FT: Eli Lilly busca aumentar capacidade enquanto lança concorrente ao medicamento da Novo Nordisk

Grande demanda pelos GLP-1, lucrativa classe de medicamentos para o diabetes e a perda de peso, está testando a capacidade das fábricas capazes de formular soluções farmacêuticas, filtrá-las em seringas e selar e embalar o produto.
O Zepbound, cujo componente ativo tirzepatida também é usado no Mounjaro, o medicamento de tratamento de diabetes da Lilly, tornou-se o primeiro medicamento que pode competir palmo a palmo com o Wegovy quando foi aprovado para uso na perda de peso em novembro nos EUA. O Wegovy, juntamente com os medicamentos à base de tirzepatida da Eli Lilly, ambos administrados via injeções semanais, deverão gerar US$ 18,2 bilhões em vendas globais este ano, segundo projeções do grupo de pesquisas GlobalData.

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Lucro da Raia Drogasil soma R$ 284,6 milhões no 4º trimestre

A RaiaDrogasil registrou lucro líquido de R$ 284,6 milhões no quarto trimestre do ano passado, o que representa alta de 2,4% ante o mesmo período de 2022. Entre janeiro e dezembro de 2023, o lucro somou R$ 1,15 bilhão, alta de 11,6% em relação ao ano anterior.

A receita líquida cresceu 13,8% no quarto trimestre contra igual intervalo de 2022, para R$ 8,92 bilhões. No acumulado do ano, o faturamento alcançou R$ 33,97 bilhões, crescimento de 16,8% em relação aos 12 meses de 2022.

O resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) entre outubro e dezembro somou R$ 616,6 milhões, avanço de 9,2% ante o mesmo período de 2022. No ano completo de 2023, o Ebitda expandiu 15,1%, para R$ 2,67 bilhões.

Sobre os canais digitais, a receita bruta no quarto trimestre chegou a R$ 1,47 bilhão, alta anual de 60,3%, com penetração no varejo passando de 11,8% de 16,7%. No ano, a receita dos canais digitais chegou a R$ 5,08 bilhões, um crescimento de 57,5% sobre 2022, com a penetração no varejo subindo de 11,1% para 15,2%.

Entre outubro e dezembro, as despesas gerais e administrativas ficaram em R$ 358 milhões, um avanço de 15,8%. Já no acumulado do ano, as despesas chegaram a R$ 1,3 bilhão, alta de 18,2%.

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Raia Drogasil vê crescimento desacelerar; “trimestre teve soluço”, diz executivo

Maior varejista de farmácias do país, a Raia Drogasil (RD) sentiu uma desaceleração no ritmo de crescimento de outubro a dezembro, mas afirma que vê retomada na velocidade neste começo de ano.

As vendas líquidas subiram 14,4% no quarto trimestre, versus avanço de 16,3%, 18,1% e 21,6%, no terceiro, segundo e primeiro trimestres de 2023, respectivamente. Ou seja, houve uma curva de desaceleração a cada trimestre.

“Tivemos um trimestre mais ‘soft’ de venda, mas estamos normalizando neste ano”, disse a analistas nesta manhã Eugenio De Zagottis, vice-presidente de relações com investidores e novos negócios.

A empresa fechou o ano de 2023 com receita bruta de R$ 36,3 bilhões, crescimento de 17,4% sobre 2022.

Questionado sobre a queda de demanda, Zagottis disse “que é difícil saber”.

“Sujeito já morreu, não tem jeito, acontece, o ‘tri’ veio fraco e depois têm o ‘rebound’, o setor continua com crescimento contratado [pelo envelhecimento contínuo da população]”, disse ele. “Se o trimestre levou um soluço, paciência, segue para o próximo”.

A empresa ressaltou que ganhou participação de mercado, ou seja, desacelerou menos que o setor. O “share” entre o quarto trimestre de 2022 e de 2023 subiu de 15,2% para 16,1%.

Nesse cenário de fim de ano mais fraco, a Raia Drogasil perdeu alavancagem operacional no quarto trimestre, com menor diluição de estoques, mas vê retorno dessa alavancagem no primeiro trimestre.

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Raia Drogasil volta a abrir lojas em SP e diz que “expansão de forasteiro é natimorta”

A Raia Drogasil vai voltar a acelerar aberturas em São Paulo, após ter “parado” um pouco as inaugurações, disse a diretoria nesta quarta-feira.

“Expansões têm caráter cíclico, a gente faz, faz e depois para e espera, para respirar. Em São Paulo deixamos assim, e respiramos muito, então, estamos voltando”, disse Eugenio De Zagottis, vice-presidente de relações com investidores e novos negócios.

Segundo ele, a taxa interna de retorno em São Paulo cresce muito porque o mercado vai bem, a demanda cresceu, e isso vem ocorrendo num cenário de oferta de lojas controlada pela RD e pela Drogaria São Paulo.

“Nós e a Drogaria São Paulo crescemos sem fazer loucuras aqui, e temos uma barreira monstruosa. São Paulo é um mercado excepcional para a gente, mas para o resto é Sibéria, os outros se perdem porque é uma competição com os dois maiores do país e os dois jogando em casa”, disse o executivo.

“Houve aventuras em São Paulo, teve a Extrafarma e outras tentando. Hoje temos menos valentes por aí e eles olham e pensam: ‘Vou para Nordeste, Centro Oeste, ou para São Paulo?’. A barreira aqui é do tamanho do mundo”, afirmou.

“Expansão de forasteiro em São Paulo é natimorta”, disse Zagottis.

O executivo reforçou que não vai mais voltar ao volume de inaugurações de 60 a 70 lojas ao ano no estado paulista, mas que trata-se de um “ajuste”, frente ao fato que a rede ficou muito tempo sem aberturas.

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