Compras do SUS têm menos farmacêuticas nacionais

As compras do SUS vêm reduzindo a participação das farmacêuticas brasileiras. A conclusão é de um estudo do Grupo FarmaBrasil, que não esconde a preocupação com essa tendência.

O levantamento compara o fluxo de importação de medicamentos nos anos de 2010 e 2020. De dez anos para cá, a participação de produtos estrangeiros no volume de compras da rede pública saltou de 35,7% para 48,4%. E a situação claramente se agravou a partir da pandemia.

“Essa diminuição está atrelada à pressão por medicamentos de alta complexidade e pelos custos crescentes nas compras governamentais. Em paralelo, convivemos com a ausência de políticas públicas para desenvolver as farmacêuticas brasileiras frente às novas técnicas”, comenta o presidente da entidade, Reginaldo Arcuri.

Como consequência, o dirigente enxerga defasagens crônicas na viabilização de medicamentos avançados com uso de tecnologia nacional. “Por outro lado, percebemos um empenho da indústria brasileira na concepção de medicamentos que utilizam engenharia genética nas células. Os anticorpos monoclonais podem abrir caminho para o tratamento de diversas doenças como o câncer”, ressalta.

Pague Menos tem prejuízo líquido de R$ 62,8 milhões no 1º tri, revertendo lucro de um ano antes

A Pague Menos ainda reduziu para 20 a sua projeção de novas lojas a serem abertas ao longo do ano. Anteriormente, a companhia previa abrir 60 novas unidades.

“A companhia continua acreditando no relevante potencial para o crescimento orgânico, contudo, optou pela redução no ritmo de aberturas em 2023 em função do cenário macroeconômico com elevadas taxas de juros e a necessidade de alocação de capital adicional em estoques conectada com o processo de integração e capturas de sinergias da Extrafarma”, disse a companhia em comunicado ao mercado.

A projeção para 2024 de abertura de 120 novas lojas foi mantida.

O problema da concentração de poder

Há anos, a China tem conseguido inundar os mercados mundiais com quase todo tipo de produto, desde aço barato e equipamentos de proteção individual (EPIs) subfaturados até produtos de ponta, graças a sua capacidade de reduzir artificialmente os salários e de ignorar tanto as preocupações ambientais, quanto (com muita frequência) as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Graças à sua economia de escala, a China ruma para se tornar a maior exportadora mundial de veículos elétricos, o que levará a uma série de novas disputas comerciais.

A China também tem poder monopolista em muitas cadeias de suprimento cruciais, como as de insumos farmacêuticos e de terras-raras. Uma análise feita em 2022 pela Comissão Econômica e de Segurança EUA-China, 41,6% das importações americanas de penicilina vêm do país, que também tem 76% da capacidade produtiva mundial de células de bateria e 73,6% da de imãs permanentes (um componente crucial dos veículos elétricos). Entre 2017 e 2020, a China forneceu 78% das importações americanas de componentes produzidos com terras-raras. Os EUA têm disponibilidade própria de alguns minerais, mas em razão dos subsídios chineses, algumas empresas americanas encerraram a produção.

Rishi Sunak to allow pharmacists to prescribe some drugs directly

Rishi Sunak has announced plans to allow people in England suffering from a range of common ailments to get prescription medication directly from a pharmacy, as the prime minister hurried to deliver on his promise to cut NHS waiting lists.

The measures, which relate to drugs for conditions such as earache and sore throat, mean patients could access these medications without having to see a family doctor first.

Sunak, who is under pressure after the Conservatives lost about 1,000 seats in the local elections last week, made the commitment to reduce queues for treatment at the start of the year, one of five priority policy areas that he said on Tuesday he was “getting on with delivering”.

Saiba como proteger as crianças contra doenças respiratórias no outono e no inverno

Destacam-se o VSR (vírus sincicial respiratório), o influenza, parainfluenza, bocavírus humano, vírus metapneumônico, adenovírus e o rinovírus.
Nas últimas quatro semanas, ele foi responsável por 48,6% dos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) com resultado laboratorial positivo para os pequenos. No mesmo período, a Covid-19 predominou em adultos.

“Embora para o VSR ainda não tenhamos vacina disponível, levar às crianças para tomar as vacinas contra a gripe e a Covid-19 reduz a chance de problemas respiratórios por esses outros vírus que também são perigosos. Isso diminui a própria exposição das nossas crianças ao sincicial nos hospitais e postos de saúde”, ressaltou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

De câncer a gripe, as doenças na mira de novas vacinas de mRNA após Covid

Existem certas ideias que, apesar de promissoras, ficam empacadas e demoram para virar realidade. De certa maneira, as vacinas de mRNA se encaixam nesse conceito: são estudadas há décadas, mas só fizeram uma “estreia oficial” durante a pandemia de Covid-19, quando as farmacêuticas Pfizer/BioNTech e Moderna lançaram os primeiros imunizantes baseados nessa tecnologia.

Como você vai entender ao longo deste artigo, essa plataforma que ajudou a conter as ondas de casos, hospitalizações e mortes relacionadas ao coronavírus foi inicialmente pensada como um tratamento contra o câncer há várias décadas.

E agora, graças à alta efetividade das vacinas recentes, o mRNA vive uma “era de ouro” e é testado como possível opção terapêutica contra as mais variadas doenças —dos tumores à gripe; do colesterol alto ao lúpus.

Votorantim paga mais de R$ 1,2 bilhão por 5,1% da Hypera e entra no setor farmacêutico

Companhia da família Ermírio de Moraes vem nos últimos tempos estudando várias oportunidades no setor de saúde e a área farmacêutica era um dos alvos do conglomerado

No ano passado, segundo informou o Valor, o grupo NC, dono da EMS, e a Eurofarma estiveram disputando uma potencial fusão com a Hypera.

A aquisição da Votorantim se deu por meio da contratação de instrumentos derivativos com liquidação financeira referenciada nas ações, conforme o comunicado. A VSA diz que não objetiva alterar a composição de controle acionário atual, que tem Júnior como principal acionista, com mais de 21%.

Hypera: Comunicado ao Mercado

A HYPERA S.A. (“Companhia” ou “Hypera Pharma”) informa que, nos termos do artigo 12 da Instrução CVM 44, de 13 de agosto de 2021, recebeu, em 07 de maio de 2023, notificação da Votorantim S.A. (“Votorantim”), informando que passou a deter 32.398.300 ações ordinárias da Companhia, correspondentes a aproximadamente 5,11% do seu capital social.

Adicionalmente, informamos que, segundo a mesma notificação, atualmente a Votorantim e suas afiliadas não possuem a intenção de adquirir o controle ou alterar a estrutura administrativa da Companhia.

Marca própria deve movimentar R$ 500 mi na DPSP

A operação de marca própria ganha prioridade na plataforma de expansão do Grupo DPSP, proprietário das Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo. A companhia prevê encerrar 2023 com 790 SKUs e R$ 500 milhões em vendas de produtos da categoria, 65% a mais do que em 2022.

A estratégia para atingir essa meta passa pelo lançamento de 210 itens, a começar por uma linha de desodorantes. O grupo prepara ainda os novos portfólios da Ever Home, de produtos para casa; e Ever Nutri, composta por balas de gengibre, doces sem açúcar e barrinhas de proteína e de cereais.

“O incremento ocorrerá a partir de novas famílias de produtos, mas também por artigos que estão em curva de maturação. Um exemplo é a linha infantil Ever Baby, na qual temos um market share bem maduro”, afirma Andrea Sylos, diretora comercial e de marketing do Grupo DPSP, em entrevista exclusiva ao Panorama Farmacêutico.