entraram de vez na agenda de prioridades da indústria farmacêutica. Com faturamento recorde no Brasil e a promessa de uma nova regulamentação por parte da Anvisa, o segmento será o centro dos debates de um fórum latino-americano.

O Biossimilars Latam – Brazil 2023 acontecerá em São Paulo (SP) nos dias 16 e 17 de agosto.
O rol de palestrantes estará concentrado nos três principais mercados da região – Brasil, México e Argentina, com destaque particular para o nosso país. A abertura terá dois diretores da Anvisa. São eles Meiruze Freitas, diretora especialista em regulação na agência; e Fabrício Carneiro de Oliveira, gerente geral de medicamentos biológicos.

Executivos de três farmacêuticas que protagonizam o advento dos medicamentos biossimilares no país também estão entre os conferencistas. Fábio Antonelli, diretor de alianças estratégicas da Sandoz; Fernando da Costa Ribeiro, gerente de terceirização Latam da Eurofarma; e Thiago Mares Guia, vice-presidente executivo da Bionovis apresentarão os mais recentes movimentos de uma indústria que registrou R$ 702 milhões de receita em território nacional.

A agenda ainda contará com Fernando César Barbosa, CEO e fundador da Biotimize. Essa empresa de biotecnologia iniciou, em setembro do ano passado, uma rodada de captação de recursos para construir o primeiro complexo produtivo focado em medicamentos biológicos e biossimilares no Brasil.

Farmácias do Centro-Oeste crescem 73% em 5 anos

As farmácias do Centro-Oeste demonstram fôlego redobrado e vêm sendo âncoras do crescimento do setor, especialmente com o impulso das grandes redes e do associativismo.

A região foi uma das que mais avançou em participação no PIB nacional, segundo o último censo do IBGE. E o varejo farmacêutico acompanhou esse movimento, graças a uma evolução percentual de 73% em cinco anos. O faturamento saltou de R$ 9 bilhões para quase R$ 16 bi nesse período, de acordo com a IQVIA.

Os dados revelam uma evolução tímida na casa de 5% a 6% antes da pandemia, mas a Covid-19 foi decisiva para transformar esse cenário.

XP reitera ‘venda’ na Raia Drogasil

A XP elevou seu preço-alvo para a Raia Drogasil, mas manteve sua recomendação de ‘venda’ para a ação, chamando a líder do setor de “a rede de drogarias mais cara do mundo”. Segundo a analista Danniela Eiger, a RD negocia a 45,5x o lucro estimado para este ano e 35x o lucro do ano que vem, um prêmio de cerca de 15% em relação à média histórica. As informações são do Brazil Journal.

“Concordamos que a RD merece negociar com um prêmio dado seu sólido track record, com um CAGR de 25% nos últimos dez anos. A companhia também se destaca no setor tanto em termos de crescimento de ‘same store sales’ quanto de lucratividade,” escreveu a analista

Pesquisa avalia engajamento digital das farmacêuticas

A dianteira no engajamento digital coube à Eurofarma, com escore de 7,86 – mais de um ponto à frente da vice-líder Cimed, que totalizou 6,76. A Hypera Pharma figurou no terceiro lugar, com 6,54.

Para o CEO da Zeeng, Eduardo Prange, as três primeiras colocadas vêm trabalhando com eficiência a diversidade de conteúdos e de canais, considerando tanto postagens próprias como a exposição espontânea na imprensa.

“Essa estratégia vem se revelando fundamental para aproximar as marcas dos mais variados públicos, que não necessariamente acompanham todas as redes sociais”, analisa. “O resultado das outras quatro farmacêuticas, no entanto, nem atingiu metade da nota máxima, o que impõe a necessidade de muitas melhorias, em especial na geração de notícias na mídia”, comenta.

O fantasma das doenças crônicas não-transmissíveis

Nos países mais desenvolvidos, a adesão ao tratamento é em média de apenas 50%, e é ainda menor nos países em desenvolvimento. Na Gâmbia e China apenas 27% e 43% dos pacientes, respectivamente, aderem ao regime de medicação para hipertensão arterial. Os índices são similares em outras doenças como depressão (40%-70%), asma (43% para tratamentos agudos e 28% para manutenção) e HIV/AIDS (37%-83%). No Brasil, a não adesão aos tratamentos varia de 21% a 50% a depender da quantidade de comprimidos a serem ingeridos diariamente. A baixa adesão está associada ao aumento de visitas à emergência, hospitalizações, maior gravidade da doença, duração e custo de tratamento.

Com o envelhecimento populacional acelerado no Brasil, a pergunta não é SE teremos uma doença crônica e sim QUANDO teremos uma doença crônica. Mudar o cenário atual destas doenças exige uma mudança de perspectiva de todos os agentes: governo, indústria farmacêutica, classe médica e pacientes. É necessário desmistificar o olhar e entendimento da cura para uma abordagem de controle das doenças e busca pelo bem-estar e qualidade de vida.

É preciso implementar políticas públicas eficientes, desenvolver medicamentos que tragam maior adesão ao tratamento com comodidade e facilidade de uso (doses menos frequentes, formas farmacêuticas mais confortáveis para pacientes e cuidadores) e ampliar o acesso a informações científicas de qualidade.

É fundamental capacitar profissionais de saúde e famílias e, principalmente, ajudar os pacientes a aprender a conviver de forma mais serena e responsável com as doenças crônicas, sabendo que são os maiores interessados e responsáveis pelo ritmo e resultado dos seus processos de saúde.

*Stevin Zung é médico psiquiatra e diretor médico do Aché Laboratórios Farmacêuticos

Anvisa aprova molécula que previne a cegueira

Pacientes que precisam de tratamentos oculares frequentes ganham uma nova alternativa terapêutica. A Anvisa aprovou a molécula faricimabe, produzida pela Roche.

O novo medicamento é indicado para o tratamento de duas doenças que podem levar a cegueira quando não tratadas corretamente:

Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) na forma úmida

Edema macular diabético (EMD)

Ambas as doenças podem atingir a mácula, uma região no fundo do olho que é responsável pela formação da visão mais nítida e detalhada. O mecanismo de ação do medicamento fica a cargo de duas moléculas que atuam em vias distintas que comprometem a região em questão.

A aprovação da Anvisa foi baseada em estudos de fase 3 publicados no periódico Lancet, em que o faricimabe demonstrou eficácia e segurança para ambas as condições.

Quais ações de saúde valem a atenção dos investidores?

Hypera: é hora de comprar

O Citi aumentou o preço-alvo por ação da Hypera de R$ 48 para R$ 51 e reforçou a recomendação de compra para as ações.

O banco atualizou o modelo antes dos resultados do segundo trimestre, elevando marginalmente as estimativas de lucro para 2023 e 2024 em 5% e 3%, respectivamente. Além disso, projeta um lucro líquido de R$ 475 milhões para o segundo trimestre, alta anual de 4%, ou de R$ 436 milhões, excluindo o impacto dos juros capitalizados.

A casa também vê as ações negociando a um múltiplo de preço sobre lucro para 2024 de cerca de 12,2 vezes e rendimentos de dividendos de 3%-4%.

“Concordamos que o caso de investimento pode carecer de catalisadores óbvios no curto prazo, mas a combinação de avaliação barata, tendências de ganhos melhores e preocupações fiscais mais brandas podem continuar a apoiar as ações”, avaliam os analistas Leandro Bastos e Renan Prata.