A vacina contra a Covid-19 foi a principal âncora do crescimento da indústria farmacêutica em 2022, que alcançou receita recorde de R$ 131,2 bilhões. Os dados são do Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico, apresentado na última semana pela Secretaria Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (SCMED).
O faturamento com os imunizantes totalizou R$ 5,44 bilhões e representou 4,15% do montante arrecadado pelos laboratórios no ano passado. A categoria superou, inclusive, os anticorpos monoclonais antineoplásicos destinados ao tratamento de diversos tipos de câncer – como o de pulmão, rins e o melanoma. Este segmento, até então imbatível na liderança, movimentou R$ 4,16 bilhões, o equivalente a 3,17% da receita total.
O terceiro lugar coube aos analgésicos não narcóticos e antipréticos isentos de prescrição, entre os quais dipirona e paracetamol, cujas vendas superaram R$ 2,99 bilhões. Na sequência aparecem os chamados produtos anti-TNF (R$ 2,51 bilhões), que compreendem os remédios para doenças autoimunes e inflamatórias; e os fármacos contra diabetes e obesidades, como Ozempic e Saxenda (R$ 2,26 bilhões).
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