Ação da Hypera (HYPE3) cai e entra para as maiores quedas do Ibovespa

Hypera (HYPE3) cai 2,77% e figura entre as maiores quedas do Ibovespa, enquanto o índice sobe 0,26%, aos 125.191,34 pontos às 14h58 nesta segunda-feira (27). A ação é pressionada pela decisão do Santander (BCSA34) de rebaixar recomendação da farmacêutica de outperform (equivalente a compra) para neutro e cortar o preço-alvo de R$ 51,50 para R$ 41,50.

“Temos sido apoiadores da Hypera há muito tempo, mas a combinação de crescimento mais fraco no curto prazo, margens estáveis, e a desalavancagem orgânica potencialmente limitada nos leva a ficarmos menos positivos” para 2024, pondera o Santander.

Veja mais

BTG Pactual inicia cobertura da Hypera (HYPE3); confira recomendação

O BTG Pactual (BPAC11) iniciou cobertura de Hypera (HYPE3) com recomendação neutra. Os analistas Samuel Alves, Yan Cesquim e Luiz Guanais, que são “grandes fãs” do mercado farmacêutico, segundo relatório, avaliam que a empresa tem um perfil de negócios defensivo, diversificado e resiliente, com forte potencial de crescimento e sólidas perspectivas de fluxo de caixa livre (FCF).
“A Hypera está muito bem posicionada para surfar os ventos favoráveis do setor. No entanto, apesar de uma liquidação no acumulado do ano (-27% em relação ao pico de 2023 e -23% no acumulado do ano), nossa recomendação neutra reflete, em última análise a fraca dinâmica dos lucros do curto prazo (guidance recentemente reduzido para o ano fiscal de 2023; potenciais novos cortes nas estimativas de consenso (lucro por ação estimado pelo BTG está 10% abaixo do mercado para 2024), já que o guidance para o ano fiscal de 2024 não deve oferecer muita alegria; e potencialmente mais ruído no curto prazo sobre incentivos fiscais”, dizem Alvez, Cesquim e Guanais.

Mesmo supondo a continuidade dos subsídios do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), mas com o fim dos incentivos fiscais para juros sobre capital próprio (JCP), o modelo da casa orientado por Fluxo de Caixa Descontado (DCF) indica um preço-alvo de R$ 37,50/ação para o ano de 2024, oferecendo um baixo potencial de alta, de 9,3%.

Em relação ao setor farmacêutico, os analistas dizem que todos os olhos estão voltados para a Reforma Tributária e suas “potencialmente enormes implicações”. “Nosso caso base: fim do benefício fiscal do JCP a partir de 2025 e continuidade dos subsídios do ICMS (o fim desses subsídios reduziria em 25% o valor líquido do ativo justo da Hypera). Claramente, as ações serão fortemente influenciadas por todos os novos desenvolvimentos deste assunto”, afirma o BTG.

Veja mais

Hypera: Santander corta recomendação, avaliando que empresa experimenta uma dinâmica volátil de resultados

Analistas do Santander cortaram a recomendação das ações da Hypera de outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para “neutra”, avaliando que a empresa experimenta uma dinâmica volátil de resultados, carece de catalisadores orgânicos claros e enfrenta riscos em termos de incentivos fiscais.

“Em nossa opinião, os resultados no curto prazo não são um catalisador, pois esperamos que o quarto trimestre de 2023 seja fraco e o primeiro trimestre de 2024 seja sazonalmente fraco”, afirmaram em nota a clientes, na qual estabeleceram preço-alvo de R$ 41,50 para os papéis para o final de 2024, ante R$ 51,50 em 2023.

Caio Moscardini e equipe ainda citam que há preocupações sobre os benefícios fiscais de subvenção da empresa e possíveis mudanças no mecanismo de juros sobre capital próprio (JCP).

Na bolsa paulista, por volta de 12h, as ações da Hypera (BOV:HYPE3) recuavam 2,16%, a R$ 33,56, tendo chegado a R$ 33,24 no pior momento, entre as maiores quedas do Ibovespa, que rondava a estabilidade. Em 2023, os papéis da Hypera acumulam perda em torno de 24%.

