Pague Menos tem prejuízo líquido de R$ 62,8 milhões no 1º tri, revertendo lucro de um ano antes

A Pague Menos ainda reduziu para 20 a sua projeção de novas lojas a serem abertas ao longo do ano. Anteriormente, a companhia previa abrir 60 novas unidades.

“A companhia continua acreditando no relevante potencial para o crescimento orgânico, contudo, optou pela redução no ritmo de aberturas em 2023 em função do cenário macroeconômico com elevadas taxas de juros e a necessidade de alocação de capital adicional em estoques conectada com o processo de integração e capturas de sinergias da Extrafarma”, disse a companhia em comunicado ao mercado.

A projeção para 2024 de abertura de 120 novas lojas foi mantida.

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O problema da concentração de poder

Há anos, a China tem conseguido inundar os mercados mundiais com quase todo tipo de produto, desde aço barato e equipamentos de proteção individual (EPIs) subfaturados até produtos de ponta, graças a sua capacidade de reduzir artificialmente os salários e de ignorar tanto as preocupações ambientais, quanto (com muita frequência) as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Graças à sua economia de escala, a China ruma para se tornar a maior exportadora mundial de veículos elétricos, o que levará a uma série de novas disputas comerciais.

A China também tem poder monopolista em muitas cadeias de suprimento cruciais, como as de insumos farmacêuticos e de terras-raras. Uma análise feita em 2022 pela Comissão Econômica e de Segurança EUA-China, 41,6% das importações americanas de penicilina vêm do país, que também tem 76% da capacidade produtiva mundial de células de bateria e 73,6% da de imãs permanentes (um componente crucial dos veículos elétricos). Entre 2017 e 2020, a China forneceu 78% das importações americanas de componentes produzidos com terras-raras. Os EUA têm disponibilidade própria de alguns minerais, mas em razão dos subsídios chineses, algumas empresas americanas encerraram a produção.

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