Neoindustrialização sim. Mas como?

O resultado mantém a tendência de perda gradual da importância da indústria – em especial a de transformação – na economia brasileira. Nas economias avançadas, esse é um fenômeno conhecido. Mas, no Brasil, além de precoce, essa perda de importância é bem mais intensa. Na década de 1980, a indústria chegou a responder por cerca de 25% do PIB brasileiro; hoje sua fatia está em torno de 10%.

É urgente a adoção de um programa de recuperação da indústria, em razão de seu papel na modernização do sistema produtivo interno e na inserção da economia brasileira na mundial num período de grandes e rápidas transformações tecnológicas. Do ponto de vista socioeconômico, é preciso preservar e fortalecer sua capacidade de gerar empregos com maior exigência de qualificação profissional e mais bem remunerados, com efeitos positivos sobre outros setores da economia.

Nesse sentido, foi mais do que oportuna a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin de publicar no Estadão o artigo Neoindustrialização para o Brasil que queremos (25/5), no qual afirmam que “a desindustrialização precisa ser interrompida, para que geremos mais empregos de qualidade”. Lula e Alckmin reconhecem que “estamos perdendo a corrida da sofisticação produtiva” e afirmam que “precisamos de uma política industrial inteligente, para o novo momento da globalização”.

A referência à necessidade de “políticas horizontais – como uma tributação eficiente e justa” parece destinar-se a conter temores de empresários e de analistas econômicos de que uma política industrial sob o novo governo Lula venha a repetir práticas de gestões petistas anteriores, em que segmentos empresariais e até mesmo empresas específicas foram escolhidos para receber benefícios tributários ou financeiros.

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UK medical cannabis group woos patients to buy into the business

A British medicinal cannabis company based on the Isle of Man is selling up to 25 per cent of its equity to patients in the UK, giving them influence in the production and availability of a drug they struggle to obtain reliably and affordably.

Grow Lab Organics last year became the first company to gain a licence to grow and export cannabis from the Isle of Man, which has its own government but is in a customs union within the UK.

The company is seeking investors among people in the UK who have medical conditions such as multiple sclerosis and find it difficult to legally source high-quality cannabis that can relieve their symptoms.

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Oncoclínicas confirma interesse em realizar oferta subsequente de ações

A Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos confirmou a intenção de realizar uma oferta pública de distribuição primária e secundária de ações ordinárias (“follow-on”). A notícia foi antecipada na segunda-feira pelo Pipeline, site de negócios do Valor.

“A potencial oferta, assim como qualquer operação deste tipo, está sujeita, entre outros fatores, às condições do mercado de capitais brasileiro, à obtenção das aprovações necessárias, incluindo as aprovações societárias e, se for o caso, de terceiros aplicáveis, às condições políticas e macroeconômicas favoráveis, ao interesse de investidores, dentre outros fatores alheios à vontade da companhia”, diz o fato relevante da companhia.

Conforme o Pipeline, o Goldman Sachs, controlador da companhia e líder da operação, será o vendedor no “follow-on” secundário, mas ainda se mantendo como maior acionista. A reportagem informou ainda a possibilidade de a operação incluir uma tranche primária e que o volume deve ser definido até a próxima semana, de acordo com três fontes.

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IGP-DI registra deflação de 2,33% em maio, informa FGV Ibre

Com peso de 30% no IGP-DI, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) variou 0,08% em maio, após subir 0,50% em abril. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (-0,62% para -3,37%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,51% para 0,73%), Transportes (0,19% para -0,22%), Alimentação (0,67% para 0,41%), Comunicação (0,60% para 0,22%) e Vestuário (0,52% para 0,46%).

As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: passagem aérea (-3,67% para -17,91%), medicamentos em geral (3,23% para 0,81%), gasolina (-0,38% para -1,97%), frutas (-0,33% para -1,76%), tarifa de telefone móvel (1,60% para 0,62%) e calçados (1,13% para 0,72%).

Em contrapartida, os grupos Habitação (0,48% para 0,85%) e Despesas Diversas (0,20% para 0,94%) apresentaram avanço em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: taxa de água e esgoto residencial (0,00% para 2,58%) e jogo lotérico (0,42% para 11,77%).

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