15 farmacêuticas dominam 62% da venda de medicamentos

Nos últimos 12 meses até maio, a venda de medicamentos da indústria farmacêutica para o varejo movimentou R$ 154,9 bilhões. Deste total, R$ 96,4 bilhões foram originários desses 15 laboratórios, cuja participação beirava 51% no período pré-pandemia.
Das empresas que ocupam o top 15, apenas cinco são multinacionais. Considerando as dez principais farmacêuticas em vendas de medicamentos, só duas são do Exterior – Novartis e Novo Nordisk.
A Eurofarma deu o pontapé inicial ao adquirir 12 MIPs da Hypera Pharma, que que por sua vez efetivou a compra de 12 marcas da Sanofi, entre as quais AAS e Cepacol. A União Química incorporou nove hormônios femininos da Bayer, enquanto a EMS comprou a família Caladryl, da Cellera Farma

Setor de higiene e beleza tem superávit no 1º semestre

Apesar dos bons resultados do período, ainda existem desafios no cenário pós-pandemia para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. “Ainda sofremos o impacto dos fretes internacionais, a falta de disponibilidade de contêineres e a necessidade da melhoria do ambiente de comércio exterior”, diz Basilio. Para ele, apesar das adversidades do contexto atual, o setor mostra sua resiliência e tem conseguido alcançar números importantes nas exportações deste primeiro semestre.

Neo Química com novas versões de antialérgico

A Neo Química apresenta o Desrinite, composto por uma das moléculas anti-histamínicas mais modernas do mercado. O antialérgico à base de fexofenadina é indicado para os sintomas da rinite e urticária.
O medicamento promove, por 24 horas, alívio de manifestações alérgicas, como coceira no nariz, na garganta e nos olhos, espirros, obstrução nasal, coriza, lacrimejamento, vermelhidão ocular e coceira na pele. Tudo isso sem provocar sono.

Fitch eleva perspectiva de rating de 31 empresas brasileiras para estável; veja a lista

A Fitch revisou a persperctiva dos ratings de inadimplência do emissor (Issuer Default Ratings – IDRs) de 31 empresas brasileiras de negativa para estável. O movimento segue a revisão, na semana passada, da perspectiva do rating soberano do Brasil de negativa para estável. Os ratings de crédito das empresas foram mantidos.

Veja a lista completa das empresas que tiveram a mudança da perspectiva de rating pela Fitch:

1. Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.

Hypera está sendo disputada pela Eurofarma e Grupo NC

A Hypera é assessorada pelo Bank of America e o empresário João Alves de Queiroz Filho, conhecido como Júnior, e dono da empresa, contratou a BR Partners (BRBI11). A Eurofarma tem a assessoria do BTG Pactual (BPAC11), enquanto o grupo NC está com Itaú BBA e Safra.

Detalhes sobre governança também estão sendo debatidos internamente. A intenção de Júnior era ter um assento no conselho de administração e um acordo de acionistas, o que incluiria os mexicanos, mas Sanchez resiste. O dono da Hypera não parece que vai desistir facilmente também, mas as fontes ouvidas pelo Valor garantem que isso pode ser pacificado.

Por outro lado, a Eurofarma não está tão interessada em ser uma empresa aberta agora, o que traz mais resistência ao modelo de incorporação. Porém, as conversas continuam. Na discussão com a companhia, Júnior e os mexicanos também ficariam na empresa resultante.