No decorrer da entrevista, Patrícia explicou que o espaço funciona como um laboratório acelerado. Devido ao confinamento, à radiação e à microgravidade, o corpo humano passa por transformações fisiológicas intensas em pouco tempo, como perda de massa muscular, enfraquecimento ósseo e alterações no sistema imunológico. Ela compara esse estresse celular ao de pais muito cansados ou trabalhadores exaustos: “O estresse literalmente envelhece”. Na Estação Espacial, por exemplo, astronautas desenvolvem sintomas como a degeneração macular relacionada à idade em apenas dois meses, condição que normalmente surge após os 50 anos na Terra.
Com isso, medicamentos e suplementos antioxidantes, como a coenzima Q10, vêm sendo estudados com mais eficácia no espaço.