Câmbio deve ajudar margem da Hypera mais à frente

O impacto positivo da valorização do câmbio nos custos da farmacêutica Hypera Pharma, e consequentemente na margem bruta, deve ser percebido mais ao fim do segundo semestre ou início do próximo ano, à medida que os estoques sejam consumidos. No segundo trimestre, a margem bruta da companhia teve leve queda, de 0,5 ponto percentual na comparação anual, para 63,2%.

Segundo o diretor de Relações com Investidores da farmacêutica, Adalmario Couto, a parada na fábrica de Anápolis (GO) em abril afetou negativamente o desempenho no intervalo, mas o impacto foi pontual. Para a equipe de análise do Citi, a margem acabou pressionada pela combinação da capacidade ociosa na fábrica e pior diluição de despesas gerais e administrativas.

Diante da apreciação cambial, afirmou Couto, a expectativa é de contribuição na margem bruta mais à frente. A Hypera, que tem cerca de 40% dos custos atrelados a moeda estrangeira, está mantendo sua política de hedge e a valorização do real ainda não deve transitar pela linha de custos.

“Numa simulação, considerando um câmbio de R$ 4,80 e manutenção dos demais fatores nos níveis atuais, haveria um impacto [positivo] de mais ou menos um ponto percentual na margem bruta”, comentou.

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Oliveira destacou ainda que o mercado de medicamentos de uso agudo (como analgésicos, antitérmicos, antipiréticos, entre outros) mudou muito, de 2022 para 2023.

“O mercado desacelerou pelo pico que teve do ano passado. A gente estava muito bem posicionado no mercado ano passado, diferente dos concorrentes, e agora a demanda voltou à normalidade e os concorrentes também”, afirma.

“A gente teve desempenho pior por causa desses fatores, dentro do esperado. A pequena parte que não foi capturada no sell-out do varejo está indo muito bem e compensando esses efeitos”, comentou.

Breno Oliveira afirmou ainda que a companhia está confiante de que irá alcançar seu guidance (projeção de resultado) para 2023.

“Além disso, seguimos com nossas iniciativas para redução gradual dos níveis estoques nos próximos trimestres”, acrescentou.

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Hypera vê “normalização” em temporada de gripe e rivais mais abastecidos

Estamos vendo normalização da temporada de gripe… Muito próxima do que víamos na pré-pandemia, em 2018 e 2019″, disse o diretor de relações com investidores e novos negócios da Hypera, Adalmario Satheler do Couto, em conferência com analistas após a divulgação dos números da empresa na noite da véspera.

“Não é que as pessoas não estão ficando gripadas, mas é uma demanda mais normalizada”, disse o executivo, se referindo à categoria de antigripais, uma das principais do portfólio de produtos da Hypera.

Segundo o presidente-executivo da companhia, Breno de Oliveira, as vendas da Hypera em julho para consumidores finais, o chamado “sell out”, cresceram perto do ritmo do mercado, de cerca de 11% sobre um ano antes.

O desempenho marca uma desaceleração sobre a expansão de 16% do mercado e de cerca de 20% da Hypera em julho de 2022, segundo os dados citados por Oliveira.

“Os concorrentes voltaram com disponibilidade de produtos e estamos tento um desempenho um pouco pior do que imaginávamos por esses fatores”, comentou o executivo.

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a avaliação deles, a conversão de caixa melhorou no trimestre com a redução de dias de estoque, e endereçou preocupações do trimestre anterior. Por fim, acreditam que a empresa segue no caminho certo para atingir seu guidance para o ano.

“Vemos os lucros ligeiramente positivos, especialmente em relação às melhorias do capital de giro em relação ao trimestre anterior. No entanto, vemos os resultados já precificados e, portanto, não esperamos nenhuma reação positiva do mercado”, complementaram.

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Conta das Pastilhas Valda chega à agência D’Om

O produto nasceu na França, em 1902, numa invenção do farmacêutico Henri Canonne. Chegou ao Brasil em 1914, através de importadores independentes. Sua produção no país iniciou-se apenas em 1936. E em dezembro de 2022, a Eurofarma concluiu a aquisição dos ativos do Canonne, como a marca Valda.

“A compra da marca Valda em 2022 ilustra nosso grande objetivo de mergulhar no mercado de produtos OTC e tornar essa frente de atuação cada vez mais forte na Eurofarma”, comentou Donino Scherer Neto, diretor da Unidade de Negócios Genéricos e OTC da Eurofarma.

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Collab Impulsiona Resultado

Pela primeira vez, a Cimed fechou o mês com faturamento recorde de R$ 300 milhões, finalizando o primeiro semestre de 2023 com R$ 1,3 bilhão. De acordo com a farmacêutica, o resultado é fruto de fatores como a aposta em campanhas de genéricos e de futebol, além da marca de hidratante labial Carmed em collab com fabricante de doces Fini. Em um mês, a marca faturou R$ 23,5 milhões, cerca de 1,5 vezes o faturamento de todo o ano de 2022. Para dar suporte ao crescimento, a companhia triplicou a capacidade produtiva do SKU, produzindo 5 milhões de unidades por mês, além de compra de novo maquinário.

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Cellera Farma incrementa portfólio e mira IPO em 2 ou 3 anos

A Cellera Farma, farmacêutica brasileira que tem como principal acionista a Principia Capital Partners, segue firme na execução da estratégia de crescimento acelerado dos negócios e de portfólio, com foco no plano de realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em dois ou três anos.

O caminho até a transação almejada tem sido pavimentado por parcerias com multinacionais, como a suíça Ferring, e pela aquisição de marcas consolidadas, que foram inovadoras em seus mercados e se tornaram referência. Essa estratégia já garantiu um salto no faturamento líquido, de R$ 60 milhões em 2017 para R$ 412 milhões no ano passado, chegando aos cerca de R$ 500 milhões estimados para 2023.

O movimento mais recente da Cellera, que também tem como sócio e presidente o empresário Omilton Visconde Júnior, foi a aquisição da marca Tylex, da Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, por R$ 60 milhões. O opioide de baixa intensidade começou a ser produzido neste mês na fábrica da farmacêutica em Indaiatuba (SP).
Pouco antes de sacramentar a mais recente aquisição, a Cellera já havia firmado uma nova parceria com a Medley, para promoção e distribuição de medicamentos da divisão da de negócios da Sanofi. Desde junho, a empresa assumiu essa tarefa para o Alenthus (para tratar depressão e ansiedade), Baristar (suplemento vitamínico), Pyloripac (para tratamento de úlceras) e Prazol (esofagite e refluxo).

Conforme Omilton, esses dois movimentos devem começar a contribuir para as receitas no segundo semestre e ajudar a Cellera a marcar os R$ 600 milhões em receita líquida em 2024. Além disso, consolidaram a farmacêutica em quatro mercados: gastroenterologia, neurologia, ortopedia e psiquiatria.

O próximo passo deve ser crescer em pediatria e em cardiovascular. Neste último, há tratativas para uma potencial parceria ou aquisição. Na pediatria, contou o empresário, o plano é chegar ao mercado de zero a 1 ano com o Culturelle, um probiótico que a farmacêutica já oferece para crianças maiores.

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