Meta de R$ 55 bi no Carf em 2024 depende de ‘hora extra’ para conselheiros

O governo optou por incluir no Orçamento de 2024 a expectativa de arrecadação considerando as novas sessões. O retorno do voto de qualidade no Carf é a principal das dez medidas da equipe econômica para conseguir um incremento de R$ 168,5 bilhões em arrecadação no ano que vem – valor necessário para chegar à promessa de zerar o déficit primário das contas públicas.

Os valores, contudo, envolvem várias incertezas. Conforme mostrou o Valor, há ainda outras discrepâncias na proposta de Orçamento enviada ao Congresso, como a expectativa de arrecadar integralmente R$ 35 bilhões com a medida provisória da subvenção de ICMS, algo que a própria Receita desaconselhou, e os R$ 34,5 bilhões de receita com permissões e concessões de ferrovias que dependem de processos conciliatórios em trâmite no Tribunal de Contas da União (TCU).

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Ozempic não vai acabar com a indústria de dispositivos médicos, diz CEO da Abbott

A revolução dos medicamentos contra a obesidade não deverá acabar com a indústria dos dispositivos médicos como alguns investidores parecem temer, afirmou Robert Ford, presidente de um dos maiores fabricantes de dispositivos, o Abbott Laboratories.

Na verdade, a empresa acredita que pode até lucrar com a crescente popularidade dos medicamentos para perda de peso, disse ele.

Em entrevista após a Abbott divulgar os resultados do terceiro trimestre nesta manhã, Ford afirmou que o número de pessoas que deverão usar medicamentos agonistas de GLP-1 (como Ozempic e Mounjaro) nos próximos cinco anos será uma pequena fração da população geral de pacientes com diabetes e doenças cardíacas que a indústria de dispositivos tem como alvo.

“Estamos falando de dezenas de milhões de pessoas” que não tomarão medicamentos GLP-1 e poderiam se beneficiar dos nossos dispositivos, disse ele. “Acho que há um pouco de incompatibilidade aí”, completou.

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Quais os usos comprovados de cannabis medicinal até agora

Estudos randomizados, controlados e duplo-cego (considerados o padrão-ouro da medicina baseada em evidência) encontraram efeitos positivos do canabidiol para diferentes condições, sendo as principais:

Esclerose múltipla;

Epilepsia (principalmente em crianças);

Autismo;

Parkinson;

Fibromialgia e dor crônica (mais recentes).

Evidências para tratamento de distúrbios do sono, ansiedade, depressão e câncer são mais limitadas. Ainda há alguns usos em estudo, como dermatológicos e para prazer feminino, na forma de lubrificantes, mas estes ainda carecem de comprovação.

Agências regulatórias como Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e FDA (Food and Drugs Administration) aprovaram alguns medicamentos à base de Cannabis, mas não para todas as indicações acima.

No caso da FDA, a única terapia aprovada é o Epidiolex, para tratamento de esclerose múltipla.

A Anvisa tem 25 substâncias à base de canabidiol aprovadas para uso terapêutico, mas somente um registro de medicamento: o Mevatyl, indicado para adultos com espasticidade moderada a grave devido à esclerose múltipla que não responderam adequadamente a tratamentos anteriores.

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Anfetaminas também poluem o meio ambiente

As autoridades europeias estão preocupadas com as consequências do consumo de anfetaminas nos consumidores e no meio ambiente. O OEDT (Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência) e a Europol (agência policial europeia) afirmam que a produção do estimulante sintético mais comum tem vindo a sofisticar-se e a dar a origem a um mercado regular, que movimenta já mais de um bilhão de euros todos os anos.

A Europa e o Oriente Médio são as regiões do globo que mais anfetaminas produzem e consomem, com especificidades em cada uma delas. Enquanto, na primeira, aquele estimulante é consumido em pó e pasta, no Oriente Médio é utilizado em forma de comprimidos, que são apresentados como sendo Captagon, mas não o são na verdade.

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