Veja mais

Ecossistemas de inovação estão distribuídos por todas as regiões

Em Toledo (540 km de Curitiba), no oeste, o Biopark atua desde 2016 como ambiente privado de fomento a educação, pesquisa e negócios. Sua existência é um legado do casal Carmen e Luiz Donaduzzi, que há 40 anos fundou o grupo Prati-Donaduzzi, líder em medicamentos genéricos do Brasil. Uma área de 5,5 milhões de m² abriga o parque tecnológico e uma universidade privada sem fins lucrativos (Biopark Educação). “Um dos grandes diferenciais do Biopark é que acompanhamos os empreendedores desde a concepção de ideias inovadoras até o crescimento sustentável de suas empresas”, diz o presidente, Victor Donaduzzi. Os programas envolvem 185 empresas, sendo 55 startups.

Veja mais

17 medicamentos superam 20 mi de unidades vendidas

Somando apenas o top 5, 310 milhões de unidades foram comercializadas nos últimos 12 meses até agosto deste ano. Do montante, mais de 30% das vendas pertence ao líder.

O Glifage XR, antidiabético da Merck, movimentou 104,3 milhões de unidades no período, contra 84,9 milhões do segundo colocado – o Neosoro, solução nasal da Neo Química.

O pódio se completa com o Losartana da Neo Química (47,9 milhões); o Maxalgina da Natulab (42,8 milhões) e o Cimegripe da Cimed (38,6 milhões).

Desses medicamentos, os dois primeiros ganharam mercado em comparação com o mesmo período do ano anterior (respectivamente, crescimento de 14,66% e 7,77%) enquanto os demais retraíram (com redução de 14,60%, 11,70% e 17,28%, respectivamente).
A Dipirona da Neo Química foi o medicamento com evolução mais acelerada no período. Das 32,1 milhões de unidades vendidas até agosto de 2022, o total saltou para 38 milhões neste ano, um avanço de 18,54%.

Destaca-se também no levantamento o Torsilax, indicado para o tratamento de reumatismo. O remédio viu as transações aumentarem 15,21% no período, pulando de 29,6 milhões para 34,1 milhões.

Veja mais

O efeito Ozempic na sociedade e na bolsa: exageros em ambos

Desde que o Ozempic virou febre, analistas dos principais bancos de investimento, butiques e economistas têm se adiantado para tentar prever o impacto da droga e similares na economia e no balanço das empresas. Ao mesmo tempo, as farmacêuticas correm para atender à espantosa demanda e pensar novos formatos para o medicamento.

A americana Eli Lilly anunciou recentemente um investimento de US$ 2,5 bilhões para uma nova fábrica, com o intuito de aumentar a produção de Mounjaro e Trulicity, concorrentes do Ozempic. Ambas já estudam o desenvolvimento de uma fórmula para que o medicamento venha em comprimidos.

Num relatório publicado no início do mês, a Barclays citou nominalmente PepsiCo e McDonald’s como possíveis prejudicadas com a adoção dos medicamentos. O Walmart justificou uma retração na venda de alimentos com a maior adoção do remédio Outro relatório, da Jefferies, entre os mais exagerados, calculou que uma “sociedade mais magra” poderia economizar bilhões às aéreas e favorecer outros setores.

Nos cálculos da Jefferies, se cada passageiro da United Airlines perdesse em média o equivalente a 4,5 kg, a companhia já pouparia US$ 12 bilhões gastos em combustível (o que representa mais de 22% do faturamento da empresa). Além disso, os analistas calculam que a demanda para varejistas de moda aumentaria, com a renovação do guarda-roupa dos pacientes, e, por outro lado, prejudicaria empresas de alimentos e bebidas alcoólicas, além de reduzir o tíquete de consumo de viagens — já que os gastos com o remédio devem absorver parte do orçamento familiar: nos EUA, o tratamento mensal com Ozempic custa em torno de US$ 1,5 mil.

Veja mais