Natura registra lucro de R$ 7 bilhões no terceiro trimestre

A Natura&Co encerrou o terceiro trimestre de 2023 com lucro líquido consolidado de R$ 7,024 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 559,8 milhões apurado no mesmo intervalo de 2022. O resultado foi beneficiado pelo ganho de capital com a venda da marca de luxo australiana Aesop, concluída no trimestre.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 751,4 milhões entre julho e setembro, um avanço de 10% ante o apurado no mesmo intervalo do ano passado. A empresa também divulgou o Ebitda reportado, de R$ 490,5 milhões, valor 5,8% menor que o apurado um ano antes.

A receita líquida recuou 10,5% na mesma base de comparação para R$ 7,517 milhões. Em seu release de resultados a empresa explica que o crescimento na Natura América Latina e tendência praticamente estável na Avon International foram compensados por outro trimestre desafiador na The Body Shop e pela queda, já esperada, na Avon na América Latina.
“Conforme comunicado anteriormente, Natura &Co vendeu a Aesop por um Enterprise Value de US$ 2,6 bilhões. O fechamento ocorreu no dia 30 de agosto e os recursos permitiram que a empresa retornasse a uma posição de caixa líquido”, diz.

Dengue vai piorar no país em 2024, dizem especialistas

Na opinião dos infectologistas Júlio Croda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, e Carlos Magno Fortaleza, presidente da Sociedade Paulista de Infectologia, a dengue em 2024 poderá ser maior, inclusive com a ameaça de uma epidemia causada pelo sorotipo 3 —já há o encontro dele no Norte do país.

“Essas ondas de vírus diferentes aumentam, sobretudo, os casos graves. Isso é o que preocupa. Nós tivemos um ciclo de predomínio do sorotipo 1, que não confere imunidade para o 3. As pessoas que contraírem o 3 e já tiveram o 1 ou 2 anteriormente podem desenvolver a forma grave, que necessita de internação ou coloca a vida em risco”, explica Fortaleza.

A dengue possui quatro sorotipos. Quando um indivíduo é infectado por um deles adquire imunidade contra aquele vírus, mas ainda fica suscetível aos demais.

Exclusivo: Farmacêutica brasileira anuncia reestruturação

A nova estrutura do laboratório levará em conta dois eixos: reorganização de áreas corporativas e que dão suporte a todos os países e unidade de negócios (UNEG’s) e o agrupamento das áreas que atuam em geografias específicas.

Um dos principais pontos dessa nova estrutura diz respeito a Maurizio Billi. Apesar de seguir como presidente do conselho de administração, o executivo agora ocupará o cargo de CEO em nível global.

Além dessas posições, outros executivos de destaque nesta nova fase da Eurofarma são Marco Billi (CEO Internacional), Roberta Rezende (vice-presidência global de operações e estratégia), Maira Billi (diretora executiva).

Fiocruz amplia as opções de tratamento da Hepatite C no Brasil

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) realiza, nesta quarta-feira (8/11), a primeira entrega dos medicamentos Sofosbuvir e Daclatasvir ao Ministério da Saúde (MS). Destinados ao tratamento da hepatite C, serão fornecidas 800.800 unidades farmacêuticas. Essa primeira entrega é o resultado da parceria assinada com a Blanver S.A.

Com alto percentual de cura, a combinação Sofosbuvir e Daclatasvir representará uma economia de cerca de R$ 40 milhões ao ano ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da hepatite C. Com a transferência de tecnologia, Farmanguinhos/Fiocruz será o primeiro laboratório público no país a produzir medicamentos associados ao Sofosbuvir, com perfil pangenotípico, ou seja, efetivo contra diferentes tipos de vírus causadores da hepatite.

Mercado brasileiro tem maior ‘seca’ de IPOs em 25 anos

Nesse período, houve vários motivos locais e externos para o congelamento de ofertas. Agora, as incertezas são pautadas pelo movimento dos juros americanos e, no Brasil, por qual será a queda contratada para a taxa Selic até o fim de 2024, afirmam gestores e bancos de investimentos ouvidos pelo Valor. Com a volatilidade adicional trazida pela a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, muitas conversas esfriaram, devendo ser retomadas apenas no ano que vem.

A questão é quando, em 2024, isso poderá acontecer. Para que uma oferta saia ainda no primeiro trimestre, no entanto, o protocolo de documentos precisa ser entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) até meados de dezembro, o que já faz com que bancos de investimento comecem a postergar a estimativa de retomada para abril.

Negócio global do bem-estar teve receita de US 5,6 trilhões, segundo Global Wellness Institute

O bem-estar é um grande negócio global que teve uma receita de US$ 5,6 trilhões (R$ 27 trilhões) em 2022, de acordo com um novo relatório do Global Wellness Institute, um grupo líder na indústria. Até 2027, é esperado um crescimento adicional de 57%, atingindo US 8,5 trilhões (R$ 41,7 trilhões), cerca de duas vezes o Produto Interno Bruto da Alemanha.

Pesquisas da organização indicaram que, em 2013, esse faturamento era de apenas US 3,4 trilhões (R$ 16,8 trilhões). “Estamos surpresos com a resiliência da economia global do bem-estar e com o quão rapidamente ela se recuperou da pandemia”, disse Katherine Johnston, pesquisadora sênior do GWI, em um comunicado à imprensa.

Há várias estimativas sobre o verdadeiro tamanho da indústria do bem-estar. Por exemplo, um número frequentemente citado é de US$ 1,5 trilhão (R$ 7,36 trilhões), publicado pela consultoria McKinsey, em 2021. O bem-estar pode ser um rótulo genérico para uma grande variedade de negócios. Para seu relatório, o GWI definiu a indústria como “a busca ativa de atividades, escolhas e estilos de vida que levem a um estado de saúde holística.