Comunicado de recolhimento voluntário – Maleato de Timolol 5 mg/mL, solução oftálmica

O Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº.
60.659.463/0029-92, com sede na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 – 20º andar – São Paulo/SP – CEP 05426-100, informa que está procedendo com o recolhimento voluntário do lote 2211686 do medicamento maleato de timolol 5 mg/mL, solução oftálmica (registro na Anvisa [1.0573.0615.001-7]), em virtude da detecção de alteração na faixa de pH.

A ação de recolhimento trata-se de uma medida preventiva motivada pelo reiterado compromisso do Aché em garantir a qualidade, eficácia e segurança de seus produtos junto aos pacientes, profissionais de saúde e parceiros de negócio. Por fim, ratifica que os demais lotes disponíveis no mercado destes medicamentos podem ser consumidos normalmente.

Raia Drogasil: Endividamento de concorrentes gera oportunidade de crescimento para a companhia

O executivo destaca que a companhia é resiliente e tem uma demanda gerada pelo envelhecimento da população, sendo menos dependente das variações do PIB.

O vice-presidente da companhia, Eugênio de Zagottis, destacou a expansão da rede na região Centro-Oeste, com a inauguração de um centro de distribuição em Cuiabá. A expansão da rede em São Paulo foi de 22%.

A plataforma digital do grupo foi citada como uma ferramenta para fidelizar o consumidor. Um cliente pontual compra cinco vezes ao ano, enquanto um assíduo compra em média 21 vezes ao ano. Já o cliente assíduo e digitalizado alcança em média 26 compras ao ano, com tíquete médio superior aos demais. De acordo com os dados da companhia, 1,4 milhão de clientes são assíduos e digitalizados.

A receita digital cresceu 63,3% em relação ao primeiro trimestre de 2022, com R$ 1,07 bilhão. Já a participação desse negócio na receita total ficou em 13,7%, ante 10% no mesmo período do ano passado.

Nas lojas físicas, houve crescimento de vendas de 12,6% nas unidades maduras no primeiro trimestre, 7,9 pontos percentuais acima do IPCA de 4,7%. O comando do grupo afirmou que há ganhos de margens nas lojas maduras, com o crescimento acima da inflação.

Modulação de fim de extensão de patentes é analisada no STF

A discussão em torno da extensão de patente de medicamentos chega a um novo estágio no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma reclamação (Rcl 59091) apresentada pelo laboratório EMS em 12 de abril sustenta ser legítima a adoção de providências para produção da versão genérica do anticoagulante rivaroxabana antes da publicação da Ação Direta de Inconstitucionalidade 5529 — que limitou a 20 anos o prazo de patente, contados a partir do depósito do pedido.

A ADI considerou inconstitucional o parágrafo único da Lei de Propriedade Industrial, que determinava que o prazo de patente não poderia ser inferior a 10 anos da decisão do INPI aprovando a concessão. A decisão foi publicada em maio de 2021, com efeito retroativo para medicamentos. Dias depois, a versão genérica do rivaroxabana foi lançada no mercado. Pelo critério fixado pela ADI, a patente do medicamento expirou em dezembro de 2020.

Em suas manifestações na Justiça, a Bayer, contudo, sustenta que as ações preparatórias, como importação de lotes de produtos necessários para fazer o medicamento e pedidos de registro da Anvisa, somente poderiam ter sido adotadas a partir da ADI.

A discussão teve início na 3ª Vara Cível de Hortolândia. Ali, a decisão foi favorável à Bayer. A EMS foi condenada a destruir os lotes produzidos antes da ADI e ao pagamento de indenização por perdas e danos. Na sentença da 1ª instância, fica claro que o medicamento foi produzido em abril de 2021 — depois, portanto, do fim da patente, mas antes da publicação da ADI.

Governos desperdiçam R$ 1 a cada R$ 3 em medicamentos

O processo de compra de medicamentos no Brasil é ineficiente e sem padronização, segundo avaliação do deputado Daniel Soranz (PSD-RJ), ex-secretário de Saúde do Município do Rio de Janeiro. As informações são do Monitor Mercantil.

Estudo realizado pela equipe do parlamentar mostra que a falta de centralização na compra de medicamentos no país representa prejuízo bilionário para os cofres públicos. De acordo com o levantamento, dos R$ 21,4 bilhões gastos em compras de medicamentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), R$ 6,5 bilhões – ou seja, quase 1/3 – poderiam ser economizados anualmente, considerando todos os remédios comprados de forma não centralizada.

Significa dizer que quase R$ 1 em cada R$ 3 é desperdiçado. Se considerar apenas os medicamentos genéricos, a economia seria de R$ 1,2 bilhão. “São quase 5 mil licitações por ano para comprar o mesmo produto. Isso acaba com o poder de compra do Estado, o que é muito grave, porque torna a compra ineficiente e mais cara”, considera o deputado.

O levantamento mostra que em alguns itens a variação de preço pode chegar a até 20 vezes na compra de medicamentos genéricos. O deputado cita o caso do Atenolol, remédio usado para o controle da hipertensão. Entre as licitações que foram realizadas para a compra do produto, o preço mínimo encontrado foi de R$ 0,03, e o máximo, de R$ 0,74, uma variação de 2.366%. O valor médio, por sua vez, foi de R$ 0,08, e a mediana, de R$ 0,07.

A variação de preço da Dipirona, medicamento usado frequentemente para tratar dores e febre, chega a 1.566%, com mínimo de R$ 0,03 e máximo de R$ 0,49. O preço médio é de R$ 0,15, e a mediana, de R$ 0,13. Para o parlamentar, a variação de preço entre os cerca de 5 mil compradores é muito grande e poderia ser eliminada se o Estado usasse seu poder de compra.

