CEO da Roche prega proximidade com demais atores da saúde

A indústria da saúde manifestou sua preocupação com a sustentabilidade do trabalho da Anvisa. Entidades do setor assinaram uma carta pedindo a recomposição, com urgência, da força de trabalho da agência.

No texto, Abifina, Abimed, Abimo, Abiquifi, Alanac, Alfob, Anbiotec, Grupo FarmaBrasil, Interfarma, Pró-Genéricos e Sindusfarma saem em defesa da autarquia. Segundo as associações, “mesmo com programas como a Nova Indústria Brasil e o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, sem uma Anvisa saudável, inovações não serão possíveis”.

A publicação também destaca que a defasagem de pessoal pode se tornar ainda mais grave em breve. Isso porque há um número elevado de servidores que estão próximos de se aposentar. “Em um país cuja política industrial tem a saúde como um de seus principais pilares, não é condizente que seja dado tratamento indistinto à gritante necessidade de recomposição da força de trabalho de sua agência reguladora setorial”, diz o comunicado.

Estudo aponta desfavorecimento da indústria farmacêutica na justiça

Uma pesquisa realizada por professores de universidades paulistanas apontou indícios de litigância predatória contra a indústria farmacêutica na justiça gaúcha. As informações são do portal Jota.

Ao comparar as decisões do Tribunal Regional do Trabalho da 4° Região (TRT4), sediado em Porto Alegre (RS), os professores Luciano Timm (FGV/SP), Thomas Conti e Luciana Yeung (Insper) notaram uma disparidade no valor médio das causas e na porcentagem dos casos analisados pela corte.

No documento “Análise Econômica do Direito do Trabalho: um estudo de caso sobre a litigância predatória do setor farmacêutico no RS”, o grupo revelou que o valor médio das causas no estado é de R$ 293 mil, montante quase duas vezes maior que a média do TRT2 (SP), e 38% superior ao TRT1 (RJ).

Nos números de casos a disparidade também é evidente: os dez advogados que mais trabalharam em processos contra empresas farmacêuticas no TRT4 acumularam 2.373 ações, o equivalente a 57,9% do total. Nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro esse montante não superou 15,5% e 24,9%, respectivamente.

Sensação nas redes sociais, Carmed cresce 585%

Abraçada pela gen Z e elevada a trend no TikTok, a marca de protetores labiais Carmed registrou um crescimento de 585% em vendas nos 12 meses até junho e de 315% no acumulado de 2024.

Em sua fase mais recente, a marca tem apostado na colaboração com empresas e forte divulgação com artistas e influenciadores. Em junho, por exemplo, a companhia anunciou uma coleção em parceria com a cantora Ana Castela, com foco em seu público da geração Z (de 14 a 27 anos) e alfa (de até 13 anos).

Furtos no varejo voltam a crescer e atingem maior nível desde 2019

Outro aspecto que afeta os números são os lançamentos da indústria, e neste ano, já há expectativa que os furtos e roubos nas drogarias cresça versus o ano anterior, por conta da venda do Ozempic, para tratar diabetes. O medicamento, vendido a R$ 1,1 mil a caixa, virou uma febre entre os que querem emagrecer rápido. Neste caso, o produto tem sido mais alvo de roubo, do que furtos de funcionários, pelo aparatos de segurança em torno da Ozempic.

O primeiro bilhão de Lavitan: o plano da Cimed para tornar a marca de vitaminas bilionária (em 2024)

Se a explosão do hidratante labial Carmed levou a Cimed a receita recorde de R$ 3 bilhões no ano passado, a marca de vitaminas Lavitan é a grande aposta da farmacêutica para chegar aos R$ 5 bilhões em 2025.

Dos R$ 5 bilhões de receita previstos para o próximo ano, R$ 1,5 bilhão deve vir de Lavitan. Mas já em 2024, o principal produto da Cimed deve alcançar seu primeiro bilhão de reais em sell out.