Comitê da FDA vota de forma unânime a favor do medicamento para Alzheimer da Biogen

O comitê consultivo da Food and Drug Administration (FDA) votou unanimemente a favor do mais novo tratamento para Alzheimer desenvolvido pela Biogen, o Leqembi.

O remédio obteve aprovação acelerada em janeiro. Agora, o comitê estava avaliando se novos dados clínicos são suficientes para conceder uma aprovação total. Tal aprovação será fundamental para o reembolso dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid, que atendem a maior parte dos pacientes com Alzheimer.

A decisão, agora, segue para o aval final da FDA. Os membros do painel focaram, nesta sexta-feira (9), na eficácia e segurança do Leqembi em um estudo chamado Clarity-AD.

Todos os seis membros do painel votaram que o estudo Clarity-AD confirma, de fato, os benefícios do Leqembi como tratamento de Alzheimer

Mineira Ease Labs compra Colômbia Cannabis Company

Na segunda aquisição concretizada em menos de um ano, a Ease Labs deu um passo relevante rumo à verticalização completa de suas operações e, mais à frente, ao registro de medicamentos à base de cannabis no Brasil. Por valor não revelado, a empresa mineira, que foi uma das primeiras a produzir e comercializar produtos de cannabis medicinal no país, acaba de comprar 100% das cotas da Colômbia Cannabis Company (CCC), especializada no desenvolvimento genético da planta.

Do ponto de vista estratégico, disse ao Valor o presidente da Ease Labs, Gustavo Palhares, a recente aquisição é um divisor de águas. “O grupo passa a deter o maior valor que existe na ponta da cadeia produtiva, que está nas genéticas proprietárias”, explicou. “Vamos dominar a genética da planta. É o ponto de partida para o desenvolvimento do fitomedicamento”.

Ozempic ficará em falta até o final de 2023, segundo fabricante

O Ozempic deve continuar em falta até o final de 2023, com “disponibilidade intermitente”, segundo a farmacêutica fabricante, Novo Nordisk. O desabastecimento ocorre devido à alta demanda.

“Como fornecedora responsável e sempre preocupada com a saúde e segurança de seus pacientes, a Novo Nordisk comunica que todas as apresentações de Ozempic (0,25mg, 0,5mg e 1mg) no Brasil enfrentarão disponibilidade intermitente durante 2023 devido à demanda maior que a prevista”, afirmou a empresa em nota à Folha.

Cartilha alerta idosos sobre medicamentos e o trânsito

Idosos que fazem uso de antidepressivos, ansiolíticos, sedativos, antialérgicos, medicamentos que reduzem a glicose, analgésicos opioides e relaxantes musculares devem redobrar a atenção ao volante. Essas medicações comprometem a concentração, coordenação motora, os reflexos e a capacidade de dirigir, aumentando o risco de acidentes de trânsito.

O alerta é um dos capítulos da cartilha “Tenha uma Direção Segura! Manual da Pessoa Idosa Condutora”, voltada à população com 60 anos ou mais e familiares, elaborada pela disciplina de geriatria e gerontologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), pela Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego) e pela SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia).

União Química implementa bulas digitais com IA

As bulas digitais seguem no radar dos investimentos da indústria farmacêutica em inovação. Agora é a vez da União Química aderir a esse modelo, usando recursos de inteligência artificial.

Por meio de um QR Code contido nas embalagens dos medicamentos, é possível ter acesso a um menu interativo que contém informações facilitadas em texto, vídeo e áudio-bulas. O paciente também conta com alternativas como ligar para o SAC União Química por meio de um clique, aprender sobre descarte e reciclagem das embalagens de medicamentos, entre outras possibilidades.

O recurso é pioneiro no setor farmacêutico uma vez que usa inteligência artificial por meio da geração de vídeos bula gerado pela inteligência artificial com a avatar “Laura”.

“É uma nova experiência para o consumidor final. A dificuldade de ler uma bula pode derivar de vários aspectos, seja uma limitação visual ou até mesmo de compreensão de leitura. Por essa ferramenta agora o consumidor consegue navegar intuitivamente por um menu amplo, claro e interativo”, comenta Guilhermo Fragelli, diretor de tecnologia da informação da União Química.

As embalagens dos medicamentos da linha Genom hormonal já estão disponibilizadas ao mercado com este recurso. Agora a companhia trabalha na inserção dos demais produtos do portfólio, priorizando as linhas Genom oftalmologia e sistema nervoso central.

Registro emergencial de medicamentos segue em vigor

O registro emergencial de medicamentos e vacinas segue em vigor. A Anvisa publicou nesta segunda-feira, dia 5, resolução que permite renovar o uso dos fármacos que tiveram uso emergencial aprovado durante a pandemia. As informações são da Agência Brasil.

A lista contempla medicamentos que tenham sido fabricados até 21 de maio de 2023. De acordo com a resolução, o fim da emergência de saúde pública exige que as farmacêuticas registrem, de forma definitiva, todos os produtos do seu portfólio após esse prazo.

Reputação da indústria farmacêutica está em xeque

Com base nessas conquistas, apenas 32% dos grupos de pacientes pesquisados em 2022 classificaram o setor farmacêutico como “Excelente” ou “Bom” na melhoria do acesso dos pacientes aos medicamentos. Com os problemas relacionados à pandemia não mais em destaque na maioria dos países até 2022, as preocupações com a saúde de longo prazo – em particular, os atrasos que os pacientes enfrentam para receber tratamento – voltaram a se destacar no topo das preocupações.

Globalmente, até 52% dos grupos de pacientes pesquisados consideraram a melhoria do setor farmacêutico “regular ou ruim” no quesito acesso dos pacientes aos medicamentos. O problema de acesso foi sentido de forma particularmente forte na África (e os grupos de pacientes africanos pesquisados consideraram os preços injustos uma das muitas razões).

Segundo o Grupo Regional de Pacientes com Esclerodermia, do Brasil, os pacientes raros de reumatologia se uniram em manifestações e passeatas para conscientizar o governo e a indústria farmacêutica de sua existência.

O Grupo Nacional de Pacientes com Doenças Raras, da Argentina, acredita que as empresas farmacêuticas devem dialogar para negociar os custos junto com o Ministério da Saúde, movimentos sociais e associações de pacientes.

E para o Grupo Nacional de Pacientes com Doença Renal, do México, é preciso ter programas de medicamentos mais baratos para aqueles que têm menos ou que os medicamentos que estão prestes a expirar possam estar disponíveis para pacientes que não possuem recursos suficientes.

Empresa cria consignação de remédios de alto custo

A RV Ímola, empresa de Guarulhos (SP) com mais de uma década de atuação no transporte de medicamentos, abriu uma nova frente de negócios: a consignação de remédios de altíssimo custo.

O público-alvo são hospitais e planos de saúde que querem se livrar das pesadas despesas que envolvem a compra e armazenamento dessa categoria de drogas, cujo uso é muito restrito. Alguns chegam a custar quase R$ 1 milhão.

A economia gerada pelo negócio para esse público é de cerca de 40% porque, em vez de adquiri-los de uma só vez, eles só compram da RV quando há demanda.

Nesse primeiro momento, a empresa opera com drogas usadas no tratamento do câncer e imunossupressores.

Outra vantagem é que os hospitais não precisam mais negociar diretamente com as farmacêuticas a compra desses medicamentos.

Por concentrar as compras, a RV passa a ter volume e consegue negociar preços melhores com os fornecedores.

A entrega é feita de forma imediata aos hospitais.