BRCann quer mais prazo para estudos sobre eficácia de canabinoides

A BRCann quer ampliar o prazo para apresentar os estudos sobre eficácia de canabinoides junto à Anvisa, segundo reportagem do JOTA. A associação – que reúne empresas especializadas no desenvolvimento, produção e distribuição de insumos e produtos à base de cannabis – afirma que pandemia trouxe dificuldades para cumprimento de cronograma.

“Com as dificuldades provocadas pela pandemia, muitas das atividades tiveram o planejamento prejudicado e, diante das dificuldades, muitos dos trabalhos de pesquisa estão em atraso”, explica Bruna Rocha, diretora executiva da entidade.

Caso nenhuma alteração seja realizada, um produto já teria a autorização sanitária em 2025.

De acordo com dados da associação, até dezembro de 2023, 26 apresentações de produtos haviam recebido autorização sanitária da Anvisa. Ainda de acordo com a entidade, o mercado movimentou em 2023 cerca de R$ 150 milhões em vendas de farmácias, um aumento de 119% em comparação com 2022. Ano passado, foram comercializadas 356,6 mil unidades do produto.

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Governo usa BNDES em busca de medicamentos inovadores

O BNDES será o propulsor de financiamentos que fortalecerão a indústria farmacêutica na busca por medicamentos inovadores. Essa será a estratégia utilizada pelo governo Lula, já em execução. As informações são da Folha de S. Paulo.

A Althaia, por exemplo, recebeu nesta semana R$ 141 milhões do banco de desenvolvimento, o segundo crédito liberado à indústria em 2024. Tais aportes visam evitar um possível desabastecimento de remédios, como ocorrido durante a pandemia.

“São R$ 5 bilhões destinados à inovação”, explica o diretor de desenvolvimento produtivo, inovação e comércio exterior, José Luis Gordon. Também segundo ele, essa mudança de comportamento se deve a nova política industrial do poder público federal.

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Indústria farmacêutica investe milhões em viagens, presentes e jantares para médicos no Brasil

A indústria farmacêutica gasta milhões de reais todo mês para bancar viagens, palestras e jantares de médicos no Brasil. Em alguns casos, paga até presentes para consultórios, como cadeiras, televisores e aparelhos de ar condicionado.

Em Minas Gerais, a indústria da saúde desembolsou cerca de R$ 200 milhões com médicos do estado entre 2017 e 2022. 70% do valor foi destinado a apenas 3% dos profissionais do estado. Dez médicos foram beneficiados com mais de R$ 1 milhão cada um.

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O que é etarismo e por que o Brasil não está preparado para o envelhecimento da população

Etarismo – também chamado de idadismo ou ageísmo – é um conceito relativamente novo, principalmente no Brasil, onde o envelhecimento se deu com rapidez. Três décadas atrás, era considerado um país de jovens. Hoje, a população acima de 60 anos soma 35 milhões ou 15% do total (27% acima de 50), e cada vez mais a taxa de natalidade é baixa. Dois estados, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, têm mais pessoas idosas do que crianças e adolescentes até 14 anos.

É necessária uma reforma educacional. “O que se precisa não é necessariamente multiplicar o número de geriatras, mas garantir que todos os profissionais de saúde, de enfermeiros a psicólogos, estejam preparados para atender pessoas velhas”, afirma Kalache. Áreas como a de cuidados paliativos, diz Cintra, ainda são especializações raras e recentes. A atuação do geriatra, contudo, é importante para a “orquestração” dos cuidados. “Os idosos não costumam se dar bem com a medicina segmentada e por isso precisam de um profissional que administre diferentes diagnósticos e medicamentos.”

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