Nova inteligência artificial identifica tumores cerebrais na mesa de operação
Quando seus bisturis atingem a borda de um tumor cerebral, os cirurgiões se deparam com uma decisão angustiante: cortar um pouco de tecido cerebral saudável para garantir que todo o tumor seja removido ou deixar o tecido saudável bem longe e correr o risco de deixar algumas das células ameaçadoras para trás.
Agora, cientistas da Holanda relatam o uso de inteligência artificial (IA) para fornecer aos cirurgiões conhecimentos sobre o tumor que podem ajudá-los a fazer essa escolha.Um diagnóstico de IA gerado durante os estágios iniciais de uma cirurgia de horas pode ajudar os cirurgiões.
O método, descrito em um estudo publicado na quarta-feira, 11, na revista Nature, envolve a varredura de segmentos do DNA de um tumor por um computador e a detecção de determinadas modificações químicas que podem gerar um diagnóstico detalhado do tipo e até mesmo do subtipo do tumor cerebral.
Esse diagnóstico, gerado durante os estágios iniciais de uma cirurgia de horas, pode ajudar os cirurgiões a decidir a agressividade da operação, disseram os pesquisadores. No futuro, o método também poderá ajudar a orientar os médicos para tratamentos adaptados a um subtipo específico de tumor.
O sistema foi então testado durante 25 cirurgias cerebrais ao vivo, a maioria delas em crianças, juntamente com o método padrão de examinar amostras de tumor em um microscópio. A nova abordagem forneceu 18 diagnósticos corretos, mas não conseguiu atingir o limite de confiança necessário nos outros sete casos. O estudo relatou que os diagnósticos foram realizados em menos de 90 minutos, tempo suficiente para informar as decisões durante uma operação.


