Empresa de Cannabis entra na mira da Anvisa e da concorrência

Nesse mercado de Cannabis, startups especializadas na venda de produtos medicinais por meio de plataformas digitais, os chamados marketplaces, surgiram com a missão de resolver vários problemas do cliente em um só lugar. Para quem nunca comprou sequer um óleo de CBD e não sabe onde encontrar, parece a solução dos problemas: além dos medicamentos, oferecem cursos de especialização em medicina endocanabinoides, conectam médicos e pacientes, e cuidam da burocracia da importação do produto junto à Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão regulador do comércio de Cannabis no Brasil. Apesar de prático, o serviço pode dar vazão a conflitos de interesses entre marcas e médicos a serviço das plataformas, entre outros.

O mercado está aquecido, tanto que a importação de produtos de Cannabis cresceu 93%, de julho de 2022 ao mesmo período de 2023. Surgiram novos negócios, dos mais variados, vendendo de flores a cremes com CBD, acelerando a propaganda indiscriminada nas redes sociais, que virou terra sem lei. Playeres mais antigos passaram a vigiar, reclamar a concorrência agressiva e, em contrapartida, a agência reguladora apertou a fiscalização. No olho desse furacão de interesses, a Cannect, uma das maiores marketplaces, entrou na mira da Anvisa e dos concorrentes, a ponto de ser punida severamente pela agência por fazer propaganda irregular.

O setor da Cannabis tem, sim, normas rígidas, uma vez que está submetida às mesmas regras do mercado farmacêutico, em geral. Por exemplo, no Brasil, não é permitida a propaganda de medicamentos – portanto mesmo sendo o extrato de CBD (Canabidiol, substância terapêutica, derivada da Cannabis) considerado produto medicinal (e não um medicamento), ele fica sujeito a mesma regulação.

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Varejo farmacêutico volta a nível de 2019 em novas lojas

O varejo farmacêutico viveu um boom de novas lojas durante a pandemia, mas o movimento agora é de consolidação. A realidade já é semelhante à de 2019.

Depois de um saldo de mais de 500 novas lojas em 2020 e 2021, o mercado de farmácias atinge um patamar próximo ao neutro na proporção entre aberturas e fechamentos de PDVs.

Entre as representantes do varejo farmacêutico que mais abriram farmácias, a RaiaDrogasil dispara na liderança, com um saldo de 120 novas lojas, das quais 69 são da Drogasil e 51 da Droga Raia. Ambas as bandeiras ocupam as duas primeiras posições do ranking.

Na sequência, o associativismo não só mostrou sua força, como também seu equilíbrio. RM Farma, Augefarma, DSG Farma, Unifarma e Ultra Popular fecham a relação, todas com saldo superior a 40 inaugurações.

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Política de inovação da Anvisa anima setor farmacêutico

A nova política de inovação da Anvisa gerou entusiasmo em representantes do setor farmacêutico. A agência deixará de ser apenas um órgão regulador para atuar como indutor para a indústria farmacêutica, a exemplo do que já fazem organismos como a FDA e a EMA.

As informações são da Veja. A mudança foi anunciada no Diário Oficial da União (DOU), por meio da Portaria 1.100/2023. O objetivo será estimular a inovação para a solução de problemas na área da saúde pública.

Para o presidente-executivo do Grupo Farma Brasil, Reginaldo Arcuri, a nova política de inovação da Anvisa é resultado de anos de luta do setor. “Defendemos isso há pelo menos 13 anos. A Anvisa não vai abrir mão de suas tarefas de proteger a saúde pública, mas passa a ter foco também na inovação”, afirma.

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