Fabio Amorosino assume como CEO da Biolab Farmacêutica e sócios tornam-se membros do conselho

A Biolab Farmacêutica concretiza mais uma etapa do seu programa de governança corporativa. Neste mês de outubro, os acionistas Cleiton de Castro Marques, CEO, Paulo de Castro Marques, COO e Dante Alario Jr, CSO, deixaram suas posições para tornarem-se membros do conselho administrativo. Fabio Amorosino, atual conselheiro na Biolab, assume como CEO da empresa.

“Estamos planejando com muito cuidado o futuro da Biolab. Esse processo iniciou há sete anos, quando contratamos a consultoria McKinsey para nos apoiar a definir o modelo de governança. Após uma série de avanços internos, que incluiu a preparação da segunda geração – que já está em cargos de liderança –, e a constituição do conselho com membros independentes, avançamos agora com Fabio Amorosino como CEO”, informa Cleiton Marques.

Cleiton destaca que todos os movimentos da Biolab têm como objetivos centrais perpetuar a empresa e acelerar o seu ritmo de crescimento, que tem se mantido acima da média do mercado de saúde nos últimos anos. Com atuação em saúde humana e animal, a Biolab faturou R$ 2,4 bilhões em 2023 e estima um faturamento próximo a R$ 3 bilhões em 2024.

Nesse sentido, ele ressalta que não há pressa na transição. “Esse processo será gradativo. Temos confiança no sucesso ao apontar para o comando da empresa um competente profissional, com vasta experiência, inclusive com grupos familiares, e que já está no nosso conselho há dois anos”.

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Após tombar mais de 17%, os papéis da Hypera (HYPE3) inverteram o movimento, passando a registrar alta significativa, entrando em leilão na B3, às 13h50. A reviravolta é resultado da proposta de fusão apresentada pelo laboratório EMS, anunciada há pouco.

Pela proposta, segundo reportagem do Pipeline, site de negócios do Valor Econômico, a EMS fará uma oferta pública de aquisição (OPA) de até 20% das ações da Hypera, pelo valor de R$ 30 – um prêmio de 39% sobre a cotação atual da empresa. O restante seria em troca de ações, numa relação que daria o controle à EMS, de ao menos 60% e podendo passar de 70%, conforme a adesão à OPA.

Na mínima do dia, a ação chegou a cair 17,37%, negociada a R$ 21,21 e, na máxima, chegou a subir 4,87%, a R$ 26,92. Pouco antes das13h50, avançava 2,77%, a R$ 26,38.

O movimento negativo se deu após a empresa anunciar um programa de otimização do capital de giro ao reduzir o prazo de pagamento concedida aos clientes.

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Segundo a empresa, essa medida visa proporcionar maior flexibilidade financeira para capturar oportunidades de crescimento, além de melhorar a eficiência operacional da companhia.

De acordo com a Hypera, um dos motivos para a decisão foi a perspectiva de taxa de juros em patamares ainda elevados no médio prazo.

Afinal, atualmente a empresa encontra-se bastante alavancada, com uma posição de dívida líquida sobre o Ebitda em 2,5 vezes no segundo trimestre e R$ 900 milhões e R$ 2,5 bilhões em despesas financeiras líquidas nos últimos 12 e 36 meses, respectivamente.

“A companhia reforça que esta decisão não altera o foco na sua estratégia de crescimento do sell-out, que, já no terceiro trimestre e em outubro de 2024, teve um crescimento de aproximadamente 11% e 13%, respectivamente”, disse, em fato relevante enviado à CVM.

A companhia afirmou que continuará investindo na diversificação do portfólio através de inovação e desenvolvimento de novos produtos e na aceleração do mercado institucional.

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A companhia disse que essa redução visa incrementar a geração de caixa operacional “potencialmente” em 2,5 bilhões de reais até 2028 e em 7,5 bilhões de reais nos próximos dez anos.

Segundo o grupo farmacêutico, a decisão não altera o foco na sua estratégia de crescimento nas vendas diretas ao consumidor, o chamado “sell out” — que cresceu cerca de 13% em outubro e aproximadamente 11% no terceiro trimestre — bem como na diversificação do portfólio.

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