Mercado de capitais bate nível recorde no crédito a empresas

A participação de recursos provenientes do mercado de capitais na dívida consolidada das companhias, que era de 21,5% em 2012, praticamente dobrou para 42,4% em 2023, maior patamar histórico. Os dados fazem parte de novo estudo do Centro de Estudos de Mercado de Capitais (Cemec-Fipe). Enquanto isso, a fatia do crédito bancário livre caiu de 42,8% para 37%, no mesmo período, e a dos recursos tomados no BNDES baixou de 28,2% para 10,2%, o menor nível desde o início da série, em 2005.

Veja mais

Como lidar com a dependência química? Remédios e tratamentos trazem novas perspectivas

A Calixcoca já tem sua patente depositada. O imunizante ganhou em outubro passado um prêmio à inovação da farmacêutica Eurofarma e aguarda a aprovação da Anvisa para testes em humanos. A expectativa é que chegue em três anos ao mercado, após a aprovação dos testes clínicos.

Não se trata da única vacina em desenvolvimento no mundo visando ao tratamento da dependência por cocaína. A Faculdade de Medicina Weill Cornell, nos EUA, também tem trabalhado num imunizante, criado a partir de um vírus da gripe comum. Apesar do efeito positivo, observou-se que a duração da imunidade era baixa, o que impediria uma proteção mais efetiva do usuário que sofre da dependência. Outro problema é que, por se tratar de uma vacina que faz parte de uma proteína original, o seu custo de armazenamento e transporte é maior. No caso brasileiro, a vacina é produzida 100% em laboratório, o que facilita sua armazenagem e transporte.

Veja mais

Mounjaro custará até R$ 3.780 no Brasil

O Brasil será um dos próximos países a comercializar o Mounjaro, medicamento da Eli Lilly indicado para melhorar o controle glicêmico de adultos e usado off label para emagrecimento. As informações são da Bloomberg Línea.

Apesar de ter obtido autorização para importar o remédio em setembro do ano passado, a Lilly aguardava a definição dos preços máximos de venda para distribuidoras, redes de farmácias e consumidores.

A lista de reajuste dos medicamentos, que entrou em vigor nesta segunda-feira, dia 1⁰, fixa esses valores na faixa entre R$ 1.677,10 e R$ 3.782,17 para a venda do Mounjaro ao consumidor, a depender da embalagem (dose e número de canetas aplicadoras) e da alíquota do imposto (ICMS) cobrado nos estados.

Nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Amapá, onde a alíquota do ICMS é de 18%, o medicamento pode ter preço máximo nas farmácias de R$ 1.789,57 (duas canetas) a R$ 3.579,16 (quatro canetas).

O Piauí, estado com a maior alíquota de ICMS do país (22%), será o mercado em que o produto da Lilly será mais caro, com preços de R$ 1.891,09 (duas canetas) a R$ 3.782,17 (quatro canetas).

Em sete estados com incidência de 17% do ICMS, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, os preços máximos do remédio serão de R$ 1.677,10 (duas canetas) a R$ 3.354,22 (quatro canetas).

Veja mais

Dez produtos concentram 10% da venda de medicamentos

O carro-chefe da farmacêutica escandinava encabeça com folga a lista dos medicamentos com maior faturamento. O Ozempic gerou uma receita de R$ 3,06 bilhões nas farmácias, mas a onda parece ter se acalmado.

Ao mesmo tempo em que seu valor de mercado na Bolsa de Valores europeia disparou, desde o ano passado a Novo Nordisk vem convivendo com problemas associados ao desabastecimento e à falsificação. Como resultado, teve um tímido aumento de 9,6%. E a concorrência busca alternativas para avançar na categoria de remédios contra diabetes e obesidade. O diabetes, aliás, é tratado por cinco dos dez remédios que figuram na lista.

A segunda colocação foi ocupada pela AstraZeneca com o Forxiga, o fármaco cujo faturamento mais evoluiu no período. A alta foi de 72%, garantindo um salto de cinco posições.

Depois desse medicamento, o maior incremento percentual pertenceu ao Venvanse, da Takeda, com 39%. E a expectativa é que esse remédio ganhe ainda mais visibilidade, não só pela perda de patente neste ano como também pela crescente procura por executivos para casos de TDAH.

Veja mais

Ozempic ‘genérico’ poderia custar menos de US$ 1

Um remédio com markup de cerca de 40.000% – todo mês.

Este pode ser o ganho atual da Novo Nordisk com o Ozempic, sua droga blockbuster de perda de peso e tratamento da diabetes.

A estimativa foi feita por pesquisadores de Yale, do Hospital King’s College e da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), e publicada hoje num jornal científico.

A Médicos Sem Fronteiras estima que os GLP-1s para diabetes “poderiam ser vendidos com lucro por apenas US$ 0,89 por mês, em comparação com o preço de US$ 95 por mês cobrados no Brasil, US$ 115 por mês cobrados na África do Sul, US$ 230 cobrados na Letônia e US$ 353 cobrados nos EUA, o que representa um markup de 39.562% sobre o que um medicamento genérico poderia custar,” a ONG disse num comunicado à imprensa.

“A margem de lucro é imensa,” disse à Bloomberg Melissa Barber, uma economista em Yale e co-autora do estudo. “Deveria haver uma conversa na política sobre qual é um preço justo.”

O estudo também apontou que o maior custo de produção do Ozempic é a caneta descartável utilizada para a injeção – que hoje custa US$ 2,83 por mês. Apesar do princípio ativo semaglutida ser caro de produzir (US$ 70 mil o quilo), o estudo diz que só uma quantidade pequena é colocada na dose mensal.

O restante dos valores fica dividido no preenchimento da caneta com o próprio medicamento e a adição de outros ingredientes químicos.

A Novo Nordisk não abre os custos de produção do Ozempic e do Wegovy, outro medicamento utilizado para tratar a obesidade, mas se defendeu dizendo que 75% do seu lucro bruto é destinado a descontos.

Além disso, a farmacêutica afirmou que seus investimentos em P&D foram de quase US$ 5 bilhões no ano passado – um valor que deve aumentar este ano.

O estudo joga luz sobre um problema que aflige o mundo todo (e principalmente os Estados Unidos): o alto custo dos medicamentos.

O Governo Biden tomou medidas para reduzir o custo de alguns tipos de medicamentos por meio do Inflation Reduction Act, aprovado em 2022.

Entre as medidas, a lei permitiu que o Medicare, o sistema de seguro de saúde gerido pelo governo, negociasse diretamente com as empresas farmacêuticas.

Deu certo: no início deste ano, empresas como a própria Novo Nordisk, Sanofi e Eli Lilly estabeleceram limites mensais de US$ 35 para a insulina, o que representa descontos de até 75%.

Ao mesmo tempo, as empresas sofrem com críticas de que, com a entrada do Medicare, economizaram milhões de dólares com gastos com intermediários.

Veja mais