China estabelece meta de crescimento da economia em 2024 em ‘cerca de 5%’
A meta divulgada é superior às estimativas do FMI e do Banco Mundial
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Veja maisEsse mercado em ascensão está atraindo indústrias farmacêuticas que até então atuavam em outros segmentos como oncologia, medicamentos com prescrição médica e genéricos. É o caso da brasileira Eurofarma, que no ano passado estreou em higiene e beleza com a marca OAZ – uma linha de 16 produtos para saúde bucal, cuidados com a pele e higiene íntima.
Segundo Donino Scherer Neto, diretor da unidade de negócios que lançou a OAZ, a ambição da Eurofarma é grande. “Na categoria de protetores solares queremos estar entre os primeiros do ranking de vendas em dois anos”, diz ele. Nos meses de novembro e dezembro de 2023 e janeiro de 2024, o protetor solar da marca da OAZ, com apenas um ano e meio de vida, já estava em quinto lugar entre os mais vendidos do mercado. Até o fim do ano, a OAZ deve ter 60 produtos e a eles irá se somar a marca Valda, de pastilhas, gomas e xaropes, adquirida em dezembro de 2022 por R$ 725 milhões
A Cimed, indústria especializada em medicamentos genéricos, vai entrar nos mercados de produtos para bebês, perfumaria e maquiagem. Seu presidente, João Adibe, disse ao Valor na semana passada que esses novos negócios podem levar a empresa a aumentar a receita de R$ 3 bilhões, em 2023, para R$ 5 bilhões em 2025.
Outra movimentação que chamou a atenção do mercado farmacêutico foi a contratação de José Vicente Marino para liderar o laboratório farmacêutico Aché no ano passado. Marino é um executivo com vasta experiência no setor de bens de consumo (ex-Avon, Natura e J&J) e a sua própria presença já dá uma pista do interesse do Aché no segmento. “A área de MIP [medicamento isento de prescrição] é um foco importante do Aché pois já temos uma das marcas mais comercializadas, o descongestionante nasal Decongex Plus, [terceiro no ranking dos mais vendido no país] e queremos expandir ainda mais no segmento de medicamentos isentos de prescrição”, diz, acrescentando que “grandes marcas que são muito icônicas e concentram um grande volume trazem um elemento diferente que é a força da confiança, da reputação. No caso desse segmento isso é ainda mais forte”.
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