Hypera (HYPE3) vai emitir R$ 800 mi em debêntures não conversíveis em ações

A farmacêutica Hypera (HYPE3) informou nesta segunda-feira que seu conselho de administração aprovou a emissão de 800 milhões de reais em debêntures simples, não conversíveis em ações, com prazo de vencimento de 5 anos contados a partir de 25 de abril.

Em comunicado ao mercado, a companhia esclareceu que serão emitidas 800 mil debêntures, cada uma com valor de 1 mil reais.

A remuneração dos papéis será equivalente a 100% do DI, com acréscimo de 2,20% ao ano.

Conforme a Hypera, os recursos obtidos por meio das debêntures serão utilizados em um “reperfilamento de dívidas”.

Como o mercado vê a proposta de Fernando Haddad de acabar com os JCP

O JCP é uma das formas que uma companhia tem para distribuir parte dos lucros aos investidores. A principal diferença para os dividendos está na forma que esse pagamento é contabilizado e tributado.

No caso dos dividendos, o acionista que recebe a remuneração é isento de imposto de renda (IR). Este capital não é dedutível para fins de apuração do lucro líquido, que é tributado em 34%, mais PIS e Cofins.

Já o JCP é entendido como uma despesa para a companhia, por isso é deduzido do lucro antes da incidência de IR.

Na prática, o JCP diminui o lucro líquido tributável e, por consequência, a quantidade de imposto pago. Em contrapartida, os investidores têm um desconto de 15% na fonte sobre a remuneração. “É polêmico, porque pode ser entendido como uma espécie de artifício contábil. A empresa acaba pagando menos impostos por remunerar o acionista”, afirma Daniela Froener, sócia e advogada tributarista do Silva Lopes Advogados.

O pagamento de juros sobre capital próprio é calculado pela aplicação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 6,05% ao ano, sobre o patrimônio líquido da companhia. E esse cálculo não pode ultrapassar 50% do lucro líquido do exercício antes da dedução do próprio JCP, do IRPJ e depois da dedução do CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) ou 50% dos lucros e reservas de lucro acumulados no exercício (o que for maior).

Saiba como a Cimed levou um suplemento para a gravidade zero

A Cimed levou o suplemento Lavitan X Bio Complex para a gravidade zero. A campanha, assinada pelos Abdala Brothers, foi rodada em um voo da NASA, nos Estados Unidos.

O briefing recebido por André e Salomão Abdala tinha como ideia principal mostrar o investimento da Cimed em longevidade, através de pesquisas espaciais.

“Algo que ficou muito claro para a gente foi o conceito. A primeira imagem tinha que ser esse astronauta, em gravidade zero, tentando pegar o Lavitan. É básico, simples, mas muito efetivo. E que escreve muito claro para quem vê: a Cimed está indo para o espaço”, explicou Salomão Abdala.

Medicamentos para gripe ajudam a compensar queda na demanda pós-covid da Roche

Segundo a companhia suíça informou nesta quarta-feira (26), as vendas caíram 6,8%, para 15,3 bilhões de francos suíços (US$ 17,2 bilhões). O recuo é menor do que os analistas esperavam.

O medicamento Covid Ronapreve estava entre os medicamentos que superaram as expectativas de vendas, embora a chefe da unidade farmacêutica, Teresa Graham, tenha dito que os pedidos vieram de contratos previamente acordados. Ela disse que a Roche não espera vendas adicionais de Ronapreve daqui para frente.

Os pedidos do medicamento Vabysmo, para os olhos, e do Xofluza, prescrito para gripe, também superaram as estimativas, enquanto o Tecentriq, para câncer, ficou um pouco aquém.

A atualização desta quarta-feira é o primeiro relatório do CEO, Thomas Schinecker, aos investidores desde que ele assumiu o cargo do atual presidente, Severin Schwan, no mês passado.

Investidor aumenta pressão por cisão da Bayer

O investidor ativista Bluebell Capital Partners está pressionando pela separação dos negócios farmacêuticos da Bayer de seus braços de saúde do consumidor e ciência agrícola. Segundo reportagem do Fierce Pharma e do Financial Times, o acionista argumenta que “falta sinergia” entre as divisões da companhia e também pede a mudança no conselho de supervisão.

Em apresentação enviada à Bayer, a Bluebell argumenta que a empresa precisa ir além da nomeação de Bill Anderson, ex-diretor executivo de negócios farmacêuticos da Roche, como novo CEO, que assumirá no próximo mês de junho. O investidor argumenta que a Bayer deve se comprometer a garantir que os quatro membros do conselho de supervisão cujo mandato expira no próximo ano não buscarão a reeleição, o que enviaria um sinal forte de descontinuidade para a empresa com desempenho abaixo do esperado.

A intervenção da Bluebell chega em um momento crítico para a Bayer, já que o CEO Werner Baumann deixará a empresa no próximo mês. As ações da Bayer subiram mais de 20% este ano, mas ainda estão sendo negociadas um terço abaixo do que eram há cinco anos.

Anvisa agiliza liberação de produtos importados

A Anvisa vai aprimorar o “canal verde”, que prevê a liberação simplificada de produtos importados de baixo risco submetidos à vigilância sanitária. A autarquia também pretende reduzir o prazo de análise de produtos de maior risco de 20 dias para 8.

A informação foi dada pelo diretor da 5ª Diretoria da Anvisa, Daniel Meirelles Fernandes, em encontro na sede do Sindusfarma, em São Paulo, coordenado por Rosana Mastellaro, diretora Técnico-Regulatória e de Inovação.

Saúde deixa vencer 56 milhões de anticoncepcionais comprados na gestão Bolsonaro

O Ministério da Saúde perdeu 56 milhões de pílulas anticoncepcionais que venceram em março. Os produtos foram comprados na gestão de Jair Bolsonaro (PL) e estavam estocados desde 2021.

Os dados de insumos da pasta estão sob sigilo desde 2018, e seguem assim por decisão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações obtidas pelo jornal “Folha de S.Paulo” indicam que lotes com mais 60 milhões de comprimidos ainda podem perder a validade de abril a junho.