Pressão do modelo de desenvolvimento está levando à extinção em massa da vida na Terra

Dentro do espectro do 8j, a decisão mais difícil é sobre a repartição de benefícios dos produtos obtidos com as sequências digitais de recursos genéticos, o DSI. Se antes laboratórios farmacêuticos precisavam de uma amostra física de uma planta para criarem um analgésico (e de um indígena que apontasse aos pesquisadores qual planta no meio da floresta tinha essa propriedade), o avanço da tecnologia mapeou biomas, colocou os dados em bancos nos EUA, na Europa e no Japão, e a origem do recurso natural se perdeu.

Ocorre que um dos pilares da Convenção da Biodiversidade é a repartição de benefícios obtidos com seu uso econômico. Este é ponto nevrálgico dos embates em Cáli. O governo brasileiro e dos países em desenvolvimento com biodiversidade entendem que a COP 16 deve criar um mecanismo para que o setor privado (indústrias de alimentos, medicamentos e cosméticos, por exemplo), paguem pelo uso dos recursos naturais com sequenciamento genético.

A reguladora antitruste que corre o risco de perder o emprego

Suas investigações sobre a indústria de inaladores descobriu que há patentes no setor cuja função é, unicamente, barrar os genéricos e inibir a competição. Numa entrevista recente, Lina Khan disse que, desse embate, resultou que nenhum inalador hoje custa mais de US$ 35.

Sob sua gestão, a FTC advertiu mais de 700 empresas, de todos os setores: Sanofi (medicamentos), Pioneer (petróleo), Corteve (agro), Lockeed Martin (armas), Endivia (semicondutores), Airbnb (locação imobiliária), Kroger (varejo), Carmax (revendedora de veículos), WCas (private equity), Mastercard (finanças) e outras “big techs” além da Amazon, como Meta e Microsoft.

CEO da Natura diz como integrar social, econômico e ambiental

Sustentabilidade e lucro podem morar debaixo do mesmo teto. Quem garante é João Paulo Ferreira, CEO da Natura, multinacional brasileira que adota um relatório único, com dados financeiros e de sustentabilidade, desde antes da abertura de capital, em 2004. “Não existe incompatibilidade em gerar progresso econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental ao mesmo tempo”, diz o executivo, em depoimento a Stela Campos, editora de Carreira do Valor, e Juliana Prado, da CBN, no novo episódio do podcast CBN Professional.

Além da caminhada da gigante de cosméticos na jornada de descarbonização das operações, Ferreira relata episódios importantes da carreira, como a passagem de 20 anos pela Unilever, e o que precisou mudar ou aprender no comando da Natura a fim de realizar uma gestão centrada no cuidado com o social e o meio ambiente.

Na empresa desde 2009 e CEO a partir de 2016, ele conta que a trajetória no mundo corporativo não foi planejada. “Sou engenheiro e imaginei que ia projetar softwares e computadores”, lembra o ex-aluno de engenharia elétrica da Universidade de São Paulo. “Antes de me formar, trabalhava com desenvolvimento de sistemas e, ao chegar à Unilever, a intenção era atuar na área técnica.”

CMED reforça uso do formulário para envio de denúncias relacionadas ao mercado de medicamentos

A Secretaria Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (SCMED) informa a prorrogação do prazo para a obrigatoriedade do envio de denúncias relacionadas a infrações ao mercado de medicamentos por meio do formulário eletrônico.

A nova data limite será estendida por mais 30 dias, permitindo que os cidadãos tenham mais tempo para adequação à ferramenta.

Movimentações na diretoria da Anvisa agitam setor

O fim de mandatos na diretoria da Anvisa está pautando negociações entre executivos e políticos ligados ao canal farma. Três dos cinco assentos ficarão livres em dezembro, e a posição de diretor de medicamentos é a mais cobiçada no momento.

Um acordo entre o Congresso e o Planalto determinou que duas das vagas sejam preenchidas por indicações do governo, enquanto o Senado apontaria o profissional restante. No entanto, representantes de diversos laboratórios farmacêutico estão reivindicando que essa última indicação seja de Daniel Fernandes Pereira, para o cargo de diretor de medicamentos.

O executivo atualmente é diretor da autarquia, e um dos dois profissionais que não encerram o mandato nesse ano. Sua nomeação é bem vista por executivos do setor, que, já há algum tempo, trocam farpas com a agência sanitária.

Mercado de consumer health triplica em 10 anos

Em 2014, quem liderava o mercado de consumer health era a Hypera, com R$ 2,8 bilhões em vendas e quase 10% do mercado em suas mãos. Dez anos depois, a farmacêutica segue na ponta, com R$ 7,6 bilhões em vendas. Mas a fatia sob seu controle é menos significativa – pouco acima dos 7%

A vice-liderança também segue a mesma, com a P&G (2014: R$ 1,9 bilhão / 2024: R$ 4,9 bilhões). Já a Johnson & Johnson, que fechava o pódio com R$ 1,7 bilhão, fez spin off de sua divisão focada na categoria. Nasceu assim a Kenvue, que ocupa, atualmente, apenas a nona colocação, com R$ 3 bilhões.

Quem herdou o terceiro lugar foi a L’Oréal, com R$ 4,6 bilhões em negócios. Há dez anos, a fabricante figurava no quinto posto, com R$ 1,4 bilhão.