Ozempic não vai acabar com a indústria de dispositivos médicos, diz CEO da Abbott

A revolução dos medicamentos contra a obesidade não deverá acabar com a indústria dos dispositivos médicos como alguns investidores parecem temer, afirmou Robert Ford, presidente de um dos maiores fabricantes de dispositivos, o Abbott Laboratories.

Na verdade, a empresa acredita que pode até lucrar com a crescente popularidade dos medicamentos para perda de peso, disse ele.

Em entrevista após a Abbott divulgar os resultados do terceiro trimestre nesta manhã, Ford afirmou que o número de pessoas que deverão usar medicamentos agonistas de GLP-1 (como Ozempic e Mounjaro) nos próximos cinco anos será uma pequena fração da população geral de pacientes com diabetes e doenças cardíacas que a indústria de dispositivos tem como alvo.

“Estamos falando de dezenas de milhões de pessoas” que não tomarão medicamentos GLP-1 e poderiam se beneficiar dos nossos dispositivos, disse ele. “Acho que há um pouco de incompatibilidade aí”, completou.

Quais os usos comprovados de cannabis medicinal até agora

Estudos randomizados, controlados e duplo-cego (considerados o padrão-ouro da medicina baseada em evidência) encontraram efeitos positivos do canabidiol para diferentes condições, sendo as principais:

Esclerose múltipla;

Epilepsia (principalmente em crianças);

Autismo;

Parkinson;

Fibromialgia e dor crônica (mais recentes).

Evidências para tratamento de distúrbios do sono, ansiedade, depressão e câncer são mais limitadas. Ainda há alguns usos em estudo, como dermatológicos e para prazer feminino, na forma de lubrificantes, mas estes ainda carecem de comprovação.

Agências regulatórias como Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e FDA (Food and Drugs Administration) aprovaram alguns medicamentos à base de Cannabis, mas não para todas as indicações acima.

No caso da FDA, a única terapia aprovada é o Epidiolex, para tratamento de esclerose múltipla.

A Anvisa tem 25 substâncias à base de canabidiol aprovadas para uso terapêutico, mas somente um registro de medicamento: o Mevatyl, indicado para adultos com espasticidade moderada a grave devido à esclerose múltipla que não responderam adequadamente a tratamentos anteriores.

Anfetaminas também poluem o meio ambiente

As autoridades europeias estão preocupadas com as consequências do consumo de anfetaminas nos consumidores e no meio ambiente. O OEDT (Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência) e a Europol (agência policial europeia) afirmam que a produção do estimulante sintético mais comum tem vindo a sofisticar-se e a dar a origem a um mercado regular, que movimenta já mais de um bilhão de euros todos os anos.

A Europa e o Oriente Médio são as regiões do globo que mais anfetaminas produzem e consomem, com especificidades em cada uma delas. Enquanto, na primeira, aquele estimulante é consumido em pó e pasta, no Oriente Médio é utilizado em forma de comprimidos, que são apresentados como sendo Captagon, mas não o são na verdade.

Sindusfarma monthly prescription (Sep. 23): Sales Slowdown

Sindusfarma data for Sep. 23 reported an overall deceleration in pharma retail sales with sell-in and sell-out (i.e., using PMB as a proxy) reaching +8.7% y/y and +6.6% y/y in September (or +10.9% and +8.3% y/y during 3Q23, respectively), dragged down by anemic volume growth (i.e., sell-in volumes -0.9%/+0.8% y/y in Sep.23/3Q23). Generic sell-in sales also decelerated to 16.8% y/y (or +15.1% LTM y/y and +18.8% y/y 3Q23). In short, the slowdown of sales in September somewhat supports our more cautious view regarding HYPE3’s top-line trends in Q3 (recent downgrade here). Conversely, we think it underscores RADL3’s top-notch execution and continued market share gains, with retail sales expected to remain c.+15% y/y in 3Q23 (recent update here).

Healthtech brasileira entra no radar de aceleradores europeus

Depois de trabalhar monitorando os agentes do SUS em uma cidade no interior de São Paulo, Pereira chegou a uma conclusão. “Esse profissional precisava muito mais de ajuda do que de controle”, conta o executivo.

Foi nesse nicho que o empreendedor resolveu investir, ainda em 2015. O programa atua congregando informações sobre os pacientes, acompanhando seu estado de saúde e também gerando um mapa demográfico da população.

A solução começou a chamar a atenção da indústria farmacêutica, o que motivou a separação em duas frentes diferentes.

O Instituto EpHealth, a vertente pública, conta com 45 mil profissionais cadastrados e seis milhões de pacientes, estando presente em quatro mil municípios.

Já o EpScience, braço privado, atua junto a farmacêuticas fazendo estudos por encomenda.

Com ambas as atuações, a healthtech brasileira já acumula uma receita anual de R$ 6 milhões. Valor esse que ainda não contabiliza alguns projetos em andamento. Para 2024, a expectativa é um avanço de 50%.

Medicamento dermatológico é nova aposta de laboratório

Um medicamento dermatológico faz com que a Sanofi cresça no retrovisor da Amgen. O laboratório está testando um fármaco para dermatite atópica, o amlitelimabe, que vem surgindo como opção para o tratamento estudado pela concorrente, o rocatinlimabe. As informações são da Bloomberg.

Em comunicado divulgado na última sexta-feira, dia 13, a fabricante informou que 46% dos pacientes testados apresentaram melhora visível na pele após tratamento por 24 semanas.

O resultado é ainda mais animador do que o anteriormente divulgado: 22% após tratamento de 16 semanas.
De acordo com Peter Verdult, analista do Citi, o amlitemabe tem um potencial máximo de vendas na casa de € 1,6 bilhão (R$ 8,5 bilhões), mesmo sem ser considerado o pioneiro em comparação com o rocatinlimabe.

O ensaio de fase 3 para o fármaco está planejado para o primeiro semestre de 2024. O mesmo remédio também está sendo estudado para a asma, mas o estágio ainda é intermediário.

Lululemon entra no S&P 500 com saída da Activision Blizzard

Alguns analistas também consideram que a Lululemon está posicionada para ganhar com o uso mais amplos de medicamentos para a perda de peso, como o Ozempic e o Wegovy.

Lorraine Hutchinson, analista do Bank of America, disse que a perda de peso na população em geral poderia impulsionar um ciclo de renovação dos guarda-roupas.

Para ela, marcas de estilo de vida mais atlético e focadas em jovens adultos, caso da Lululemon, estão entre as beneficiárias mais prováveis desse potencial de compras.