Anvisa aprova realização de testes rápidos em farmácias

A Diretoria Colegiada (DICOL) da Anvisa aprovou nesta quarta-feira, dia 3, a realização de testes rápidos s nas farmácias. A nova Resolução substitui a RDC 302/2005, e institui novos critérios técnico-sanitários para o funcionamento de Laboratórios Clínicos, de Laboratórios de Anatomia Patológica e de outros Serviços que executam as atividades relacionadas aos Exames de Análises Clínicas (EAC) no Brasil.

Com isso, a normativa abre a possibilidade de realização de EAC em farmácias, no âmbito da atenção à saúde e dos serviços farmacêuticos, em caráter de triagem e nos consultórios isolados. Até então, só era permitida a realização de dois tipos de testagens – as que aferem casos de Covid-19 e glicemia. A realidade, no entanto, é que as farmácias e drogarias já contam com estrutura e tecnologia para promover pelo menos 40 testes laboratoriais remotos.

EMS compra Dermacyd, da francesa Sanofi, por € 66 milhões

Maior farmacêutica brasileira, a EMS acertou a compra do Dermacyd, marca global de sabonetes íntimos da francesa Sanofi, por cerca de € 66 milhões (R$ 366 milhões ao câmbio atual). Com a aquisição, a empresa do grupo NC, mais conhecida pelo pioneirismo e liderança em genéricos, avança em sua estratégia de ganhar musculatura em medicamentos isentos de prescrição (OTC, na sigla em inglês) e de internacionalização dos negócios.

A transação, que ainda depende do aval de autoridades antitruste em diferentes países, compreende propriedade intelectual, comercialização e fabricação de um portfólio de 17 produtos da linha na América Latina. Líder no Brasil com 28% de participação em valor de vendas, o Dermacyd também tem presença relevante no México, no Peru e na Argentina, onde é vendido sob a marca Lactacyd.

“O grupo se consolidou em genéricos, em prescrição, depois no segmento hospitalar e foi comprando marcas fortes. Agora, quer trabalhar essas marcas do ponto de vista do consumidor”, disse ao Valor Cinthia Ribeiro, que chegou à EMS há três meses com a missão de reposicionar a área de OTC e traçar estratégias de crescimento para as marcas da farmacêutica.

Com quase 20 anos de experiência no setor, entre laboratórios brasileiros e multinacionais, como a própria Sanofi, Aché, Pfizer e Genomma Lab, a executiva assumiu a diretoria Comercial e de Marketing da unidade de negócios de Marcas, que também compreende a área de OTC.
“Hoje, essa é a menor unidade de negócios da companhia, com cerca de 10% a 12% do faturamento. Mas pode estar entre as maiores”, afirmou a executiva. Para 2023, a meta para a área de OTC é alcançar vendas (pelo critério PPP, que considera os descontos concedidos) de R$ 300 milhões, com expansão de 25% frente a 2022. Crescimento orgânico e potenciais novas aquisições vão contribuir para a evolução nos próximos anos, indicou a executiva. “Também vamos avaliar fusões e aquisições. Temos um radar ativo, mas vamos crescer das duas formas”, disse.

O negócio de prescrição já se tornou o mais relevante da EMS, com participação de 37%. Em seguida vieram os genéricos, com 35%. Marcas, OTC e institucional (“non-retail”) responderam por 28%. No ano passado, o conglomerado faturou R$ 20,9 bilhões.

No primeiro inverno pós-Covid, Cimed quer vender R$ 500 milhões – e chegar a R$ 3 bi no fim do ano

Em 2022, a Cimed queria ser ‘a Natura’ do setor farmacêutico. Um ano depois, a situação da empresa de cosméticos piorou — como reflexo de inflação e guerra na Ucrânia, entre outros motivos. Mas a Cimed fez o caminho contrário. A receita, que era de R$ 1,5 bilhão em 2021, passou para R$ 1,9 bilhão em 2022 (com crescimento também de Ebitda) e, em 2023, a meta de chegar aos R$ 3 bilhões segue viva. Para chegar até lá, um passo importante acontece nos próximos meses: a campanha de inverno.

Anvisa vota ampliação de serviços clínicos nas farmácias

Os serviços clínicos nas farmácias podem ganhar um importante avanço com nova regulamentação que deverá ser votada a partir desta quarta-feira, dia 3 de maio. A Diretoria Colegiada da Anvisa vai deliberar sobre o texto da RDC 302/2005, um marco nos exames laboratoriais no país que também possibilita ampliar a oferta de serviços clínicos no varejo farmacêutico.

A resolução a ser votada institui novos critérios técnico-sanitários para exames laboratoriais, bem como testes rápidos em estabelecimentos. E é nesse caso que entram as farmácias, que hoje só podem realizar dois tipos de testagens – as que aferem casos de Covid-19 e glicemia. A realidade, no entanto, é que as farmácias e drogarias já contam com estrutura e tecnologia para promover pelo menos 40 testes laboratoriais remotos.

O tema chegou a entrar em pauta na reunião ocorrida em 29 de março, mas a agência retirou o texto para nova avaliação. A Anvisa emitiu nota alegando que o assunto seria retomado “com a brevidade necessária, mas sem perder de vista a sensibilidade da matéria e a necessidade de construção de uma minuta que permita o aprimoramento técnico e sanitário dos serviços de diagnóstico do país, pautada na ciência e nas lições aprendidas desde a edição da RDC nº 302, em 2005”.