As perguntas continuam: o medicamento de venda livre, que foi vendido sem lacre de segurança, é verdadeiro ou falso? Se não é falso, porque veio sem o lacre de segurança?

A marca Sanofi estampada na embalagem: é da Sanofi ou da Hypera?
Desde a publicação da matéria “Medicamento sem lacre anti-adulteração. É perigoso?”, em 17 de abril, se passaram 18 dias sem que um dos maiores laboratórios do país, a Hypera, tenha se manifestado ao Jornal 140. A Sanofi, cujo nome aparece no medicamento AS Infantil, diz que o problema não é com ela. Entenda.
A Sanofi, via assessoria de imprensa, informou ao Jornal 140 que o medicamento AS Infantil não integra mais o seu portofólio desde julho de 2021 quando houve a venda da marca para a Hypera. Ocorre que a data do medicamento – falso ou verdadeiro – é de 07/2022 (veja foto abaixo).

A reportagem teve início a partir da compra de uma caixa de AS Infantil, no dia 23 de março, pelo editor-geral do Jornal 140, Ricardo Braga. Ao abrir o medicamento, Ricardo notou que não havia o lacre de segurança.
Obrigatório
O lacre de segurança é obrigatório no Brasil, mesmo para medicamentos comercializados na área externa dos balcões das farmácias; na parte de dentro, onde ficam os atendentes, há os medicamentos controlados em que há a necessidade de apresentação de receitas médicas.
Medicamentos vendidos na área externa recebem o nome de OTC, do inglês, “over-the-counter”.
O assunto é grave. Os lacres são obrigatórios desde os envenenamentos do Tylenol que mataram consumidores nos EUA em 1982. Ou seja, a presença do lacre representa uma segurança para o consumidor de que o medicamento que comprou é seguro, não teve violação e também não é falso.
Anvisa
Procurada pelo Jornal 140, a Anvisa se manifestou e confirmou a obrigatoriedade do lacre de segurança dos medicamentos.
Na publicação do dia 17 de abril, o editor fez três perguntas, ainda não respondidas, que publicamos abaixo:
1) O medicamento AS Infantil, da Sanofi (ou Hypera), comprado em 23 de março, é verdadeiro ou falso?
2) Se for falso, como foi parar lá? De quem é a responsabilidade?
3) Se for verdadeiro, porque o medicamento foi comercializado pela Sanofi/Hypera sem o lacre de segurança?
A matéria aguarda a manifestação da Hypera, que terá o espaço disponível para esclarecimento aos leitores.
Fonte: Jornal 140