Câmbio deve ajudar margem da Hypera mais à frente
O impacto positivo da valorização do câmbio nos custos da farmacêutica Hypera Pharma, e consequentemente na margem bruta, deve ser percebido mais ao fim do segundo semestre ou início do próximo ano, à medida que os estoques sejam consumidos. No segundo trimestre, a margem bruta da companhia teve leve queda, de 0,5 ponto percentual na comparação anual, para 63,2%.
Segundo o diretor de Relações com Investidores da farmacêutica, Adalmario Couto, a parada na fábrica de Anápolis (GO) em abril afetou negativamente o desempenho no intervalo, mas o impacto foi pontual. Para a equipe de análise do Citi, a margem acabou pressionada pela combinação da capacidade ociosa na fábrica e pior diluição de despesas gerais e administrativas.
Diante da apreciação cambial, afirmou Couto, a expectativa é de contribuição na margem bruta mais à frente. A Hypera, que tem cerca de 40% dos custos atrelados a moeda estrangeira, está mantendo sua política de hedge e a valorização do real ainda não deve transitar pela linha de custos.
“Numa simulação, considerando um câmbio de R$ 4,80 e manutenção dos demais fatores nos níveis atuais, haveria um impacto [positivo] de mais ou menos um ponto percentual na margem bruta”, comentou.
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