Viveo quer ser uma one stop shop da saúde
Após promover 19 aquisições nos últimos dois anos e passar por uma reformulação completa que incluiu até a mudança do nome, a Viveo (ex-Mafra) – ecossistema que reúne empresas especialistas que atuam desde a fabricação de produtos e distribuição de materiais e medicamentos – agora que arrumar a casa. O objetivo é integrar as aquisições recentes para se tornar uma empresa one stop shop na área da saúde.
Em entrevista para a IstoÉ Dinheiro, o CEO Leonardo Byrro disse que quer ser o lugar de destino que as pessoas vão buscar tudo o que elas precisam para operar um negócio no dia a dia.
Com um faturamento de R$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre, 47,4% a mais que no ano passado, o executivo estima um crescimento orgânico de 15%. A atuação da empresa pode ser dividida em quatro grandes unidades de negócios. A Mafra, que herdou o nome original, é a maior e cuida da distribuição a hospitais e clínicas oncológicas.
Com o crescimento, a empresa passou a ter uma frente de atendimento direto ao consumidor com a Far.me. A aquisição foi concluída em fevereiro deste ano, após investimento inicial ainda em 2020. A startup oferece assinatura de medicamentos para os consumidores e tem como foco aquelas pessoas com doenças crônicas que fazem uso contínuo de remédios. É como se a Viveo pegasse a experiência em logística e administração de estoque de hospitais e transportasse para uma única pessoa. Já são mais de 4 mil assinantes entre São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).
Na lógica de integração de seus serviços, a Far.me abre espaço para que a Viveo atue junto a outras empresas do universo de saúde. Isso porque, além de garantir a entrega de remédios, a iniciativa promete um sistema de apoio ao paciente para tirar dúvidas. Em conjunto com a disponibilidade, segundo Byrro, tem potencial para diminuir as chances de abandono de tratamento e consequente retorno aos hospitais e aumento da sinistralidade dos planos. “Queremos criar um modelo no qual a gente diminua o custo de saúde como um todo por meio de uma adesão maior ao tratamento”, disse.