O fundador da Third Point, Dan Loeb, reiterou sua postura otimista [bullish] em relação às grandes empresas de tecnologia, afirmando que a inteligência artificial continua tornando o setor uma das áreas mais atraentes para alocação de capital [capital allocation], conforme reportagem da MarketWatch.
Em entrevista ao podcast “Invest Like the Best”, Loeb afirmou que a relação risco-retorno [risk-reward profile] para as empresas de tecnologia de grande capitalização [large-cap] permanece atraente, especialmente dada a combinação de forte momentum de resultados [earnings momentum] e aceleração da adoção de IA.
Ele disse que, embora tenha considerado reduzir posições como a da Nvidia, as valuations [avaliações de valor] permanecem justificadas quando analisadas à luz das perspectivas de crescimento persistentes.
“A menos que se adote uma visão muito negativa, quase draconiana, de que o crescimento da IA arrefeça no final desta década, tecnologia é o setor mais atrativo no momento”, afirmou Loeb, acrescentando que a maior parte do capital da Third Point permanece investida no segmento.
Os comentários de Loeb ecoam os temas delineados em sua recente carta aos investidores [investor letter], na qual a firma destacou ganhos em semicondutores, memória, equipamentos para semicondutores e setores de infraestrutura vinculados à IA, além de posições em aeroespacial e defesa. Essas posições contribuíram para que o fundo superasse o mercado mais amplo no primeiro trimestre, a despeito de um retorno levemente negativo no período.
O gestor de hedge fund [hedge fund manager] também refletiu sobre erros de investimento passados, apontando a exposição da Third Point à FTX como uma lição fundamental em due diligence [processo de verificação e análise prévia]. A exchange de criptoativos, hoje falida, que entrou em colapso em 2022 após revelações sobre o uso indevido de recursos de clientes, parecia robusta à época em razão de seu crescimento acelerado e do apoio de investidores de venture capital de alto perfil.
Loeb afirmou que o episódio aprimorou os processos internos de verificação da firma, incluindo maior escrutínio de métricas financeiras básicas — como saldos de caixa —, mesmo nos casos em que o momentum do negócio aparenta ser sólido.
Ele ponderou, no entanto, que os ecossistemas de venture capital ainda são capazes de produzir empresas de alta qualidade e que a maioria dos fundadores atua de boa-fé, não obstante falhas de governança ocasionais.
Em paralelo, Loeb destacou investimentos bem-sucedidos em crédito vinculados à aquisição do Twitter por Elon Musk. Ele afirmou que a Third Point participou de oportunidades de negociação na dívida de financiamento da aquisição [acquisition financing debt] da companhia, inicialmente recebida com cautela pelo mercado de crédito mais amplo, mas que posteriormente se valorizou à medida que as perspectivas da empresa se estabilizaram.
Ele também fez referência a investimentos ligados à xAI, observando que, apesar da visibilidade limitada de fluxo de caixa [cash flow] à época da emissão, a firma sentiu-se confortável em subscrever [underwriting] o crédito com base em sua avaliação da qualidade intrínseca do negócio e do ecossistema tecnológico mais amplo de Musk.
Loeb acrescentou que a experiência acumulada nos mercados público e privado continua a orientar a abordagem da Third Point, particularmente na avaliação de negócios complexos ou de rápida evolução impulsionados por tecnologia.
Fonte: HedgeWeek
Traduzido via Claude
