Liu: São definitivamente os três R’s: ‘rates’ [juros], recessão e Rússia. E estamos tentando ajudar nossos clientes a navegar por tudo isso. E, no caso de um deles, essa possível recessão nos Estados Unidos, há algumas coisas que temos feito para as carteiras de clientes de forma muito proativa. O investidor nos EUA está efetivamente perdendo dinheiro se ficar com dinheiro parado. Porque a inflação está em máximas de 40 anos se aproximando de 9% ao ano. E simplesmente não temos as taxas de juros favoráveis que vocês têm no Brasil. O custo de estar com dinheiro parado é, na verdade, queimar dinheiro, com uma taxa real negativa [quando se desconta a inflação]. Por isso, temos colocado dinheiro para trabalhar em renda fixa nos EUA, como títulos municipais nos Estados Unidos, que estão rendendo cerca de 7% ao ano, na parcela mais líquida do portfólio. Além disso, outras áreas que gostamos muito são indústrias defensivas, como saúde, porque em um ciclo recessivo, é importante adicionar algumas indústrias defensivas às carteiras. Estamos muito focados em fazer mudanças estratégicas e táticas nos portfólios, adicionando segmentos como assistência médica, medicamentos e telemedicina. Gostamos do setor, não apenas pelos altos fluxos de caixa, mas pela capacidade de resistir a ambientes recessivos.
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