Hypera deve lançar mais de 100 produtos em 2023, maior parte no 1º semestre

A Hypera deve lançar em 2023 mais de 100 produtos, com a maior parte sendo concentrada no primeiro semestre, afirmou nesta sexta-feira o diretor de relações com investidores da farmacêutica, Adalmario Couto.

Segundo o executivo, lançamentos de produtos em 2022 ocorreram principalmente na segunda metade do ano, o que deve gerar em 2023 um efeito mais significativo nos resultados da companhia.

O presidente-executivo da Hypera, Breno Oliveira, afirmou durante teleconferência com analistas que espera que 50% do crescimento de faturamento projetado pela companhia em 2023, de cerca de 14%, virá dos lançamentos de 2022 e 2023.

Hypera (HYPE3) valorizou mais de 60% em 1 ano – ainda tem oportunidade?

Embora a Hypera tenha feito investimentos altos e, na visão dos analistas, se comprometido financeiramente mais do que deveria, as marcas recém adquiridas já estão apresentando retorno.

Só no 4T22, as novas marcas geraram um crescimento de 30% na receita da companhia. Além disso, eles destacam que as aquisições tendem a alavancar os retornos de longo prazo e potencializar a distribuição de dividendos.

Outro ponto importante é que HYPE3 negocia a 13 vezes lucro, abaixo da média dos últimos cinco anos.

Por esses motivos, os analistas da Empiricus Research acreditam que, apesar das dívidas contraídas nas aquisições e guidance aquém do esperado, a companhia conta com boas avenidas de crescimento e, portanto, vale a pena investir nesta ação, especialmente para buscar retornos no longo prazo.

Atualmente a ação está presente em algumas carteiras recomendadas da Empiricus Research.

STANDOUT registra aumento de mais de 15% em marcas que utilizam seus serviços

A STANDOUT, referência em inteligência em trade marketing digital que auxilia marcas e indústrias a falarem diretamente com os seus públicos nas páginas de produtos dos e-commerces, registra aumento de mais de 15% de marcas que utilizam seus serviços em 2022. Além disso, nesse período a empresa também conquistou mais de 70 novos varejos digitais parceiros, agora são mais de 300 grandes comércios digitais com potencial para intensificar as vendas e inclui companhias como Pão de Açúcar, Amazon, Droga Raia e Casas Bahia.

“Apesar de 2022 ter sido um ano desafiador, que contou com uma certa imprevisibilidade no fluxo de investimentos de marketing muito fruto dos eventos políticos, nós conseguimos nos destacar no mercado, trazendo grandes contas para dentro de casa como Coca-Cola, Kimberly Clark, Vedacit, Kellog´s, Ferrero, Groupe SEB, Reckitt, Abbott e Eurofarma entre outras. Também tivemos um crescimento de 15% no número de colaboradores comparado com 2021”, reflete Andrea Miranda, cofundadora e CEO da STANDOUT.

EMS segue líder no mercado de genéricos

A EMS mantém pelo 10º ano seguido a liderança no mercado de genéricos, categoria de medicamentos que passou a ser aprovada no país com a implementação da Lei dos Medicamentos Genéricos (Lei 9.787), em fevereiro de 1999. Pioneira em 2000 na produção e comercialização destes produtos, a empresa movimentou R$ 7,2 bilhões em 2022, um salto de 16% em relação ao ano de 2021, segundo dados compilados pela IQVIA.

Governo se surpreende com mobilização de farmacêuticas para ajudar vítimas das chuvas em SP

Integrantes do governo federal se supreenderam com o grau de engajamento e a pronta-resposta de empresários — principalmente do setor farmacêutico — aos apelos de socorro à população atingida pela tragédia das chuvas no litoral norte de São Paulo.

Com trocas rápidas de telefonema e criação de um grupo de WhatsApp com membros das três esferas de governo e representantes das companhias que iam aderindo, foi possível arrecadar alimentos, água mineral, medicamentos, diversos outros itens de uso hospitalar (de alimentação específica a roupa de cama), transporte aéreo e terrestre, além de doações em dinheiro.
Entre as empresas que se engajaram, segundo a contabilidade informal feita por um membro do governo, estão Aché, Biolab, Blau, Boehreinger, Cazi Cellera, Cimed, Cristália, EMS, Eurofarma, Farmoquimica, Hospital Universitário da USP, Hospital Sírio-Libanês, Hypera, J&J, JSL, Libbs, Natulab, Novo Nordisk, Rioclarense Distribuidora e UniHealth

Biolab avança no exterior e prepara entrada nos EUA

Em janeiro, seis meses depois de comprar o laboratório canadense Exzell Pharma, dono de marcas como Swiss Naturals e Salinex, obteve o registro do Vonau Flash (ondansetrona), medicamento inovador contra náusea e vômito de dissolução oral quase imediata, na Arábia Saudita. Com isso, abriu caminho para vender o remédio, que no mercado árabe levará a marca Mundell, aos 22 países da Liga Árabe.

A empresa já exportava o Vonau para Equador e Colômbia e fornecia outro produto, o Encrise (vasopressina), usado no tratamento do choque séptico, à Arábia Saudita. O próximo passo é levar o Encrise para países da América Central, México, onde a distribuição deve ser feita por outra farmacêutica brasileira, a Eurofarma, e Canadá.

“Estamos buscando a aprovação para diferentes produtos no Canadá”, disse ao Valor o presidente e sócio da Biolab, Cleiton de Castro Marques. Segundo ele, no mercado internacional, a estratégia é chegar a países de moeda forte, como Estados Unidos. E o maior mercado farmacêutico do mundo é um destino provável já no curto ou médio prazo. “Vamos entrar com produtos menos complexos, mas com algum grau de inovação”, indicou.
A Biolab, que no ano passado faturou R$ 2,5 bilhões, tem atuação diversificada, incluindo mercado PET, mas ainda encontra no portfólio de cardiologia quase 50% de suas receitas. Com 45 lançamentos no ano passado, tem em portfólio 425 medicamentos de marca e genéricos, incluindo as diversas apresentações, e 81 itens na linha veterinária (Avert).